EDUARDO RICCI JIU JITSU MARINGÁ

30 de nov. de 2010

Enquanto esquenta para MMA, campeão ensina Jiu-Jitsu nos Emirados

























Marcos Oliveira é finalista do evento ADFC, em Abu Dhabi, que vai pagar o total de um milhão de dirhans. Mesmo assim, o faixa-preta não deixa de vestir o kimono, ainda mais se for para ajudar o “Escola-Jitsu”, que hoje leva a arte suave à 50 escolas.
O programa, dirigido pelo xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, teve início com a participação de 14 colégios, no ano passado. O sucesso foi tanto que, com a adesão de diversas outras escolas, hoje 80 professores de Jiu-Jitsu atendem a demanda.
O Programa “Escola-Jitsu” tem como objetivo ensinar técnicas de autodefesa na forma correta e descobrir talentos para apoiar a equipe nacional dos Emirados Árabes Unidos. A meta também é tornar os alunos lutadores profissionais para representar o país em competições internacionais, para se ter uma noção da importância que o país dá à modalidade.
Entre os professores, devido ao sucesso do evento ADCF, Marcos Oliveira está entre os mais notados. O lutador fez a festa na aula introdutória que aconteceu na escola local Al Quram. Além disso, presenteou todos com um pôster autografado.
Agora Marcos já foca todas as atenções no próximo adversário, o russo Shamil Abdurahimov, em luta que acontece no dia 11 de março e define o grande campeão do ADCF.

21 de nov. de 2010

Rampage surpreso com a vitória: “Tenho que dar a revanche”


Não é de hoje que o julgamento no UFC traz polêmica. Na edição 89 da revista NOCAUTE, o assunto foi amplamente debatido por feras como Mario Yamasaki, árbitro da organização. Na noite deste sábado, o julgamento novamente trouxe polêmica na luta em que Quinton Jackson bateu Lyoto Machida por decisão dividida.
Foram dois rounds muito parelhos, mas Lyoto levou ampla vantagem na última parcial. No entendimento dos jurados, Rampage foi um pouco melhor nas duas primeiras etapas, o que lhe deu vantagem na somatória.

Ao ver seus braços erguidos, Jackson fez cara de surpresa e não escondeu o sentimento nas declarações.

“Machida acabou comigo, tenho que lhe dar a revanche”, comentou.

“Quinton é um grande campeão. Ele reconheceu a minha vitória, mas vamos para a próxima. Fiz o meu melhor, os árbitros estão aqui para julgar”, respondeu Lyoto.

Para Dana White, presidente da organização, o resultado foi justo. Não deu para o brasileiro Lyoto Machida no combate principal do UFC 123. Apesar de não convencerconvencer, o americano Quinton Rampage Jackson venceu a luta, disputada no início da madrugada deste domingo, por decisão divida dos juízes. Rampage levou a disputa com 29-28, 28-29, 29-28 e obteve a sua 31ª vitória no MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês), a sexta no UFC (Ultimate Fighting Championship).

Após a luta, o americano reconheceu que o brasileiro fez um grande trabalho e chegou a afirmar que achava justo fazer uma revanche. Machida também não ficou contente com a decisão dos juízes e, como o adversário, pediu um novo combate. Apesar do resultado, o ex-campeão sinalizou no terceiro round que o "Dragão" está de volta em atuação espetacular. Ele partiu pra cima do americano com uma série de socos, levou um contra-golpe, segurou firme e mesmo assim conseguiu derrubá-lo, mas sem tempo para a finalização.

Rampage se mostrou surpreso com a própria vitória. Antes do anúncio oficial, ele tinha levantado o braço do brasileiro, em reconhecimento à performance superior do adversário. Mas, Machida teve que se conformar, no entanto, com a sua segunda derrota seguida. No dia 9 de maio, ele foi nocauteado por um soco do compatriota Maurício Shogun Rua no primeiro assalto de uma luta que durou apenas três minutos e 35 segundos.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2010/11/21/rampage-vence-brasileiro-lyoto-machida-em-decisao-polemica-no-ufc-123-923067799.asp / http://www.graciemag.com/pt/2010/11/rampage-surpreso-com-a-vitoria-%E2%80%9Ctenho-que-dar-a-revanche%E2%80%9D/

Rampage vence Lyoto em decisão polêmica

Concorrente ao título de melhor evento do ano, o UFC 123 manteve os fãs brasileiros ligados madrugada adentro neste sábado. Principal atração da noite, o combate entre Lyoto Machida e Quinton “Rampage” Jackson correspondeu às expectativas, mas o final não foi o esperado. Depois de dois rounds muito parelhos, com o americano dominando o centro do octagon e o brasileiro respondendo no contra-ataque, Lyoto tomou conta do assalto final, castigando em pé e controlando a luta no solo.

Ao soar do gongo, até mesmo Rampage levantou os braços de Lyoto, reconhecendo sua superioridade, mas os jurados viram a luta de outra forma. Na decisão dividida, Rampage ficou com a vitória. “Você venceu”, disse Rampage a Lyoto logo após o anúncio oficial do resultado, reagindo com espanto com a própria vitória. “Machida acabou comigo (risos)... Eu tenho que lhe dar a revanche”, completou o americano, aplaudido pelos fãs na arena pelo gesto nobre.

Chateado, Lyoto elogiou a postura do oponente e se disse à vontade para uma segunda luta contra Rampage. "Quinton Jackson é um grande campeão, ele mesmo reconheceu a minha vitória, mas vamos para a próxima. Eu fiz o meu melhor, os árbitros estão aqui para julgar”, lamentou Machida, sentindo na pele a onda resultados polêmicos que vêm assolando o MMA, principalmente no UFC. Revanche a caminho?


BJ PENN ATROPELA HUGHES EM 21 SEGUNDOS

Considerado durante anos como o melhor peso leve do planeta, BJ Penn estava “perdido” na categoria após as duas derrotas para Frankie Edgar. A motivação que ele precisava era um tira-teima contra o ex-campeão Matt Hughes, contra quem já lutou duas vezes, vencendo apenas a primeira. De volta à categoria dos meio-médios, peso no qual se tornou campeão do UFC pela primeira vez, BJ deu show. Em apenas 21 segundos de luta, BJ mandou Hughes à lona com uma linda sequência de socos, faturando o nocaute mais rápido da noite e deixando os fãs enlouquecidos. Após a vitória, BJ saiu correndo do octagon, assim como fez quando nocauteou Caol Uno no UFC 34. Na época, o havaiano venceu por nocaute em apenas 11 segundos.

MAIQUEL FALCÃO DÁ SHOW NA ESTREIA

A equipe Chute Boxe precisava de uma grande atuação no UFC, principalmente após as derrotas de Vinícius Spartan e Alexandre Cacareco, e foi então que Maiquel Falcão, que estreou no evento após vencer sete seguidas no Brasil, apareceu. Impetuoso e agressivo, Maiquel engatou a rápida trocação e bateu bastante no chão, pegando as costas e atacando no mata-leão. Quando o gringo ia bater, porém, o round chegou ao fim. Falcão manteve o ritmo no segundo assalto, dominando completamente a luta. Após o morno terceiro round, os jurados deram a Falcão sua vitória na estreia no UFC.

KIMURAS ABREM O SHOW EM GRANDE ESTILO

O grego George Sotiropoulos mostrou seu jogo de chão afiado diante de mais um duro oponente no UFC. Contra o peso leve Joe Lauzon, Sotiropoulos travou um primeiro round agitadíssimo, recheado de raspagens no chão e trocação em pé. Assim que começou a segunda parcial, George dominou a luta em pé, acertando socos no corpo e joelhadas no clinche. Conseguindo levar a luta para o chão, Sotiropoulos passou por cima de Lauzon, atacando o braço e finalizando com uma kimura em pouco mais de dois minutos de combate, conquistando sua sétima vitória consecutiva.

Na luta seguinte, o promissor Phil Davis anotou mais uma vitória para o seu currículo. Chegando ao oitavo triunfo consecutivo, o americano dominou a trocação no primeiro round e mostrou o jogo de chão afiadíssimo no segundo assalto. Assim como na luta entre Sotiropoulos e Lauzon, Phil encerrou a luta com uma kimura no segundo assalto, mas o jeito com que ele chegou à posição foi bem diferente. Tim Boetsch, seu oponente no UFC 123, usava a grade para defender o braço, mas Phil abandonou a montada para atacar o braço por trás de Tim, que gritou e deu os três tapinhas.

EDSON JUNIOR NOCAUTEIA NAS PRELIMINARES

O striker brasileiro Edson Junior fez sua estreia no UFC após vencer as seis lutas anteriores, e mostrou o Muay Thai afiado contra Mike Lullo, que foi convocado em cima da hora para o duelo. Dominando o combate em pé, Edson abusou dos low kicks para minar as pernas do adversário, que terminou o segundo round exausto. Com apenas 26 segundos da etapa final, tempo necessário para acertar três chutes, o brasileiro sacramentou a vitória ao melhor estilo Pedro Rizzo, vencendo por nocaute técnico em sua estreia no Ultimate.

De volta ao UFC após uma saída polêmica, com direito a demissão via Twitter, Karo Parysian acabou derrotado rapidamente por Dennis Hallman. Karo defendeu a queda logo de início e chegou a acertar um gancho, mas Dennis respondeu com um cruzado de direita que nocauteou Parysian. Dennis castigou no chão e o árbitro decidiu interromper o duelo com menos de dois minutos. Mark Muñoz, que já treinou com os Nogueiras, Anderson Silva, Renato Babalu e Rafael cordeiro, bateu Aaron Simpson na decisão.

Pupilo do brasileiro Marcelo Brigadeiro, que dá aulas de Luta Livre na Inglaterra, Paul Kelly fez bonito entre as lutas preliminares. Melhor no primeiro assalto, o gringo liquidou a fatura na segunda etapa, encaixando o crucifixo e castigando com socos e cotoveladas, vencendo por nocaute técnico. Na primeira luta da noite, o experiente Tyson Griffin travou uma luta dura com Nik Lentz e, apesar de ter sido superior no combate, acabou derrotado na decisão dividida. Com três derrotas, ele deve perder o emprego no Ultimate.

RESULTADOS COMPLETOS:

UFC 123
Michigan, Estados Unidos
Sábado, 20 de novembro de 2010

Card principal:
- Quinton “Rampage” Jackson derrotou Lyoto Machida na decisão dividida dos juízes;
- BJ Penn nocauteou Matt Hughes a 21s do 1R;
- Maiquel Falcão derrotou Gerald Harris na decisão unânime dos juízes;
- Phil Davis finalizou Tim Boetsch com uma kimura a 2min55s no 2R;
- George Sotiropoulos finalizou Joe Lauzon com uma kimura a 2min43s no 2R;

Card preliminar:
- Brian Foster finalizou Matt Brown com uma guilhotina a 2min11s do 2R;
- Mark Muñoz derrotou Aaron Simpson na decisão unânime dos juízes;
- Dennis Hallman derrotou Karo Parisyan por nocaute técnico a 1min47s do 1R;
- Edson Junior derrotou Mike Lullo por nocaute técnico a 26s do 3R;
- Paul Kelly derrotou TJ O’Brien por nocaute técnico a 3min16s do 2R;
- Nik Lentz derrotou Tyson Griffin na decisão dividida dos juízes.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/11/20/Lyoto-x-Rampage-tempo-real-na-TATAME

19 de nov. de 2010

UFC 123: Estreante e no card principal, Falcão promete nada menos que o nocaute

Com 21 nocautes e três finalizações nas 25 vitórias (apenas três derrotas), Maiquel Falcão estreia no UFC e está focado, no momento, em nocautear os adversários. Membro da tradicional Chute Boxe, time que lançou feras como Maurício Shogun e Anderson Silva, hoje campeões do Ultimate, o lutador vai dar o primeiro passo dentro do octagon contra Gerald Harris, e no card principal do UFC 123, neste sábado, em Detroit.
          
“Comecei no boxe porque era uma forma de liberar minha energia. Tinha alguns problemas pessoais e eu encontrei no boxe uma maneira de manter a disciplina e a habilidade de ficar longe das coisas erradas”.


Antes de chegar à Chute Boxe e, posteriormente, no UFC, Falcão dividia a vida entre os treinos, lutas e trabalho. Agora, o lutador almeja grandes metas.  

“Agora sou realmente um profissional, luto pelo UFC e isso faz toda a diferença na vida de um atleta. Quando estiver no momento certo, estarei pronto para me tornar campeão. A Chute Boxe formou vários campeões e eu serei mais um”, garante.   

Primeiro, será preciso passar por um lutador que não é brincadeira. Gerald Harris é um wrestler com 10 vitórias consecutivas, sendo nove por finalização ou nocaute.

“Eu não vejo superioridade por ele ter três lutas no UFC. Depois que entramos na cage, sou eu e ele. As pessoas estão falando sobre suas conquistas (a sequência de nocautes), mas no dia 20 de novembro é a minha vez de trabalhar, algo que eu já venho fazendo mais vezes do que ele. Minha missão é vencer a luta, meu foco é nocauteá-lo”, encerra o estreante.

Confira o card:

UFC 123

Detroit, Michigan, EUA
Dia 20 de novembro de 2010

Quinton “Rampage” Jackson x Lyoto Machida
Matt Hughes x BJ Penn
Joe Lauzon x George Sotiropoulos
Tim Boetsch x Phil Davis
Maiquel Falcão x Gerald Harris
Matt Brown x Brian Foster
Mark Munoz x Aaron Simpson
Dennis Hallman x Karo Parisyan
Edson Barboza x Mike Lullo
Paul Kelly x T.J. O’Brien
Nik Lentz x Tyson Griffin



Fonte: http://www.graciemag.com/pt/2010/11/ufc-123-estreante-e-no-card-principal-falcao-promete-nada-menos-que-o-nocaute/

UFC 123 Rampage X Lyoto Machida


















Menos de um ano atrás, Lyoto Machida era um dos principais alvos dos holofotes do MMA com um estilo próprio vindo do caratê e o cinturão dos pesos meio-pesados a tira colo. Agora, já sem o título, ele retorna ao UFC após sua primeira derrota na carreira e assume: a pressão é menor após o fim da invencibilidade. Quinton ‘Rampage’ Jackson será o primeiro desafio para Lyoto tentar retomar a ‘Era Machida’ no evento.


O brasileiro vem da derrota para seu compatriota Maurício Shogun em maio desde ano, quando perdeu o cinturão do Ultimate. Agora, fará contra Rampage um duelo de ex-campeões do meio-pesados do UFC na luta principal da edição 123, que acontece neste sábado, a partir das 00h (de Brasília), na cidade norte-americana de Detroit.

“A verdade é que sempre há pressão quando se vai para uma luta, principalmente no estágio em que minha carreira está. Mas sinto que parte dessa pressão saiu das minhas costas depois da derrota. Meus fãs levavam para mim uma aura de invencibilidade que eu sentia. Sabia que a derrota uma hora chegaria”, explicou o carateca brasileiro.

Mas nesse momento, o foco é voltar ao topo da categoria que é apontada como umas das equilibradas do UFC. Lyoto evita falar em cinturão, mas aponta Quinto Jackson como rival ideal para voltar a disputar o título. “Será um grande encontro de estilos. Rampage é conhecido por sua agressividade, luta muito bem em pé. Com certeza será uma grande luta e ele é um adversário importante para ficar bem no ranking.”

Do outro lado, Rampage mantém o seu estilo falastrão. Um dos lutadores mais conhecidos do MMA, foi vice-campeão dos médios do extinto Pride e campeão dos meio-pesados do UFC em 2007. No entanto, não passa por seu melhor momento. Depois de ficar mais de um ano longe do octógono para trabalhar como ator de cinema, perdeu para Rashad Evans em maio em seu retorno.

Depois de pedir para não enfrentar o brasileiro, Rampage mudou de ideia, mas não mudou sua postura. “Descreveria o estilo dele com uma palavra: chato. Não mudei e não mudaria nada no meu treino para essa luta. Tenho o verdadeiro espírito do guerreiro e as pessoas vão ver o meu estilo de sempre. Quero dar um verdadeiro show.”

Ciente das críticas feitas por seu adversário, Lyoto não perdeu a linha e apostou em seu 'Machida Karate' para conseguir a 17ª vitória de sua carreira. “Todo mundo tem uma opinião. Meu estilo me fez campeão do UFC. Com quem converso me fala para manter meu estilo e é com ele que me sinto confortável no octógono”, afirmou

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/11/19/sem-pressao-e-holofotes-lyoto-tenta-retomar-era-machida-no-ufc-123.jhtm

30 de out. de 2010

Entrevista: Kyra Gracie

Dificilmente alguém pensa em jiu-jitsu brasileiro sem se lembrar de um Gracie. A arte marcial criada e desenvolvida pelos patriarcas Carlos e Hélio segue como grande legado da família e com Kyra não é diferente. Aos 25 anos, ela é a mais famosa lutadora dentre as mulheres do clã e já está ciente da responsabilidade que tem.


“Sempre querem que um Gracie seja o melhor. Já estou acostumada com isso, pois desde pequena é assim”, explicou Kyra Gracie ao UOL Esporte. Mais que isso, ela assumiu o papel de embaixadora do jiu-jitsu entre as mulheres. O plano é muito simples: quer usar toda sua visibilidade para ajudar no crescimento do esporte. “Quero mostrar que as mulheres podem lutar sem deixar de serem femininas.”

Para isso, ela tem um trunfo na manga, além de sua qualidade técnica – ela já é bicampeã mundial, penta pan-americana e penta brasileira, além de bi mundial sem quimono. Kyra até tenta fugir do estigma, mas reconhece: é uma das musas do esporte brasileiro. “Toda mulher gosta de elogios. Lógico que tem esse lado, mas meu primeiro plano é ser lutadora e estou me esforçando para isso”, explicou.
Bisneta de Carlos Gracie, sobrinha-neta de Carlson Gracie e sobrinha de Renzo Gracie, Kyra ainda fala na entrevista exclusiva abaixo sobre os planos de sua carreira, uma possível mudança para o MMA, da relação com sua família e ainda conta como usa o jiu-jitsu para se livrar de engraçadinhos nas baladas.
 Como você está agora?
Kyra Gracie - Meu último campeonato foi o Mundial, em junho, mas machuquei o joelho. Estou com um estiramento no ligamento não posso competi. Volto em janeiro, que já tem o Europeu, depois vem Pan-Americano, Brasileiro e o Mundial em seguida.
Você está lutando sem quimono também?
Luto submission apenas no ADCC (Abu Dhabi Combat Club, maior evento do mundo na modalidade), que é de dois em dois anos. Ganhei duas edições, mas fiquei de fora da última por causa de uma lesão. Ano que vem tem e novo e pretendo competir.
Como estão seus planos de lutar MMA?
Na verdade, o MMA feminino está crescendo muito. Venho treinando boxe há algum tempo e tive algumas propostas de eventos nos Estados Unidos, que estou estudando. Não tem nada certo, mas esse crescimento mexe comigo. Quem sabe uma boa oportunidade pode fazer eu me decidir de vez.
Como é o peso de carregar o sobrenome Gracie?
Na verdade, quando eu vou lutar, tento não aumentar a pressão sobre mim, mas é claro que a expectativa é maior. Sempre querem que um Gracie seja o melhor. Já estou acostumada com isso, pois desde pequena é assim. Por isso penso que tenho de dar o exemplo, mostrar que somos donos do esporte. Tenho essa responsabilidade. Ali não sou só a Kyra, sou toda uma família que já passou pelo tatame.
Isso é só com você, ou toda sua família sente o mesmo?
Todo mundo da família sente isso, mas nos acostumamos. Tentamos não por tanta pressão. Mas essa adrenalina é algo que aprendemos a conviver desde pequenos e tentamos melhorar nosso rendimento com isso.
Você está em alta na mídia e é praticamente a única lutadora que aparece. Como você vê essa posição de embaixadora das lutas entre as mulheres?
Esse é um ponto muito importante para mim. Na verdade, o jiu-jitsu feminino não tinha espaço nem na mídia especializada, não tinha crédito nenhum. Quando comecei a lutar profissionalmente, até por ser uma Gracie, meu objetivo foi aproveitar essa mídia, passar uma crítica sobre tudo isso, mostrar que as mulheres podem lutar sem deixar de serem femininas.
Como é para você ser apontada como musa do esporte?
(Muitos risos) Acho que toda mulher gosta de elogios, faz bem para o ego. Mas não quero que isso seja prioridade na minha vida, não quero ser lembrada primeiramente por isso. Lógico que tem esse lado, mas meu primeiro plano é ser lutadora e estou me esforçando para isso.
E já recebeu alguma proposta para posar nua?
Meus tios me matariam! (Gargalhadas)
Falando em tios, os Gracie continuam muito unidos?
Com certeza e nem teria como ser diferente. Todo mundo trabalha com a mesma coisa, meus tios e primos mais velhos são meus treinadores, sempre estamos juntos, assistimos competições, no córner um do outro. Por sermos do mesmo meio, aproveitamos toda a experiência que podemos transmitir uns para os outros.
Mas entre as mulheres da família, você segue sendo a única lutando profissionalmente, não?
Todo Gracie sabe alguma coisa de jiu-jitsu ou já treinou em algum momento na vida. Eu comecei aos poucos também, mas no início, os meninos não me incentivam. Comecei vendo minha mãe treinando, mas depois ela parou e eu continuei. Escutava eles falando para eu largar, deixar isso com eles, mas agora são meus maiores incentivadores!
Então você é um exemplo na família?
Hoje em dia, já tem outras mulheres da família treinando. Espero realmente ter conseguido mostrar que uma mulher da família também pode carregar esse sobrenome. Vejo primas minhas mais novas treinando, umas tias... Espero que daqui algum tempo possam surgir novas Kyrazinhas (risos).
Uma curiosidade: Você já precisou usar algum golpe de jiu-jitsu contra algum rapaz mais abusado?
(Risos) Aqui no Rio de Janeiro, quando você vai em alguma festa ou balada, o pessoal tem mania de te segurar pelo braço, para conversar à força, te agarrar, te beijar... Eu tenho um movimento de defesa pessoal, que é uma defesa de pegada, que sempre uso quando preciso sair desse tipo de situação. Já até ensinei para as minhas amigas. Pessoal está esperto, mas sempre aparece um desavisado... (mais risos)

Orelha de Couve Flor

Os lutadores de Jiu-Jitsu (Judô, boxe, etc…) podem desenvolver uma deformação na orelha externa ( pavilhão auricular) que os médicos chamam de Hematoma Auricular. Popularmente, as pessoas costumam chamar de “orelha de couve-flor” (em inglês “cauliflower ear“).

Para entender melhor, precisamos conhecer a orelha. Nossa orelha é formada por uma lâmina de cartilagem elástica de formato irregular, recoberta por uma fina camada de pele. Entre a pele e a cartilagem existe ainda ou camada de tecido conjuntivo chamada de pericôndrio, que é responsável pela “nutrição” da cartilagem.

Os atritos e esmagamentos constantes sofridos nas orelhas durante treinos e lutas (contra o chão, o braço do adversário, e outros) provocam um hematoma entre a cartilagem e o pericôndrio. É comum a inflamação do naquele espaço em função do trauma. A falta de suprimento sanguíneo pode conduzir a uma necrose que resulta em reação fibrosa severa, ou seja, uma “nova” cartilagem é construída para preencher aquele espaço lesionado. Cada vez que ocorre a inflamação, um pouco de cartilagem se forma. Assim, a orelha de couve-flor torna-se inevitável.

Para prevenir esta inflamação, é preciso que o sangue acumulado após a luta seja drenado o quanto antes. Caso contrário só restará a cirurgia plástica e, mesmo assim, é muito difícil conseguir recuperar o formato original. A orelha em couve-flor se tornou marca registrada dos lutadores que entrou na moda, a ponto de alguns praticantes usarem alicates para acelerar o processo de deformação. Tem louco pra tudo!

Fonte: http://diariodebiologia.com/2010/06/o-que-causa-deformacao-na-orelha-dos-lutadores-de-jiu-jitsu/

29 de out. de 2010

Dana White anuncia fusão entre UFC e WEC


O dia de hoje entrará para a história do MMA. Dana White, presidente do UFC, preparou uma conferência de imprensa para as 15 horas para fazer um grande anúncio, mas adiantou as novidades ao site MMAFighting. Segundo o cartola, o WEC se fundirá ao UFC em 2011, adicionando ao Ultimate as categorias de pesos leves, penas e plumas.


Com a fusão, a primeira grande novidade é que, agora, José Aldo é o campeão peso pena do UFC. “A hora é a melhor possível. Com o UFC crescendo globalmente, faz sentido trazer essas categorias mais leves. Sabemos que as lutas dos mais leves são excitantes... Me diga a última vez que você viu uma luta entediante no WEC. E aumentamos a promoção do evento enquanto crescíamos o evento pelo mundo todo”, conta Dana White.


Na entrevista, Dana garantiu que nenhum atleta perderá seu emprego com a mudança, e revelou ainda que José Aldo já deve fazer sua primeira defesa de título logo em janeiro. Dana não revelou o oponente nem a data, mas o campeão já revelou que o seu oponente será Mark Hominick. Com duas edições programadas até o final do ano, o WEC dá seu adeus oficial no dia 16 de dezembro, com o WEC 53.


Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/10/28/Dana-White-anuncia-fusao-entre-UFC-e-WEC

26 de out. de 2010

Shogun topa luta contra Couture


Em entrevista à repórter Karyn Bryant, do site MMAHeat.com, Randy Couture mantém incerto o futuro no MMA. Entretanto, o ex-campeão de duas categorias do UFC não esconde a vontade de encarar as grandes pedreiras da organização no peso meio-pesado, entre elas o atual campeão Maurício Shogun.   
Shogun, que se recupera de uma cirurgia no joelho, deve ter Rashad Evans pela frente na volta ao octagon, em 2011. No entanto, ficou lisonjeado com o interesse do “The Natural” em enfrentá-lo: 
Também gostaria muito de lutar contra o Randy Couture, uma lenda do MMA”, disse no seu Twitter.

24 de out. de 2010

Como funciona o Arm Lock ?



Oração do Jiu-Jitsu


Tatame que estais debaixo de nossos pés,
Abençoado seja a nossa luta,
Fortificai ao nosso treino,
E que seja eu mais forte do que o meu adversário,
Assim na raspagem como na imobilização,
Kimono meu de cada dia, não rasgai hoje!
Perdoai os nossos triângulos maus feitos,
Assim no treino como nos campeonatos,
Não deixeis cair em finalização!
Mas livrai-me do arm-lock aéreo
AMEM…

22 de out. de 2010

Cuidados com seu Kimono de Jiu Jitsu


Cuidados com seu Kimono de Jiu Jitsu
Aqui estão algumas informações úteis que nós reunimos de muitos fabricantes de Kimono de Jiu Jitsu, alguns deles tem mais de 30 anos de experiência produzir kimonos, vamos nos aproveitar dessa experiência!
Dicas
Um kimono de Jiu Jitsu irá durar alguns anos se for tratado com respeito. Siga estas sugestões e seu equipamento e seu bolso irão agradecer.
  • Pendure seu kimono depois de cada treino.
  • NUNCA deixe ele embolado ou dentro de sua bolsa.
  • Vire o kimono do avesso na hora de lavar.
  • Não use alvejante nem detergente com alvejante.
  • Lave seu kimono antes que ele começe a cheirar mal.
Lavando seu kimono de Jiu Jitsu
Sempre lave seu kimono em água fria somente. Isto ajudará a tirar manchas de sangue, suor e materiais tingidos. (Água quente irá fixar essas sujeiras no kimono). Se precisar usar secadora, use em ciclo baixo, tenha sempre em mente que a máquina de secar poderá aumentar o encolhimento do seu kimono. Secar o kimono naturalmente irá aumentar a vida útil dele.
Lembre-se, kimono limpo demonstra respeito ao mestre, aos seus parceiros de treino e a você mesmo.

Esquisito treina com Dan Henderson para o Mundial Sem Kimono

O Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono acontecerá no ginásio State University Long Beach, na Califórnia (EUA), no dia 7 de novembro, com grandes nomes da luta mundial. O Amazonas, como sempre, tem seu representante na competição. O faixa preta Carlos Holanda “Esquisito”, como conta o colaborador Arthur Castro, já se encontra em solo americano para aperfeiçoar seus treinos.

Para essa missão, Esquisito não foi sozinho, ele está acompanhado do amigo Mario Israel. Juntos eles percorrem as badaladas academias de Los Angeles, e dessa vez foram conferir os treinos no CT do lutador do Strikeforce Dan Henderson, que é treinado pelo faixa-preta de Jiu-Jitsu da CheckMat Ricardo “Pantcho” Feliciano.

O campeão de duas categorias do extinto Pride fez um treino com Esquisito e passou dicas do seu poderoso wrestling para o faixa-preta aplicar nas lutas sem pano. Que reforço!

Fonte: http://www.graciemag.com/pt/2010/10/esquisito-treina-com-dan-henderson-para-o-mundial-sem-kimono/

18 de out. de 2010

Um Mallandro no tatame

“Quem está desesperado?” gritava barulhento o apresentador de programa infantil toda manhã, em frente a três portas numeradas, para delírio da criançada. Muita gente não sabe, mas Sérgio Mallandro já deixava muita gente com a língua pra fora antes mesmo de inventar o “Glu-Glu”. Sob a supervisão de Carlson Gracie, o Mallandro treinou Jiu-Jítsu na década de 80 ao lado de expoentes do esporte, como Fernando Pinduka, Wallid Ismail, os atuais líderes da BrazilianTop Team Murilo Bustamante e Bebeo Duarte e aprontava das suas na praia.“O mestre pedia pra gente divulgar o Jiu-Jítsu entre os amigos e sempre aparecíamos com alguém novo na academia, disposto a aprender o Jiu-Jítsu”, conta o hilário faixa-marrom de Carlson Gracie.


Você foi graduado pelo Carlson faixa-marrom...

Fui o sexto aluno do Carlson, lá na Figueiredo (Rua Figueiredo Magalhães, em Copacabana RJ), local da antiga sede da Carlson). Na época, treinávamos eu, o Pinduka, o Fábio Macieira, o Maurício Bustamante, o Beto. Depois que chegaram os demais lá... e eu já sabia tudo! Ensinei o Wallid a amarrar a faixa, o Murilo a dar triângulo e o Bebeo a botar o joelho na barriga. Eu era bem mais antigo que esse pessoal que hoje a gente vê lutando pela TV.



Conte uma história engraçada do mestre.

Passei por diversas situações engraçadas ao lado dele. Uma vez, estávamos saindo da academia e o convidei para jantar na minha casa. Só que a cozinheira tinha feito um Bobó de Camarão e “pipipi-papapá”, o Carlson deixou a dieta Gracie de lado e comeu todo o camarão, deixando o bobó gelado pra gente. Como era tarde, na volta não tinha mais ônibus e o Carlson acabou voltando da Lagoa até Ipanema de carona num camburão. E eu fui junto... não iria perder a cena por nada. (risos)

Houve uma época em que você o ajudou a manter a academia aberta. é verdade?

Pois é. Quando virei artista, a academia estava prestes a fechar porque o Carlson não tinha dinheiro para pagar o aluguel. Pra piorar, ninguém pagava academia... nem eu. Então, num belo dia, o Carlson chegou pra mim e disse: “Mallandro, agora que você virou artista e é famoso, arranja uma grana!”. Acabou que cedi o dinheiro do aluguel em agradecimento a tudo o que ele me ensinou. Sou muito grato ao Carlson e ele vai fazer muita falta.

E os campeonatos? você Chegou a enfrentar algum Gracie nos tatames?

Nunca enfrentei um Gracie e sou amigo de muitos deles. A turma do Jiu-Jitsu no Rio era a dos Gracies... Cresci e aprendi muito com o Royler, o Renzo e o Rickson, por quem tenho muito carinho. Me lembro de uma vez que fomos a São Paulo representando o Pedro Hemetério, já que o torneio era apenas para equipes paulistas. Os locais acharam aquilo muito estranho. Estávamos todos bronzeados e cercados dos branquelas de São Paulo. Mesmo com a faixa azul, passamos o rodo nos paulistas, que na época não sabiam muito. Estavam lá o Maninho, o Felipão, Cacá, Pinduka, o Maurição e eu... éramos a linha de frente do Carlson.


O que o Jiu-Jitsu te ensinou que você usa até hoje?

O Jiu-Jitsu me deu muita segurança, tanto que eu nunca queria brigar na rua. Na minha época, ninguém conhecia a prática de Jiu-Jitsu e certa vez, em Petrópolis (RJ), um cara cismou que queria brigar comigo na rua. Tentei dissuadi-lo, mas o cara queria me enfiar a porrada.Então me defendi, levei o cara pro chão e apliquei um mata-leão. Falei pra ele que ele iria dormir, mas acabei soltando-o. O danado veio de novo pra cima de mim e não teve jeito.Encaixei a posição novamente e o cara dormiu. O Jiu-Jitsu tem esse lado bom, pois você imobiliza o oponente sem precisar dar um soco.

Mas você brigava muito na rua?

Não, sempre fui na minha. A única coisa que fazíamos era que quando estávamos na praia, a gente divulgava o Jiu-Jitu entre os amigos. Falava: “Vou te ensinar uma malandragem". E pegava o cara num estrangulamento. O pessoal ficava curioso e parava tudo lá na academia... o Carlson falava pra gente trazer mais alunos pra academia. O mestre também gostava de colocar a gente pra fazer uma luva e a gente saía na porrada (risos). Me recordo que certa vez, eu tava treinando com o Manimal e fiz um “Glu-Glu” pra cá e um “Glu-Glu” pra lá e o derrubei com uma baianada. Na seqüência, eu disse que tava cansado, precisava beber água e saí de fininho... (risos). Até hoje ele fica bolado quando eu lembro desta história com ele... ele diz que eu dei sorte.

Fonte: http://www.tatame.com.br/dasantigas/upload/64/arquivo.pdf

Treinamento Funcional

O treinamento funcional se refere a utilização de exercícios que simulam as atividades específicas que aparecem nos esportes ou nas atividades de rotina, mas também pode referir-se a exercícios que ajudam a corrigir ou evitar os desequilíbrios estruturais que ocorrem a partir da pratica de um esporte específico, pois a maioria dos esportes tendem a se especializar em determinados grupos musculares. Embora o termo treinamento funcional seja relativamente novo, o conceito não é.
Durante muitas décadas, cientistas do esporte e treinadores russos examinaram em detalhe o conceito de treinamento funcional em muitos livros. Duas das fontes mais amplamente referenciadas são o russo Dr. Yuri Verkhoshansky, que conduziu a pesquisa extensiva em pliometria, e o Dr. Anatoliy Bondarchuk, um dos treinadores de força mais bem sucedidos. Provavelmente o termo que mais se assemelha treinamento funcional é o termo preparação de força especial.

Ao desenvolver o planejamento de longo prazo para a carreira de um atleta, o treinamento inicial incidirá sobre a resistência geral e, posteriormente, a formação incidirá sobre a força específica. Além disso, como um atleta move para níveis mais elevados de classificação dos esportes, o treinamento de força geral deve ser realizado menos, pois poderia interferir com o desenvolvimento da força especial.
Inventar nomes para os conceitos de treinamento já estabelecidos é uma coisa, porém muitos treinadores do funcional nos querem fazer crer que a única maneira de alcançar os mais altos níveis de condicionamento é com o uso das superfícies instáveis, tais como placas de oscilação e bolas suíças.
O treinador Michael Wahl em seu estudo selecionou 16 atletas competitivos que tinham jogado em nível universitário ou superior, na verdade este grupo incluiu um kickboxer campeão do mundo. Usando o eletromiograma (EMG) de testes para analisar a atividade elétrica dos músculos, Wahl descobriu que os padrões motores do cérebro expostas em realizar exercícios em superfícies instáveis eram exatamente as mesmas que as observadas em superfícies estáveis. Ele concluiu que, devido à natureza instável destes exercícios menores cargas poderiam ser utilizadas, assim foram considerados inferiores a partir de uma perspectiva de treinamento de força. E para isso eu acrescento: "Por que treinar o corpo para ser fraco?"

Este é um texto escrito pelo reconhecido treinador de força Charles Poliquin. No texto pode se entender que o treinamento funcional não é uma novidade, alias há década atrás já se utilizava o treinamento de força especial que nada mais é do que o treinamento funcional, com uma mudança apenas no nome. Porém muitos treinadores querem nos fazer acreditar que o treinamento funcional, digo este realizado com plataformas instavéis e exercícios em suspensão, é o melhor treinamento que existe. Esses treinadores ainda não têm embasamento cientifico para afirmar esta hipótese.
A musculação é funcional !

* Fábio Martins das Neves
Graduado em Educação Física (FESB);
Pós Graduação em Musculação e Condicionamento Físico (FMU);
Pós Graduação em Fisiologia do Exercício (Unifesp);
fneves@bioritmo.com.br
fabiomartins_18@ig.com.br
www.exercicioresistido.blogspot.com
(11) 6385 3064



Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/10/12/Treinamento-Funcional

9 de out. de 2010

Ao elogiar o Sambo, Fedor desdenha do Jiu-Jítsu

Visto por muitos fãs da luta como o maior lutador de MMA de todos os tempos, Fedor Emelianenko, dono de 30 vitórias e apenas uma derrota, por sinal, muito contestada – por um corte acidental -, foi realmente exposto pela primeira vez em sua carreira na derrota fulminante para Werdum, da Califórnia para o mundo, no Strikeforce. A derrota do ícone russo veio pelas mãos (e pernas) de Fabrício Werdum, em um lindo ataque-duplo de armlock com triângulo, movimento plástico de um dos melhores faixas-preta da arte suave no mercado.


Humilde na derrota, Fedor, em entrevista ainda no cage, reconheceu que era a noite do brasileiro e que a vontade de Deus havia sido realizada. No entanto, em uma entrevista recente ao site russo gazeta.ru, o peso-pesado havia dado outra visão sobre a técnica empregada na noite em que voltou a ser visto como ser humano para os fanáticos por MMA:

- Sambo é demais. Jiu-Jítsu não é nada de especial. Já lutamos contra alguns caras do jiu-jítsu como este antes. Eu perdi naquela noite por causa de um erro pessoal… Eu perdi a cabeça, quis terminar o mais rápido possível. Eu perdi para o Werdum, era para ser assim, e agradeço a Deus que aconteceu desta forma – disse o ex-campeão do Pride.

Por Renato Rebelo
Fonte: http://colunas.sportv.globo.com/sensei/2010/07/23/ao-elogiar-o-sambo-fedor-desdenha-o-jiu-jitsu/

Braulio Carcará dá seu testemunho sobre a faixa-preta de Rashad Evans

Ainda no vestiário, após vencer o brasileiro Thiago Silva no UFC 108, Rashad Evans recebeu das mãos de Rolles Gracie a faixa-preta de Jiu-Jítsu. A polêmica graduação deu o que falar, especialmente na comunidade da arte suave, uma vez que o wrestler não é adepto aos treinos de quimono.


Rolles se defendeu, na época, destacando a qualidade do americano no submission. Para tirar a teima, nada melhor do que o atual campeão absoluto do ADCC para dar seu ponto de vista sobre o assunto, ainda mais com conhecimento de causa.

Bráulio ‘Carcará’ Estima passou algumas semanas ‘internado’ na academia de Renzo Gracie, em Nova York, quando se preparava para estrear no MMA, no evento Shine – que acabou sendo cancelado em cima da hora. Lá, o pernambucano rolou com o ex-campeão dos meio-pesados do UFC. E essa foi sua análise:

- Quando soube que o Rollezinho deu a faixa-preta fique me perguntando também. Mas fui lá e comprovei. O nível dele é de faixa-preta, ele é bom. Cara, posso te dizer tranquilamente que já treinei com mais de 50 faixas-preta que se ele pegar ele mata. Eu consegui raspar, pegar, mas estou no meu auge e eu só treino isso. Ele sabe raspar e passa bem para caramba, ele é muito bom.

Fonte: http://colunas.sportv.globo.com/sensei/2010/09/29/braulio-carcara-da-seu-testemunho-sobre-a-faixa-preta-de-rashad-evans/

O NOVO JIU JITSU

Muitos praticantes, lutadores e até mesmo professores de Jiu-Jitsu, atualmente, embora devotando grande respeito e admiração, pensam que, nos últimos anos, a técnica do grande mestre Hélio Gracie já estava sendo ultrapassada.


Isso aconteceu porque com a adaptação do seu Jiu-Jitsu para a disputa de campeonatos com regras especificas que limitam o tempo de luta, proíbem a utilização de certos golpes arriscados, instituem categorias de peso e conferem pontos por domínio de posição, a arte da defesa, que é essencial em um confronto com um adversário mais pesado e mais forte, em uma situação real, perdeu em grande parte o propósito.

A luta de campeonato, através da contagem de pontos, valoriza prioritariamente o ataque e a agressividade, e como o professor Hélio sempre enfatizava a defesa acima de tudo, passaram a considerar o seu Jiu-Jitsu desatualizado.

Entretanto, Sun Tzu já ensinava há milênios no livro “A Arte da Guerra”, que quando existe insuficiência de força, a defesa deve ser priorizada e que a tática ofensiva só deve ser utilizada em situação de vantagem física. Hélio, sem nunca ter estudado filosofia chinesa, aplicou princípios do Taoísmo e de Sun Tzu com a maior sabedoria e precisão.

Depois de muita pesquisa em antigos livros de Jiu-Jitsu e Judô, chegamos à conclusão de que Hélio Gracie foi o primeiro mestre das artes marciais na história a materializar essas filosofias chinesas milenares e aplicá-las ao combate corpo a corpo, através de seu método genial de defesa pessoal.

Ele entendeu muito cedo, lutando contra adversários muito mais fortes e pesados, que partir para o ataque em uma situação de desvantagem física representa um esforço inútil e arriscado. O ataque só deve ser utilizado como elemento surpresa ou em uma situação de superioridade.

Como o Jiu-Jitsu de Hélio foi desenvolvido para ajudar ao mais fraco, ele priorizou a tática defensiva que depende da paciência (através do domínio da técnica) e da resistência (através da alimentação racional e vida saudável) esperando o adversário errar ou cansar, para só então buscar a vitória.

A regra da imobilização utilizada tanto no Judô quanto na luta livre, de origem greco-romana, se baseia na idéia de que quando um lutador é dominado por um adversário, com as espáduas encostadas no chão, ou ele escapa rapidamente ou está liquidado.

Hélio ousou em discordar desse tradicional conceito esportivo e criou um sistema defensivo invulnerável que permite ao lutador mais fraco manter-se em posição desfavorável sem ser finalizado, isto é, vencido ou nocauteado. Ele sempre afirmou que ao desenvolver os reflexos da sua técnica de defesa, um lutador só perde se errar, pois a técnica de defesa em si é invencível.

Com o avanço da idade, nos últimos quinze anos e a natural perda de boa parte da pouca força física que possuía, ele foi obrigado a aprimorar ainda mais o seu Jiu-Jitsu (com o qual poucos privilegiados tiveram contato) e torná-lo mais eficiente para poder dar continuidade ao seu costume de enfrentar desafios e colocar os seus ensinamentos a prova.

Até os seus 94 anos, Hélio Gracie se deitava no tatame e mandava qualquer lutador ou praticante do Jiu-Jitsu que o visitava, independentemente de tamanho ou peso, escolher a posição que quisesse, montado ou atravessado e tentar vencê-lo, sem que ele tentasse sair, apenas se defendendo.

Ninguém logrou êxito. Tudo isso para provar aos seus alunos e a quem quer que fosse procurá-lo, que com a sua técnica de defesa, qualquer pessoa, mesmo o mais fraco, pode se tornar imbatível.

Um trecho extraído do clássico “A Arte da Guerra” de Sun Tzu mostra bem a filosofia que explica o novo Jiu-Jitsu por ele criado. “Os bons guerreiros de antigamente primeiro se colocavam fora da possibilidade de derrota e depois esperavam a oportunidade de derrotar o inimigo.

A garantia de você não ser derrotado está em suas mãos, já a oportunidade de derrotar o inimigo é fornecida por ele mesmo. Vem daí o ditado: pode-se saber como vencer sem ter a oportunidade de fazê-lo.

A garantia contra a derrota implica táticas defensivas; a capacidade de derrotar o inimigo significa saber como e quando tomar a ofensiva. Devemos nos manter na defensiva quando a força for insuficiente e só atacar no erro ou no enfraquecimento do inimigo. O guerreiro vence os combates não cometendo erros. Não cometer erros é o que dá a certeza da vitória”.

Por Guilherme e Pedro Valente
http://colunas.sportv.globo.com/sensei/2010/10/01/relembrando-o-mestre-helio-gracie-faria-97-anos-hoje/

7 de out. de 2010

Aperfeiçoe as quedas para o Jiu-Jitsu

Faixa-preta de Jiu-Jitsu e de judô, Max Trombini, mestre da Cia Paulista, em São Paulo, já recebeu as principais equipes de judô do mundo. O treinador de feras como Eduardo Santoro “Português” é responsável, com aval da CBJ, pelo treinamento de chão de muitos judocas.


No entanto, no vídeo abaixo, Max, que está prestes a lançar o livro “Aprendiz de Samurai”, de sua autoria, ensina uma série de macetes e quedas que podem ser úteis aos atletas de Jiu-Jitsu. O professor dá uma verdadeira aula no site do GRACIEMAG.com


 
Fonte: http://www.graciemag.com/pt/2010/10/aperfeicoe-a-parte-de-quedas-para-o-jiu-jitsu/