O ano era 1996, o mês setembro e na página 8 da edição número 2 de GRACIE Magazine, Carlos Gracie Jr. começava um artigo da seguinte maneira. “Hoje em dia muito tem se falado sobre dietas. Existem as mais diversas possíveis, algumas receitadas para combater doenças, obesidade e até para melhorar o rendimento do organismo em atividades físicas”.
Muitos anos depois, o panorama não é muito diferente, e os habitantes do planeta parecem cada vez mais conscientes sobre aquilo que põem para dentro do seu corpo. Só que nem sempre foi assim.
Foi depois de sofrer com fortes enxaquecas – capazes de o deixar trancado no quarto por horas –, pleuras e até mesmo gota que grande mestre Carlos Gracie se deu conta de que algo tinha de mudar. Nas palavras do filósofo Hipócrates estava a primeira dica: “Faça da alimentação o seu remédio”.
Com fome de conhecimento, Carlos passou a ler cada vez mais sobre o assunto e durante anos a fio foi compilando todo o aprendizado para desenvolver aquela que seria consagrada como a Dieta Gracie. Os problemas de saúde ficaram para trás e o outrora jovem debilitado tornou-se um homem atlético.
O próximo passo então era comprovar a eficiência do método, e para isso, ninguém melhor do que a própria prole para testar as descobertas. Carlos Gracie incutiu nos filhos, sobrinhos e netos a necessidade de escutar o corpo e a ele oferecer alimentos que sirvam somente para seu benefício.
Aos poucos, o biótipo da família foi sendo alterado e os descendentes do Mestre cresciam cada vez mais do que os seus 1,60m e 63kg. De fato, conforme Carlinhos Gracie, “A alimentação saudável modificou uma família inteira”.
Mas afinal, do que se trata a Dieta Gracie? Ela consiste em não envenenar o corpo, não deixá-lo doente e estabelecer uma combinação adequada dos alimentos. O objetivo principal é manter o pH das refeições o mais neutro possível, equilibrando as substâncias através da combinação certa.
A combinação idealizada por grande mestre Carlos é global e supre os problemas de todos. Trata-se, principalmente, de não misturar: cereais entre si, gordura com açúcar, e alimentos ácidos com nenhum outro tipo. Fazer refeições com intervalos de, no mínimo, quatro horas, voltando a se alimentar somente quando o estômago estiver vazio.
Mas isso não é tudo. Além da preocupação com os alimentos sólidos, o Gracie procurava uma complementação à base de chás, usando assim aquilo que é oferecido pela natureza para curar os males do homem. “Nosso corpo é uma máquina cujo óleo é o sangue. Se o sangue estiver puro a máquina trabalha bem”, diz Carlos Gracie Jr. “O objetivo de meu pai era manter os lutadores da família bem, ou seja, livres de qualquer doença que por ventura pudessem surgir e inviabilizar um possível combate”.
A inclusão das frutas como parte fundamental da alimentação também pode ser creditada ao grande mestre. “Cerca de 30 anos atrás as pessoas entravam na minha casa e viam aquela dispensa cheia de frutas e verduras. Todos achavam estranho, pois para a cultura da época fruta não passava de sobremesa, enquanto que para nossa família correspondia a 50% do regime nutricional”.
Pai de 21 filhos e avô de mais de 50 netos, o patriarca dos Gracie teve, curiosamente, no irmão Helio a melhor defesa de sua tese. Adepto ferrenho da Dieta, grande mestre Helio sempre esbanjou saúde. “Quando ninguém falava em nutrição meu pai percebeu a validade de cortar a carne vermelha antes das lutas de tio Helio”, lembra Reila Gracie.
A comprovação de que ele estava certo não demorou a acontecer: em 1955, Helio lutou com Waldemar Santana durante 3h40m ininterruptamente. Vale lembrar que em 1955, Helio Gracie já estava com 42 anos, enquanto Waldemar não havia completado 24.
Resumir, portanto, a ciência de grande mestre Carlos a uma simples dieta é diminuir muito sua obra.
“Ele antecipou várias das hoje tão propagadas descobertas científicas, como o papel benéfico do caroteno, substância encontrada no mamão e na cenoura, o conceito de radicais livres e a medicina ortomolecular. Isso sem falar de seu pioneirismo em relação ao hábito de tomar açaí, suco de melancia, água de coco e vitaminas batidas”, diz Reila. Carlinhos completa: “Todos devem dosar o trabalho com alimentação. Nós despertávamos isso em nossos alunos e estes influenciavam outras pessoas. Daí o aparecimento de restaurantes naturais, casas de suco e toda uma onda de alimentação natural provocada por nós. Vejo o meu pai como grande precursor da alimentação natural aqui no Brasil”, afirma Carlinhos.
Quem quiser comprovar tais teses basta seguir a Dieta Gracie, mostrada nas tabelas abaixo:
Fonte: http://www.graciemag.com/pt/dieta-gracie/
24 de ago. de 2010
20 de ago. de 2010
Guia da flexão de braço eficiente: fortaleça os músculos superiores
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A flexão de braço é um dos exercícios mais simples que existem e, ao mesmo tempo, pode ser um dos mais eficientes. Se o que você quer é ganhar músculos e não está a fim de entrar em uma academia tão cedo, pode integrá-las à sua rotina diária e, sem precisar de um daqueles apetrechos vendidos pela TV, ter resultados visíveis em pouco tempo para tríceps, peito e, dependendo da variação que você usar, também costas e abdomen. Veja este guia com as vantagens, dicas e vídeos para tirar o máximo deste exercício e confira o site flexão de braço.info – com ainda mais dicas sobre como ficar sarado!
As vantagens da flexão de braço – Ao contrário do que muitos pensam, as flexões de braço não servem somente para bíceps – este grupo muscular é exercitado, mas não é exatamente o foco – mas são excelentes para o peito, ombros e tríceps. Fazê-las com freqüência e níveis de esforço crescentes ajuda a aumentar bastante o tamanho do braço e de toda a musculatura superior.
A flexão de braços clássica – Veja algumas dicas para garantir os resultados (e minimizar riscos) com a flexão de braço básica:
Na forma mais básica, mantenha as mãos ligeiramente mais abertas que o seu ombro, com os dedos unidos e apontando para frente. Tome extremo cuidado com a posição das mãos para não sobrecarregar o punho – o que pode piorar casos de tendinite;
Inspire enquanto você desce o corpo e expire ao elevá-lo. Preste muita atenção à respiração, pois perder o fôlego é uma das principais razões para não conseguir fazer mais do que dez repetições;
Preste atenção: é para quase encostar no chão, mas nunca encostar, independente da variação que você estiver fazendo (a clássica ou as várias outras existentes). Quando você encosta o seu corpo no chão, os músculos deixam de sustentar o corpo (quem está sustentando é o chão ) e, por isso, relaxam – acabando com o efeito desejado;
Nunca estenda os braços completamente ao subir. Isso tem o mesmo efeito que encostar o corpo no chão – tira o esforço dos músculos dos braços e passa aos cotovelos, que dão sustentação ao corpo ao ficarem travados;
Não corra. Fazer 20 flexões rapidamente tem menos efeito do que fazer dez devagar. Os músculos precisam se esforçar mais ao realizar exercícios vagarosamente – o que aumenta a quantidade de fibras afetadas (e garante melhores resultados);
A maioria dos treinadores recomenda que você comece com os braços estendidos e vá descendo (em vez de começar deitado e tentar elevar o corpo);
A sua coluna deve ficar reta a todo momento e completamente alinhada com o quadril. Isso maximiza o efeito e reduz o risco de problemas na coluna e no pescoço;
Para garantir uma boa postura, mantenha seus músculos abdominais contraídos a todo momento, assim como o quadril. Isso ajuda a manter a coluna reta e ainda faz com que estes dois grupos musculares também se exercitem;
A flexão básica passo-a-passo
1.Deite de barriga para baixo com as mãos na altura e largura dos ombros. As palmas da mão devem estar totalmente no chão, com os dedos unidos à frente. Os pés devem estar unidos e apenas a ponta dos pés deve tocar o chão
2.Contraia o quadril e os músculos abdominais para garantir que a sua postura está completamente alinhada e reta.
3.Eleve o corpo, prestando bastante atenção à postura. Cuidado para não estender os braços totalmente;
4.Desça o corpo lentamente. Inspire enquanto faz isso e mantenha os braços alinhados;
5.Pouco antes de tocar no chão, suba o corpo, expirando. Cuidado para não estender os braços totalmente;
6. Repita os dois passos anteriores até chegar no número de repetições que deseja
Quantas flexões fazer?
A resposta curta é: o máximo que conseguir, sem perder a postura ou roubar. Se você está com dificuldades mesmo para fazer poucas repetições, experimente se apoiar nos joelhos em vez dos pés. Isso vai te ajudar no começo e, quando seus braços estiverem mais fortes, você conseguirá fazer com os pés.
Quando você conseguir resistência suficiente para fazer 20 ou 30 repetições de uma vez, tente reduzir para séries de 15 e fazer estas séries várias vezes, com dois a três minutos de descanso entre elas. Além disso, se você começar a perceber que está muito fácil ou já está fazendo flexões por horas (no esquema de séries de 15), comece a ver variações (veja vídeos abaixo) e a aumentar a dificuldade apoiando os pés em superfícies cada vez mais altas (o que aumenta o peso do seu corpo apoiado nos braços).
Outra maneira de aumentar o esforço é aproximar os braços cada vez mais – sendo que a flexão em triângulo (formando um triângulo com as mãos) é a que mais exige do corpo.
Cuidado!
Comece aos poucos e vá aumentando gradativamente a quantidade de flexões por série e de séries por dia. Não tente se matar no primeiro dia
Lembre-se de que os músculos não crescem durante o exercício – eles crescem ao se recuperar do exercício. Por isso, durma bastante, coma bem (proteínas!) e dê ao menos 24 horas de descanso para eles se recuperarem. Overtraining não ajuda em nada
O que deve doer um pouco são os músculos, não as mãos, as articulações nem nada disso. Tem tendinite ou qualquer outro problema nos braços, mãos etc? Vá a um médico antes de começar qualquer exercício;
Fonte: http://saudavel.info/2006/10/29/guia-da-flexao-de-braco-eficiente-fortaleca-os-musculos-superiores/
As vantagens da flexão de braço – Ao contrário do que muitos pensam, as flexões de braço não servem somente para bíceps – este grupo muscular é exercitado, mas não é exatamente o foco – mas são excelentes para o peito, ombros e tríceps. Fazê-las com freqüência e níveis de esforço crescentes ajuda a aumentar bastante o tamanho do braço e de toda a musculatura superior.
A flexão de braços clássica – Veja algumas dicas para garantir os resultados (e minimizar riscos) com a flexão de braço básica:
Na forma mais básica, mantenha as mãos ligeiramente mais abertas que o seu ombro, com os dedos unidos e apontando para frente. Tome extremo cuidado com a posição das mãos para não sobrecarregar o punho – o que pode piorar casos de tendinite;
Inspire enquanto você desce o corpo e expire ao elevá-lo. Preste muita atenção à respiração, pois perder o fôlego é uma das principais razões para não conseguir fazer mais do que dez repetições;
Preste atenção: é para quase encostar no chão, mas nunca encostar, independente da variação que você estiver fazendo (a clássica ou as várias outras existentes). Quando você encosta o seu corpo no chão, os músculos deixam de sustentar o corpo (quem está sustentando é o chão ) e, por isso, relaxam – acabando com o efeito desejado;
Nunca estenda os braços completamente ao subir. Isso tem o mesmo efeito que encostar o corpo no chão – tira o esforço dos músculos dos braços e passa aos cotovelos, que dão sustentação ao corpo ao ficarem travados;
Não corra. Fazer 20 flexões rapidamente tem menos efeito do que fazer dez devagar. Os músculos precisam se esforçar mais ao realizar exercícios vagarosamente – o que aumenta a quantidade de fibras afetadas (e garante melhores resultados);
A maioria dos treinadores recomenda que você comece com os braços estendidos e vá descendo (em vez de começar deitado e tentar elevar o corpo);
A sua coluna deve ficar reta a todo momento e completamente alinhada com o quadril. Isso maximiza o efeito e reduz o risco de problemas na coluna e no pescoço;
Para garantir uma boa postura, mantenha seus músculos abdominais contraídos a todo momento, assim como o quadril. Isso ajuda a manter a coluna reta e ainda faz com que estes dois grupos musculares também se exercitem;
A flexão básica passo-a-passo
1.Deite de barriga para baixo com as mãos na altura e largura dos ombros. As palmas da mão devem estar totalmente no chão, com os dedos unidos à frente. Os pés devem estar unidos e apenas a ponta dos pés deve tocar o chão
2.Contraia o quadril e os músculos abdominais para garantir que a sua postura está completamente alinhada e reta.
3.Eleve o corpo, prestando bastante atenção à postura. Cuidado para não estender os braços totalmente;
4.Desça o corpo lentamente. Inspire enquanto faz isso e mantenha os braços alinhados;
5.Pouco antes de tocar no chão, suba o corpo, expirando. Cuidado para não estender os braços totalmente;
6. Repita os dois passos anteriores até chegar no número de repetições que deseja
Quantas flexões fazer?
A resposta curta é: o máximo que conseguir, sem perder a postura ou roubar. Se você está com dificuldades mesmo para fazer poucas repetições, experimente se apoiar nos joelhos em vez dos pés. Isso vai te ajudar no começo e, quando seus braços estiverem mais fortes, você conseguirá fazer com os pés.
Quando você conseguir resistência suficiente para fazer 20 ou 30 repetições de uma vez, tente reduzir para séries de 15 e fazer estas séries várias vezes, com dois a três minutos de descanso entre elas. Além disso, se você começar a perceber que está muito fácil ou já está fazendo flexões por horas (no esquema de séries de 15), comece a ver variações (veja vídeos abaixo) e a aumentar a dificuldade apoiando os pés em superfícies cada vez mais altas (o que aumenta o peso do seu corpo apoiado nos braços).
Outra maneira de aumentar o esforço é aproximar os braços cada vez mais – sendo que a flexão em triângulo (formando um triângulo com as mãos) é a que mais exige do corpo.
Cuidado!
Comece aos poucos e vá aumentando gradativamente a quantidade de flexões por série e de séries por dia. Não tente se matar no primeiro dia
Lembre-se de que os músculos não crescem durante o exercício – eles crescem ao se recuperar do exercício. Por isso, durma bastante, coma bem (proteínas!) e dê ao menos 24 horas de descanso para eles se recuperarem. Overtraining não ajuda em nada
O que deve doer um pouco são os músculos, não as mãos, as articulações nem nada disso. Tem tendinite ou qualquer outro problema nos braços, mãos etc? Vá a um médico antes de começar qualquer exercício;
Fonte: http://saudavel.info/2006/10/29/guia-da-flexao-de-braco-eficiente-fortaleca-os-musculos-superiores/
3 de ago. de 2010
Entrevista - Rodrigo Minotauro Nogueira
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Ex-campeão peso pesado do Pride e do UFC, Rodrigo Minotauro terá a chance de vingar uma das derrotas amargas de sua carreira. Na luta principal do UFC 119, o baiano encara Frank Mir, seu algoz de 2008, e está pronto para o duelo. Em entrevista exclusiva à TATAME, Minotauro falou sobre a revanche, comparou seu Jiu-Jitsu ao do americano, comentou e o duelo de seu irmão Rogério Minotouro contra Ryan Bader, que foi pupilo de Minota no The Ultimate Fighter 8.
Você finalmente terá a revanche contra o Frank Mir, algo que você sempre pediu. Como está a motivação para essa luta?
Estou motivado, treinando bem, estou no gás... É uma luta importante para a minha carreira. Essa é a luta que eu queria há um tempo e agradeço a eles (UFC) por terem me dado essa chance de fazer essa luta novamente. Estou pronto pra guerra.
Você já começou a preparação para a luta?
Estou treinando bastante, fazendo a preparação com o André Galvão, o pessoal lá do CT, vou para a Bahia, treinar um pouco de Boxe também, Muay Thai, e no começo do mês vou lá para Los Angeles, treinar com o Anderson Silva e o pessoal.
Você já teve um tempo para poder pensar em estratégia para a luta contra o Frank Mir...
Logicamente a estratégia é nossa, vamos ver o que vai sair na hora (risos)...
Muitos fãs, principalmente depois da vitória do Fabrício Werdum sobre o Fedor Emelianenko e da vitória do Brock Lesnar sobre o Shane Carwin, acreditam que você deveria voltar a usar mais o Jiu-Jitsu, que foi sua principal arma durante toda a carreira. O que você acha disso?
É o jogo que eu gosto, realmente, mas eu não estou fazendo por falta de oportunidade, mas quando a luta cai no chão eu me sinto bem confortável, me sinto bem mais confortável que em pé... É questão de oportunidade, de poder levar a luta para o chão. Os caras escorregam, não querem ir para o chão comigo, mas eu sempre vou procurando a luta de chão. O Werdum montou uma estratégia muito boa, o triângulo encaixou, e o Shane Carwin mostrou que ainda não pegou maturidade por baixo. Em pé é como um estouro de boiada, a mão vem de tudo quanto é lugar.
O Frank Mir também tem um jogo de chão forte. Como você compara o seu Jiu-Jitsu ao dele?
Eu acho o Frank um bom finalizador, uma luta chão entre a gente ia ser muito bonita de se ver, mas acho o meu jogo um pouco mais justo no chão. Tenho uma movimentação um pouco maior e acredito no meu gás. Ele tem um jogo justo, mas acho que o meu jogo é um pouco mais justo, por isso acredito que sou um pouco melhor no jogo de finalização.
O seu irmão vai lutar na mesma noite contra o Ryan Bader. O que você espera dessa luta?
Lutão, cara... Coincidentemente vai ser contra um cara que eu treinei por três ou quatro meses ali na época do reality show do UFC, é um cara explosivo, bom, melhorou a parte dele em pé, mas estou empolgado com o Rogério, ele está bem focado, treinando bem. Ele está treinando como treinou para a luta contra o (Vladimir) Matyushenko, bem focado... Ele sabe que essa é a chance dele de chegar ao cinturão. É uma boa luta, gosto de lutar com ele, é uma adrenalina maior... Vão ser duas lutas na mesma noite, isso me deixa muito focado. Um ajuda o outro. Essa semana vamos treinar juntos, a parte de trocação... É bem motivante para mim, vamos relembrar essa época do Pride, quando fizemos muitas batalhas.
O que o Ryan Bader traz de perigoso nessa luta?
Ele tem uma direita muito forte, é explosivo, tem ritmo, mas o Rogério segura melhor o ritmo dele. O Ryan é um bom wrestler... O ground and pound não é tão bom, então no ground and pound ele não oferece tanto perigo ao Rogério, mas ele é um cara que tem aquele giro do wrestler, mas o Rogério é melhor que ele na trocação e contra-golpeia bem. Ele derruba bem, mas o chão do Rogério é melhor.
Como fica o nervosismo na hora, quando você fica dividido entre assistir a luta do seu irmão e fazer o último aquecimento para a sua luta?
Eu vou lutar duas vezes na mesma noite. Eu gosto, a luta dele me dá bastante adrenalina, eu entro bem focado, já liga a minha adrenalina... A gente é um time, eu e o meu irmão lutar no mesmo dia já me deixa no clima da luta, então é interessante.
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/07/23/Rodrigo-Minotauro
Você finalmente terá a revanche contra o Frank Mir, algo que você sempre pediu. Como está a motivação para essa luta?
Estou motivado, treinando bem, estou no gás... É uma luta importante para a minha carreira. Essa é a luta que eu queria há um tempo e agradeço a eles (UFC) por terem me dado essa chance de fazer essa luta novamente. Estou pronto pra guerra.
Você já começou a preparação para a luta?
Estou treinando bastante, fazendo a preparação com o André Galvão, o pessoal lá do CT, vou para a Bahia, treinar um pouco de Boxe também, Muay Thai, e no começo do mês vou lá para Los Angeles, treinar com o Anderson Silva e o pessoal.
Você já teve um tempo para poder pensar em estratégia para a luta contra o Frank Mir...
Logicamente a estratégia é nossa, vamos ver o que vai sair na hora (risos)...
Muitos fãs, principalmente depois da vitória do Fabrício Werdum sobre o Fedor Emelianenko e da vitória do Brock Lesnar sobre o Shane Carwin, acreditam que você deveria voltar a usar mais o Jiu-Jitsu, que foi sua principal arma durante toda a carreira. O que você acha disso?
É o jogo que eu gosto, realmente, mas eu não estou fazendo por falta de oportunidade, mas quando a luta cai no chão eu me sinto bem confortável, me sinto bem mais confortável que em pé... É questão de oportunidade, de poder levar a luta para o chão. Os caras escorregam, não querem ir para o chão comigo, mas eu sempre vou procurando a luta de chão. O Werdum montou uma estratégia muito boa, o triângulo encaixou, e o Shane Carwin mostrou que ainda não pegou maturidade por baixo. Em pé é como um estouro de boiada, a mão vem de tudo quanto é lugar.
O Frank Mir também tem um jogo de chão forte. Como você compara o seu Jiu-Jitsu ao dele?
Eu acho o Frank um bom finalizador, uma luta chão entre a gente ia ser muito bonita de se ver, mas acho o meu jogo um pouco mais justo no chão. Tenho uma movimentação um pouco maior e acredito no meu gás. Ele tem um jogo justo, mas acho que o meu jogo é um pouco mais justo, por isso acredito que sou um pouco melhor no jogo de finalização.
O seu irmão vai lutar na mesma noite contra o Ryan Bader. O que você espera dessa luta?
Lutão, cara... Coincidentemente vai ser contra um cara que eu treinei por três ou quatro meses ali na época do reality show do UFC, é um cara explosivo, bom, melhorou a parte dele em pé, mas estou empolgado com o Rogério, ele está bem focado, treinando bem. Ele está treinando como treinou para a luta contra o (Vladimir) Matyushenko, bem focado... Ele sabe que essa é a chance dele de chegar ao cinturão. É uma boa luta, gosto de lutar com ele, é uma adrenalina maior... Vão ser duas lutas na mesma noite, isso me deixa muito focado. Um ajuda o outro. Essa semana vamos treinar juntos, a parte de trocação... É bem motivante para mim, vamos relembrar essa época do Pride, quando fizemos muitas batalhas.
O que o Ryan Bader traz de perigoso nessa luta?
Ele tem uma direita muito forte, é explosivo, tem ritmo, mas o Rogério segura melhor o ritmo dele. O Ryan é um bom wrestler... O ground and pound não é tão bom, então no ground and pound ele não oferece tanto perigo ao Rogério, mas ele é um cara que tem aquele giro do wrestler, mas o Rogério é melhor que ele na trocação e contra-golpeia bem. Ele derruba bem, mas o chão do Rogério é melhor.
Como fica o nervosismo na hora, quando você fica dividido entre assistir a luta do seu irmão e fazer o último aquecimento para a sua luta?
Eu vou lutar duas vezes na mesma noite. Eu gosto, a luta dele me dá bastante adrenalina, eu entro bem focado, já liga a minha adrenalina... A gente é um time, eu e o meu irmão lutar no mesmo dia já me deixa no clima da luta, então é interessante.
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/07/23/Rodrigo-Minotauro
Entrevista - Saulo Ribeiro
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Hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu, Saulo Ribeiro voltou ao palco que o consagrou mundialmente no Internacional de Masters e Sêniors. No peso, o faixa-preta de Royler Gracie finalizou quatro adversários e faturou a categoria dos pesados e no absoluto venceu dois combates e fechou com seu companheiro de equipe Rodrigo Munduruca. Em entrevista concedida logo após as conquistas, Saulo comentou sobre a sua participação, falou da emoção em voltar aos tatames do Tijuca Tênis Clube e garantiu que em 2011 estará de volta. Confira a seguir.
Você conquistou o título no peso, ganhando as quatro lutas por finalização e hoje fez duas lutas e fechou o peso com o Rodrigo. Como você se sentiu lutando no Internacional de Master?
Vir aqui no Rio, no berço, aonde tudo começou, é realmente uma emoção muito grande, é uma energia muito positiva. Hoje, o que me estimula a lutar é o fator ideológico, não é o fator competitivo. Dessa forma, eu acho que o título absoluto está muito bem representado com o Rodrigo, que faz um excelente trabalho no Canadá e representa a família Gracie Humaitá. No Master e no Sênior, as pessoas estão vindo aqui mais para lutar e não para ganhar... Eu acho que essa é a grande diferença do adulto para o Master. O pessoal está muito preocupado com auto-afirmação, com a questão de impor o nome no esporte e está esquecendo um pouco da essência do nosso Jiu-Jitsu. É um campeonato de muitas vantagens, quase isso, quase aquilo, meio isso, meio aquilo... No Master, eu acho que o pessoal tira um pouco do ego e da necessidade de se auto-afirmar e vem aqui porque, no final de tudo, isso é uma grande festa, uma grande comemoração e uma celebração do nosso Jiu-Jitsu, então eu acho que vir aqui é sempre bom, principalmente para dar um estímulo e ver essa nova geração.
Há quanto tempo você não lutava no Tijuca?
Muita gente vem aqui e nunca me viu lutar porque só luta há quatro anos, e é exatamente o tempo que eu não estava no Brasil. Estou muito feliz, trouxe aqui para o Brasil um pessoal dos Estados Unidos que estava treinando comigo lá na Ribeiro Jiu-Jitsu, que representam muito bem, ganhando medalhas em todas as categorias e ajudando à Gracie Humaitá a levar o campeonato geral e dar uma força no trabalho do Rolker Gracie, que ficou aqui com a matriz. Mais um título para a Gracie Humaitá.
Você estava há quatro anos sem vir, mas seus principais títulos foram conquistados aqui. Como foi essa energia de voltar?
É uma grande emoção, me deu vontade de chorar... Na verdade, eu não sabia que eu iria me emocionar tanto, foi aqui neste palco que eu me emocionei, correram as lágrimas, literalmente. Um palco de lesões, um palco de alegrias e derrotas, um palco de algumas atitudes imaturas... Na verdade, a minha história foi toda criada aqui, então voltar aqui é muito emocionante. Tem o meu pai, tem minha família toda aqui. Esse campeonato em especial eu dedico à filhinha do Xande, à minha afilhada Vitória, que o nome já está aí escrito na história... É um motivo de satisfação para mim, que hoje tenho a vida nesse esporte, não só no Brasil, mas como no mundo. Para mim é quase como uma nostalgia vir aqui.
Podemos esperar você no próximo ano?
Claro. Vou ver se eu consigo convencer o Xande para vir brincar aqui também e prestigiar. Acho que a galera está sentindo um pouco a falta de ícones e ídolos do esporte, pessoas que tem alguma coisa para dizer e acrescentar, alguma palavra de conforto para aqueles que estão chegando... Eu acho que esse campeonato aqui não pode morrer, eu espero um pouco mais de marketing, um pouco mais de assessoria de imprensa, mais capital investido. Eu cheguei aí e nenhum dos meios de comunicação estava sabendo desse evento, então eu acho que tem que dar uma investida no Brasil, foi aqui que tudo começou e isso não pode ser esquecido. Eu estou aqui deixando a minha academia, deixando o meu nome e toda a minha organização em prol do Jiu-Jitsu, no que precisar de mim... A Confederação, mais uma vez, continua com aquele trabalho crescente, então a gente tem que somar e não dividir. Mais uma vez o trabalho foi feito, a arbitragem está cada vez melhor, a comando do Álvaro (Mansor). Eu acho que as pessoas estão ficando educadas dentro do esporte, o que eu acho importante para que surjam novos ídolos, então eu só tenho que dar os parabéns por mais uma campanha vitoriosa da Gracie Humaitá.
Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/07/26/Saulo-Ribeiro
Você conquistou o título no peso, ganhando as quatro lutas por finalização e hoje fez duas lutas e fechou o peso com o Rodrigo. Como você se sentiu lutando no Internacional de Master?
Vir aqui no Rio, no berço, aonde tudo começou, é realmente uma emoção muito grande, é uma energia muito positiva. Hoje, o que me estimula a lutar é o fator ideológico, não é o fator competitivo. Dessa forma, eu acho que o título absoluto está muito bem representado com o Rodrigo, que faz um excelente trabalho no Canadá e representa a família Gracie Humaitá. No Master e no Sênior, as pessoas estão vindo aqui mais para lutar e não para ganhar... Eu acho que essa é a grande diferença do adulto para o Master. O pessoal está muito preocupado com auto-afirmação, com a questão de impor o nome no esporte e está esquecendo um pouco da essência do nosso Jiu-Jitsu. É um campeonato de muitas vantagens, quase isso, quase aquilo, meio isso, meio aquilo... No Master, eu acho que o pessoal tira um pouco do ego e da necessidade de se auto-afirmar e vem aqui porque, no final de tudo, isso é uma grande festa, uma grande comemoração e uma celebração do nosso Jiu-Jitsu, então eu acho que vir aqui é sempre bom, principalmente para dar um estímulo e ver essa nova geração.
Há quanto tempo você não lutava no Tijuca?
Muita gente vem aqui e nunca me viu lutar porque só luta há quatro anos, e é exatamente o tempo que eu não estava no Brasil. Estou muito feliz, trouxe aqui para o Brasil um pessoal dos Estados Unidos que estava treinando comigo lá na Ribeiro Jiu-Jitsu, que representam muito bem, ganhando medalhas em todas as categorias e ajudando à Gracie Humaitá a levar o campeonato geral e dar uma força no trabalho do Rolker Gracie, que ficou aqui com a matriz. Mais um título para a Gracie Humaitá.
Você estava há quatro anos sem vir, mas seus principais títulos foram conquistados aqui. Como foi essa energia de voltar?
É uma grande emoção, me deu vontade de chorar... Na verdade, eu não sabia que eu iria me emocionar tanto, foi aqui neste palco que eu me emocionei, correram as lágrimas, literalmente. Um palco de lesões, um palco de alegrias e derrotas, um palco de algumas atitudes imaturas... Na verdade, a minha história foi toda criada aqui, então voltar aqui é muito emocionante. Tem o meu pai, tem minha família toda aqui. Esse campeonato em especial eu dedico à filhinha do Xande, à minha afilhada Vitória, que o nome já está aí escrito na história... É um motivo de satisfação para mim, que hoje tenho a vida nesse esporte, não só no Brasil, mas como no mundo. Para mim é quase como uma nostalgia vir aqui.
Podemos esperar você no próximo ano?
Claro. Vou ver se eu consigo convencer o Xande para vir brincar aqui também e prestigiar. Acho que a galera está sentindo um pouco a falta de ícones e ídolos do esporte, pessoas que tem alguma coisa para dizer e acrescentar, alguma palavra de conforto para aqueles que estão chegando... Eu acho que esse campeonato aqui não pode morrer, eu espero um pouco mais de marketing, um pouco mais de assessoria de imprensa, mais capital investido. Eu cheguei aí e nenhum dos meios de comunicação estava sabendo desse evento, então eu acho que tem que dar uma investida no Brasil, foi aqui que tudo começou e isso não pode ser esquecido. Eu estou aqui deixando a minha academia, deixando o meu nome e toda a minha organização em prol do Jiu-Jitsu, no que precisar de mim... A Confederação, mais uma vez, continua com aquele trabalho crescente, então a gente tem que somar e não dividir. Mais uma vez o trabalho foi feito, a arbitragem está cada vez melhor, a comando do Álvaro (Mansor). Eu acho que as pessoas estão ficando educadas dentro do esporte, o que eu acho importante para que surjam novos ídolos, então eu só tenho que dar os parabéns por mais uma campanha vitoriosa da Gracie Humaitá.
Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/07/26/Saulo-Ribeiro
Senhor de 70 anos luta MMA e quebra recorde
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John Williams marcou a história do MMA no dia 24 de julho, em Moncton, Canadá. O senhor de 70 anos se tornou a pessoa mais velha a competir no MMA profissional, enfrentando Larry Brubaker de 49, ex-wrestler profissional. Mas não pense que o caminho até lá foi fácil. O lutador levou cinco anos para conseguir a sonhada luta. Mesmo quando Williams tinha 65 anos, a Comissão Atlética local não era muito a favor que ele lutasse. Apesar de ter competido no Judô desde os sete anos de e se manter atualizado em seminários como o de Royce Gracie, as Comissões oficiais não o achavam capacitado.
Williams passou por todos os tipos de teste médico que você possa imaginar para provar sua capacidade física e a resposta do seu corpo quanto aos movimentos, fez diversos exames de sangue, ficou 24h com o coração monitorado e passou por mais uma dezena de testes. Sua pressão estava ótima e o coração mostrava batimentos cardíacos de causar inveja a um maratonista. Mesmo assim, ninguém queria deixar uma pessoa de idade entrar no ringue, então Williams buscou outro caminho. “Eu peguei informação sobre discriminação por conta da idade da pessoa, e percebi que, se esse é meu trabalho e eu ainda sou fisicamente capaz de realizá-lo, então pela lei não teria jeito no mundo deles me impedirem de lutar“, disse o “setentão” ao site MMAfighting.com.
O canadense foi inteligente ao abordar a questão do preconceito, já que se demonstrou capaz de realizar uma luta e a estratégia deu certo. A Comissão percebeu que estava lutando por uma causa perdida e acabaram cedendo. Um obstáculo a menos. A próxima tarefa de William era arrumar um adversário. Quando seus projetos de achar um oponente estavam ficando já sem esperanças, um lutador se candidatou do bom e velho jeito, como o Williams explicou. “Eu comprei um carro e tive um desentendimento sobre o pagamento com o dono da autorizada, quase chegamos as vias de fato. Meu filho, que também havia comprado um carro com ele, estava passando pelo local quando ele perguntou: “Eu ouvi dizer que ele quer um cara pra lutar contra ele no ringue, então por que ele não luta comigo e a gente acerta as nossas diferenças?”. Era Larry Brubaker, ex-wrestler e dono da loja de carros.
A luta em si não foi boa para o John William, que foi finalizado no segundo round com uma chave calcanhar, mas o que ficou marcado mesmo para o guerreiro foi a emoção de subir no ringue e se sentir renovado a cada dia. “A questão é viver isso. E eu te digo, eu me senti muito ativo quando entrei naquele Cage, um ser humano de novo. Você fica com aquilo na cabeça, das pessoas acharem que você não sabe mais as coisas por ter 70 anos. Eu gosto de Eminem e de rap... Mentalmente, eu me sinto igual me sentia quando tinha 10 anos, gosto dos mesmos carros, das mesmas mulheres. Nada mudou, mas tem esse estereótipo de pessoa velha. Não eu, pois fui um lutador minha vida toda. Você só tem uma vida e quando acaba, é pra sempre. Se você é lembrado pelas pessoas por algo, então é como se você fosse imortal”, encerrou William.
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/08/03/Senhor-de-70-anos-luta-MMA-e-quebra-recorde
Williams passou por todos os tipos de teste médico que você possa imaginar para provar sua capacidade física e a resposta do seu corpo quanto aos movimentos, fez diversos exames de sangue, ficou 24h com o coração monitorado e passou por mais uma dezena de testes. Sua pressão estava ótima e o coração mostrava batimentos cardíacos de causar inveja a um maratonista. Mesmo assim, ninguém queria deixar uma pessoa de idade entrar no ringue, então Williams buscou outro caminho. “Eu peguei informação sobre discriminação por conta da idade da pessoa, e percebi que, se esse é meu trabalho e eu ainda sou fisicamente capaz de realizá-lo, então pela lei não teria jeito no mundo deles me impedirem de lutar“, disse o “setentão” ao site MMAfighting.com.
O canadense foi inteligente ao abordar a questão do preconceito, já que se demonstrou capaz de realizar uma luta e a estratégia deu certo. A Comissão percebeu que estava lutando por uma causa perdida e acabaram cedendo. Um obstáculo a menos. A próxima tarefa de William era arrumar um adversário. Quando seus projetos de achar um oponente estavam ficando já sem esperanças, um lutador se candidatou do bom e velho jeito, como o Williams explicou. “Eu comprei um carro e tive um desentendimento sobre o pagamento com o dono da autorizada, quase chegamos as vias de fato. Meu filho, que também havia comprado um carro com ele, estava passando pelo local quando ele perguntou: “Eu ouvi dizer que ele quer um cara pra lutar contra ele no ringue, então por que ele não luta comigo e a gente acerta as nossas diferenças?”. Era Larry Brubaker, ex-wrestler e dono da loja de carros.
A luta em si não foi boa para o John William, que foi finalizado no segundo round com uma chave calcanhar, mas o que ficou marcado mesmo para o guerreiro foi a emoção de subir no ringue e se sentir renovado a cada dia. “A questão é viver isso. E eu te digo, eu me senti muito ativo quando entrei naquele Cage, um ser humano de novo. Você fica com aquilo na cabeça, das pessoas acharem que você não sabe mais as coisas por ter 70 anos. Eu gosto de Eminem e de rap... Mentalmente, eu me sinto igual me sentia quando tinha 10 anos, gosto dos mesmos carros, das mesmas mulheres. Nada mudou, mas tem esse estereótipo de pessoa velha. Não eu, pois fui um lutador minha vida toda. Você só tem uma vida e quando acaba, é pra sempre. Se você é lembrado pelas pessoas por algo, então é como se você fosse imortal”, encerrou William.
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/08/03/Senhor-de-70-anos-luta-MMA-e-quebra-recorde
2 de ago. de 2010
Veja quem são os brasileiros que estarão no UFC 117
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No próximo sábado (7) o mundo assistirá a um evento histórico. Nunca antes o UFC teve brasileiros contra norte-americanos em suas cinco lutas principais da noite.
A rivalidade entre os dois países com mais representantes entre os atuais campeões das cinco categorias do UFC estará ainda mais em evidência. Só a categoria meio-leve não tem um lutador de um dos dois países no topo, já que o canadense Georges St. Pierre é o melhor. No peso leve e no pesado, os detentores do cinturão são, respectivamente, os americanos Frank Edgar e Brock Lesnar. Já os brasileiros Maurício Shogun Rua e Anderson Silva dominam as categorias peso meio-pesado e peso médio.
Anderson Silva, aliás fará a principal luta do próximo sábado. Ele defenderá seu cinturão pela sétima vez, agora contra Chael Sonnen. Os outros brasileiros no evento são Thiago Alves, o “Pit Bull”, que terá a revanche contra John Fitch na categoria meio-médio (até 77 kg), Rafael dos Anjos luta com Clay Guida na categoria peso leve (até 70 kg), Ricardo Almeida, o “Cachorrão”, enfrenta a lenda do UFC Matt Hughes, e Junior dos Santos, o “Cigano”, encara Roy Nelson.
Saiba mais sobre os cinco brasileiros:
Anderson Silva
É um dos melhores lutadores da história do vale-tudo. Está invicto no UFC e não perde uma luta desde 2006. No UFC 117 ele defende o cinturão no peso médio pela sétima vez, um recorde no evento. O paulista tenta apagar a má impressão deixada depois de sua última luta, no UFC 112, quando venceu o também brasileiro Demian Maia por pontos mas deixou o octógono criticado pela falta de profissionalismo depois de ter até xingado seu adversário durante o combate.
Thiago Alves, o Pit Bull
Sem lutar há mais de um ano, o cearense finalmente terá a revanche contra o americano John Fitch, que venceu o primeiro duelo entre os dois em 2006. A luta foi adiada três vezes por contusões dos dois lutadores. Esta havia sido a última derrota do brasileiro até perder para o canadense Georges St. Pierre no UFC 100, em julho de 2009, no combate que valia o cinturão da categoria meio-médio.
Rafael dos Anjos
Está em um bom momento na carreira, se recuperando das duas derrotas nas primeiras lutas que fez no UFC. Tem o jiu-jitsu como principal arma e vem de três vitórias consecutivas na categoria peso leve. Uma vitória contra Clay Guida coloca o carioca de 25 anos entre os primeiros na lista para desafiar Frank Edgard pelo cinturão da categoria.
Ricardo Almeida, o “Cachorrão”
Aos 33 anos, “Cachorrão” já é um veterano no UFC. Estreou na edição 31 do evento, em 2001. Desde então passou pelos principais campeonatos de vale-tudo no mundo até voltar ao UFC em 2008. Vem de três vitórias consecutivas, a última delas na edição 111, em 27 de março deste ano, sobre o norte-americano Matt Brown.
Junior dos Santos, o “Cigano”
É uma das maiores promessas da categoria peso-pesado do UFC e dos irmãos Nogueira, Minotauro e Minotouro, que são seus padrinhos no vale-tudo. Treina jiu-jitsu com Demian Maia, pentacampeão mundial e que também está no UFC. Se vencer o combate contra Roy Nelson no próximo sábado, “Cigano” se estará entre os principais candidatos a desafiar o americano Brock Lesnar pelo cinturão da categoria.
Fonte:http://esportes.r7.com/mais-esportes/noticias/veja-quem-sao-os-brasileiros-que-estarao-no-ufc-117-20100702.html
A rivalidade entre os dois países com mais representantes entre os atuais campeões das cinco categorias do UFC estará ainda mais em evidência. Só a categoria meio-leve não tem um lutador de um dos dois países no topo, já que o canadense Georges St. Pierre é o melhor. No peso leve e no pesado, os detentores do cinturão são, respectivamente, os americanos Frank Edgar e Brock Lesnar. Já os brasileiros Maurício Shogun Rua e Anderson Silva dominam as categorias peso meio-pesado e peso médio.
Anderson Silva, aliás fará a principal luta do próximo sábado. Ele defenderá seu cinturão pela sétima vez, agora contra Chael Sonnen. Os outros brasileiros no evento são Thiago Alves, o “Pit Bull”, que terá a revanche contra John Fitch na categoria meio-médio (até 77 kg), Rafael dos Anjos luta com Clay Guida na categoria peso leve (até 70 kg), Ricardo Almeida, o “Cachorrão”, enfrenta a lenda do UFC Matt Hughes, e Junior dos Santos, o “Cigano”, encara Roy Nelson.
Saiba mais sobre os cinco brasileiros:
Anderson Silva
É um dos melhores lutadores da história do vale-tudo. Está invicto no UFC e não perde uma luta desde 2006. No UFC 117 ele defende o cinturão no peso médio pela sétima vez, um recorde no evento. O paulista tenta apagar a má impressão deixada depois de sua última luta, no UFC 112, quando venceu o também brasileiro Demian Maia por pontos mas deixou o octógono criticado pela falta de profissionalismo depois de ter até xingado seu adversário durante o combate.
Thiago Alves, o Pit Bull
Sem lutar há mais de um ano, o cearense finalmente terá a revanche contra o americano John Fitch, que venceu o primeiro duelo entre os dois em 2006. A luta foi adiada três vezes por contusões dos dois lutadores. Esta havia sido a última derrota do brasileiro até perder para o canadense Georges St. Pierre no UFC 100, em julho de 2009, no combate que valia o cinturão da categoria meio-médio.
Rafael dos Anjos
Está em um bom momento na carreira, se recuperando das duas derrotas nas primeiras lutas que fez no UFC. Tem o jiu-jitsu como principal arma e vem de três vitórias consecutivas na categoria peso leve. Uma vitória contra Clay Guida coloca o carioca de 25 anos entre os primeiros na lista para desafiar Frank Edgard pelo cinturão da categoria.
Ricardo Almeida, o “Cachorrão”
Aos 33 anos, “Cachorrão” já é um veterano no UFC. Estreou na edição 31 do evento, em 2001. Desde então passou pelos principais campeonatos de vale-tudo no mundo até voltar ao UFC em 2008. Vem de três vitórias consecutivas, a última delas na edição 111, em 27 de março deste ano, sobre o norte-americano Matt Brown.
Junior dos Santos, o “Cigano”
É uma das maiores promessas da categoria peso-pesado do UFC e dos irmãos Nogueira, Minotauro e Minotouro, que são seus padrinhos no vale-tudo. Treina jiu-jitsu com Demian Maia, pentacampeão mundial e que também está no UFC. Se vencer o combate contra Roy Nelson no próximo sábado, “Cigano” se estará entre os principais candidatos a desafiar o americano Brock Lesnar pelo cinturão da categoria.
Fonte:http://esportes.r7.com/mais-esportes/noticias/veja-quem-sao-os-brasileiros-que-estarao-no-ufc-117-20100702.html
24 de jul. de 2010
SEISCENTOS FAIXAS-PRETA LUTARAM NO CAMPEONATO MUNDIAL 2010 DA CBJJE
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A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo, realizou nos dias 16, 17 E 18 de julho, no Ginásio Geraldo José de Almeida, no Complexo do Ibirapuera, São Paulo, o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo 2010.
O evento apresentou números impressionantes, tanto no número de Atletas como no público presente, só para se ter uma idéia seiscentos faixas-preta lutaram o Mundial da CBJJE, o maior número registrado por nossa equipe foi o de 250 Pretas, em uma época em que se oferecia 10 mil reais no absoluto.
No total três mil Atletas participaram do Mundial 2010, que neste ano voltou a ser realizado no principal Ginásio do complexo do Ibirapuera.
A CBJJE já consolidou uma marca de qualidade em seus eventos, é bom que se diga que desde sua primeira edição, os tatames usados sempre foram novos, agora com a implantação de placares eletrônicos o público pode ter um maior controle sobre o tempo oficial de luta e pontuação. "Claro que ainda há muito a ser melhorado, mas a cada ano temos investido cada vez mais no conforto e também na premiação para os atletas." declarou Moisés Muradi presidente da CBJJE.
Para se ter uma idéia na Edição 2010 do Campeonato Panamericano que será realizado em Brasília de 22 a 24 de outubro, a CBJJE e FBJJ sob o comando de Roney Silva irão dar no Absoluto Faixa-Preta um Automóvel 0Km, para o Absoluto Faixa-Marrom será dado uma Moto 0Km e para a Equipe Campeã será entregue uma TV de Plasma de 42". Lembrando a todos os Atletas que as premiações em dinheiro não podem ser oferecidas pois inviabilizaria o Bolsa Atleta. Na categoria Adulto Faixa-Preta Galo o campeão foi Jussier Vieira da Nova União, na Pluma Bernardo Pitel da Nova União, no peso Pena Mário Reis da Gracie Barra foi o campeão que mais chamou a atenção do público, no Leve que levou a melhor foi Moacir Mendes da Gracie Barra, no Médio Adriano Silva da Barbosa, Meio Pesado Diogo Almeida da Ryan Gracie, Pesado Evandro Pena da Guigo, Super-Pesado Daniel Azevedo da Cia Paulista, na Pesadíssimo Adrian Naliato da E.O. Saraiva que surpreendeu a todos e no Absoluto Rodolfo Pereira da GF Team foi o grande Campeão que levou uma passagem para o Japão. No Feminino os destaques ficam para as atletas cariocas Beatriz Mesquita Gracie Humaitá e Helen Bastos da Game Fight.
O evento apresentou números impressionantes, tanto no número de Atletas como no público presente, só para se ter uma idéia seiscentos faixas-preta lutaram o Mundial da CBJJE, o maior número registrado por nossa equipe foi o de 250 Pretas, em uma época em que se oferecia 10 mil reais no absoluto.
No total três mil Atletas participaram do Mundial 2010, que neste ano voltou a ser realizado no principal Ginásio do complexo do Ibirapuera.
A CBJJE já consolidou uma marca de qualidade em seus eventos, é bom que se diga que desde sua primeira edição, os tatames usados sempre foram novos, agora com a implantação de placares eletrônicos o público pode ter um maior controle sobre o tempo oficial de luta e pontuação. "Claro que ainda há muito a ser melhorado, mas a cada ano temos investido cada vez mais no conforto e também na premiação para os atletas." declarou Moisés Muradi presidente da CBJJE.
Para se ter uma idéia na Edição 2010 do Campeonato Panamericano que será realizado em Brasília de 22 a 24 de outubro, a CBJJE e FBJJ sob o comando de Roney Silva irão dar no Absoluto Faixa-Preta um Automóvel 0Km, para o Absoluto Faixa-Marrom será dado uma Moto 0Km e para a Equipe Campeã será entregue uma TV de Plasma de 42". Lembrando a todos os Atletas que as premiações em dinheiro não podem ser oferecidas pois inviabilizaria o Bolsa Atleta. Na categoria Adulto Faixa-Preta Galo o campeão foi Jussier Vieira da Nova União, na Pluma Bernardo Pitel da Nova União, no peso Pena Mário Reis da Gracie Barra foi o campeão que mais chamou a atenção do público, no Leve que levou a melhor foi Moacir Mendes da Gracie Barra, no Médio Adriano Silva da Barbosa, Meio Pesado Diogo Almeida da Ryan Gracie, Pesado Evandro Pena da Guigo, Super-Pesado Daniel Azevedo da Cia Paulista, na Pesadíssimo Adrian Naliato da E.O. Saraiva que surpreendeu a todos e no Absoluto Rodolfo Pereira da GF Team foi o grande Campeão que levou uma passagem para o Japão. No Feminino os destaques ficam para as atletas cariocas Beatriz Mesquita Gracie Humaitá e Helen Bastos da Game Fight.
Confira o resultado Oficial por Equipes:
CLASSIFICAÇÃO EQUIPE
1ª Colocada Nova União
2ª Colocada FAJJE
3ª Colocada Lótus Club
Focada no Mundial, Nova União treina duro em Dallas
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“Estou quebrado. Já estão aqui o Marcelino Freitas, o Rodrigo Feijão e o Daniel Garcia. Também treinamos na academia do Travis Lutter, que conta com uma galera muito dura para este Mundial, e tem a galera do Gustavo Dantas, que está dura para o campeonato”, conta Bruno Bastos.
A Nova União faz uma reestruturação no Jiu-Jitsu e os primeiros resultados começam a aparecer. No Campeonato Brasileiro deste ano, o time ficou em terceiro lugar.
“Fomos muito bem no primeiro final de semana do Brasileiro e, no segundo, como não estávamos com muitos faixas-pretas, ficou difícil acompanhar. Mesmo assim ficamos em terceiro. Nesse Mundial temos a meta de conseguir pelo menos 10 medalhas em todas as faixas. Ainda não dá para ganharmos, mas a ideia é, no próximo ano, entrarmos com uma equipe bem maior. Faremos agora camps para todos os eventos grandes e continuamos nos organizando. Vamos crescer”, comenta Rodrigo Feijão, um dos comandantes nessa reformulação.
Entre as principais apostas da NU neste Mundial estão a dupla de gêmeos Broadnax, entre eles Christian, campeão peso e absoluto do Pan na faixa-azul juvenil. Agora a dupla estreia no adulto. Também não podem ser esquecidos Steven Rosenberg, terceiro no último Mundial no leve marrom, mas que lutará entre os pretas agora, a nova pedreira na faixa-preta Daniel Garcia, e os conhecidos do time Ricardo Demente, Bruno Bastos e Marcelino Freitas.
“Os treinos estão muito bons. Começamos no último domingo e tem muito treino duro. O Bruno vai chegar muito bem e eu também”, avisa Marcelino, que terá uma dura missão no peso pena.
Fonte: http://www.graciemag.com/pt/2010/05/focada-no-mundial-nova-uniao-treina-duro-em-dallas/
Fedor não dá o braço (e o pescoço) a torcer e diz que não vai treinar Jiu-Jitsu
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Fedor foi finalizado, mas não desiste. O maior lutador do MMA da história não deixou que a derrota para Fabricio Werdum, no Strikeforce de 26 de junho (sua primeira derrota em dez anos), diminuísse sua crença nos seus treinamentos.
Certo ou teimoso, o monstro ucraniano criado na Rússia disse que não vai treinar Jiu-Jitsu, em entrevista publicada hoje no site de MMA de Steve Rattlesnake. “Não treino nada de Jiu-Jitsu. Sambo é superior”.
Bem, por mais que Werdum discorde um pouco disso, Fedor demonstrou fé no seu programa de treinamentos e apontou sua principal falha na luta: o excesso de autoconfiança e a certeza da vitória.
Confira os melhores trechos da entrevista de Fedor, dada a um repórter na Rússia:
Você gostaria de uma revanche com Fabricio Werdum?
Se ele concordar, claro que eu gostaria de lutar novamente com ele. Fui vítima de meus próprios erros. Coisas assim acontecem. A data da revanche pode ser qualquer uma, mas é uma coisa para o (técnico) Vadim e o Strikeforce decidirem. Não decido essas coisas sozinho.
Você se preparou para a luta afiando seu Jiu-Jitsu? Ou você acha que seu erro foi não ter treinado com um especialista no Jiu-Jitsu para a luta?
Não, eu não treino Jiu-Jitsu, nada. Treino sambo. Sambo é um sistema de luta de solo superior. Naquela noite, o erro que causou a derrota não foi no treino, nem na preparação. Fui eu que entrei com excesso de confiança. Minha preparação foi excelente e meus treinadores trabalharam bem para me deixar na melhor forma.
Fabricio Werdum declarou que faria essa revanche até na Rússia. O que acha?
Se ele conseguisse organizar, eu topo. (Risos). Mas o MMA não é benvindo aqui atualmente…
Fonte:http://www.graciemag.com/pt/2010/07/fedor-nao-da-o-braco-e-o-pescoco-a-torcer-e-diz-que-nao-vai-treinar-jiu-jitsu/
Veteranos e o show de Jiu-Jitsu no Rio
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O Internacional de Másters e Sêniors de Jiu-Jitsu é um dos campeonatos mais esperados pela velha guarda da arte suave. Desde que foi criado, em 1999, diversos campeões mundiais e muitos coroas cascas grossas já participaram do evento. Mas nos dois últimos anos, o evento vinha sendo ofuscado pelo novato Rio Internacional Open de Jiu-Jitsu, evento que ocorre paralelamente ao Masters e Seniors. Este ano, porém, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) acertou o cronograma e os veteranos mais uma vez tiveram o destaque que merecem.
Entre sorrisos, abraços e muitas histórias para contar, o resultado foi o que menos importou para alguns. Para outros, como Carlos Henrique, faixa-preta e líder da equipe Brazil 021, lutar foi mais que um prazer, foi superação. Em 2009, Carlos Henrique foi baleado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, sobreviveu e hoje foi aplaudido de pé ao chegar na final da categoria pesado do Sênior 1. A derrota por 9x0 para Roberto Gordo, líder da Gordo Jiu-Jitsu, teve sabor de vitória para quem há poucos meses esteve entre a vida e a morte. Já Gordo, inventor da meia guarda, deixou seus alunos de Jiu-Jitsu e MMA muito orgulhosos.
No Sênior 1, o policial civil Paulo Peposo Cury conquistou o tricampeonato na categoria super pesado e ficou feliz, de participar da competição, mesmo sem ter conseguido treinar. “Luto há 10 anos este campeonato. Não consegui me preparar, mas não podia ficar de fora. Agora tenho seis títulos, são três no master e três no senior”, revelou o mineiro. E o que falar dos cascas-grossas da Nova União Rafael Carino e André Marola? “Bate a foto aqui cara. É a velha guarda do Jiu-Jitsu, fizemos três lutas cada e fechamos a categoria pesadíssimo”, dizia Marola, com um sorriso que não cabia mais no rosto. É claro que nós atendemos o pedido.
No Sênior 2, o grande destaque foi a dupla Adilson Brites, o Juquinha, e o Wellington Megaton. Os veteranos da Gracie Humaitá venceram suas respectivas categoria, como fizeram em 2009, e esperam repetir o feito do ano passado, quando fecharam o absoluto. “Se Deus quiser isso irá acontecer de novo este ano”, disse Juquinha. No Sênior 3, o incansável Helvécio Penna, que aos 49 anos conquistou recentemente o Estadual do Rio entre os adultos, faturou a categoria pesado e amanhã parte em busca do bicampeonato absoluto. “Eu ia lutar no adulto também, mas eu estava com uma contusão no joelho que me atrapalhou na preparação”, revelou o faixa-preta de Ricardo De La Riva.
Telles que repetir desempenho de 2009
No Máster, o campeão peso e absoluto em 2009, Eduardo Telles, foi o destaque da categoria meio-pesado. O inventor da esquisitíssima guarda tartaruga, fez quatro lutas, vencendo na final André Bastos (Nona União) por 7x0. “Ano passado venci no pesado, mas este ano desci de categoria. Espero conquistar o bicampeonato absoluto no master amanhã”, declarou o campeão, que, diferente do ano passado, não irá lutar entre os adultos. “Ano passado eu fiz quatro lutas antes de lutar no adulto. Peguei a garotada fresquinha”, brincou.
Hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu, Saulo Ribeiro estava afastado das competições de quimono há três anos, desde que ficou com a prata no Mundial de 2007, naquela que foi a sua décima primeira final de mundial. Casca-grossa consagrado, Saulo veio de San Diego para buscar seu primeiro título entre os “coroas”, e fez bonito. Com três finalizações Saulo levou o ouro na categoria dos pesados.
Quem também lutou bem, e venceu, foi Bruno Bastos. Radicado em Dallas, Bruno está no Brasil há uma semana, mas não consegue se afastar das competições. Em sete dias, o faixa-preta da Nova União subiu duas vezes ao pódio, desta vez ele faturou a categoria super pesado máster. No galo, o campeão foi Pablo dos Santos, enquanto Felipe Costa ficou com o título entre os plumas. No pluma, Frédson Alves somou pontos valiosos para a Gracie Humaitá ao conquistar o ouro. O pena foi para Gabriel Wilccox e o médio ficou com Adriano Silva, da Barbosa Jiu-Jitsu.
Leo Nogueira e Rodolfo Vieira fazem final do Rio Open
Pelo segundo ano consecutivo, Rodolfo Vieira chega a final do absoluto do Rio Open. Ano passado, o casca-grossa da GFTeam perdeu a final para Braga Neto, mas este ano parece estar disposto a não perder a batalha. “Espero que dê tudo certo. A expectativa são as melhores, eu treinei muito e não quero perder este título novamente”, disse Rodolfo, que venceu três lutas por finalização, inclusive na semifinal contra Fabiano Souza (Alliance), quando aplicou um estrangulamento pelas costas.
Mas do outro lado Rodolfo irá encarar a pedreira Leonardo Nogueira, da Alliance. Apesar de vencer as três lutas que fez hoje por pontos, Leo mostrou um jogo consistente e maturidade para buscar seu primeiro título. “Ano passado foi o meu primeiro de faixa-preta. Estou bem mais maduro agora, mais focado e quero este título”, revelou o campeão mundial na faixa marrom.
Amanhã acontecem todas as categorias do adulto e todos os absolutos do masters e seniors, além da final do absoluto adulto. Clique aqui e confira uma galeria de fotos do Rio Open e do Internacional de Másters e Sêniors e fique ligado na TATAME para saber tudo o que está rolando no Tijuca Tênis Clube.
Fonte :http://www.tatame.com.br/2010/07/24/Veteranos-e-o-show-de-Jiu-Jitsu-no-Rio
Entre sorrisos, abraços e muitas histórias para contar, o resultado foi o que menos importou para alguns. Para outros, como Carlos Henrique, faixa-preta e líder da equipe Brazil 021, lutar foi mais que um prazer, foi superação. Em 2009, Carlos Henrique foi baleado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, sobreviveu e hoje foi aplaudido de pé ao chegar na final da categoria pesado do Sênior 1. A derrota por 9x0 para Roberto Gordo, líder da Gordo Jiu-Jitsu, teve sabor de vitória para quem há poucos meses esteve entre a vida e a morte. Já Gordo, inventor da meia guarda, deixou seus alunos de Jiu-Jitsu e MMA muito orgulhosos.
No Sênior 1, o policial civil Paulo Peposo Cury conquistou o tricampeonato na categoria super pesado e ficou feliz, de participar da competição, mesmo sem ter conseguido treinar. “Luto há 10 anos este campeonato. Não consegui me preparar, mas não podia ficar de fora. Agora tenho seis títulos, são três no master e três no senior”, revelou o mineiro. E o que falar dos cascas-grossas da Nova União Rafael Carino e André Marola? “Bate a foto aqui cara. É a velha guarda do Jiu-Jitsu, fizemos três lutas cada e fechamos a categoria pesadíssimo”, dizia Marola, com um sorriso que não cabia mais no rosto. É claro que nós atendemos o pedido.
No Sênior 2, o grande destaque foi a dupla Adilson Brites, o Juquinha, e o Wellington Megaton. Os veteranos da Gracie Humaitá venceram suas respectivas categoria, como fizeram em 2009, e esperam repetir o feito do ano passado, quando fecharam o absoluto. “Se Deus quiser isso irá acontecer de novo este ano”, disse Juquinha. No Sênior 3, o incansável Helvécio Penna, que aos 49 anos conquistou recentemente o Estadual do Rio entre os adultos, faturou a categoria pesado e amanhã parte em busca do bicampeonato absoluto. “Eu ia lutar no adulto também, mas eu estava com uma contusão no joelho que me atrapalhou na preparação”, revelou o faixa-preta de Ricardo De La Riva.
Telles que repetir desempenho de 2009
No Máster, o campeão peso e absoluto em 2009, Eduardo Telles, foi o destaque da categoria meio-pesado. O inventor da esquisitíssima guarda tartaruga, fez quatro lutas, vencendo na final André Bastos (Nona União) por 7x0. “Ano passado venci no pesado, mas este ano desci de categoria. Espero conquistar o bicampeonato absoluto no master amanhã”, declarou o campeão, que, diferente do ano passado, não irá lutar entre os adultos. “Ano passado eu fiz quatro lutas antes de lutar no adulto. Peguei a garotada fresquinha”, brincou.
Hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu, Saulo Ribeiro estava afastado das competições de quimono há três anos, desde que ficou com a prata no Mundial de 2007, naquela que foi a sua décima primeira final de mundial. Casca-grossa consagrado, Saulo veio de San Diego para buscar seu primeiro título entre os “coroas”, e fez bonito. Com três finalizações Saulo levou o ouro na categoria dos pesados.
Quem também lutou bem, e venceu, foi Bruno Bastos. Radicado em Dallas, Bruno está no Brasil há uma semana, mas não consegue se afastar das competições. Em sete dias, o faixa-preta da Nova União subiu duas vezes ao pódio, desta vez ele faturou a categoria super pesado máster. No galo, o campeão foi Pablo dos Santos, enquanto Felipe Costa ficou com o título entre os plumas. No pluma, Frédson Alves somou pontos valiosos para a Gracie Humaitá ao conquistar o ouro. O pena foi para Gabriel Wilccox e o médio ficou com Adriano Silva, da Barbosa Jiu-Jitsu.
Leo Nogueira e Rodolfo Vieira fazem final do Rio Open
Pelo segundo ano consecutivo, Rodolfo Vieira chega a final do absoluto do Rio Open. Ano passado, o casca-grossa da GFTeam perdeu a final para Braga Neto, mas este ano parece estar disposto a não perder a batalha. “Espero que dê tudo certo. A expectativa são as melhores, eu treinei muito e não quero perder este título novamente”, disse Rodolfo, que venceu três lutas por finalização, inclusive na semifinal contra Fabiano Souza (Alliance), quando aplicou um estrangulamento pelas costas.
Mas do outro lado Rodolfo irá encarar a pedreira Leonardo Nogueira, da Alliance. Apesar de vencer as três lutas que fez hoje por pontos, Leo mostrou um jogo consistente e maturidade para buscar seu primeiro título. “Ano passado foi o meu primeiro de faixa-preta. Estou bem mais maduro agora, mais focado e quero este título”, revelou o campeão mundial na faixa marrom.
Amanhã acontecem todas as categorias do adulto e todos os absolutos do masters e seniors, além da final do absoluto adulto. Clique aqui e confira uma galeria de fotos do Rio Open e do Internacional de Másters e Sêniors e fique ligado na TATAME para saber tudo o que está rolando no Tijuca Tênis Clube.
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22 de jul. de 2010
Overtraining: o excesso de exercício prejudicando o corpo
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Com a crescente valorização do "corpo perfeito" dada pela mídia aos marombeiros de plantão, as pessoas estão cada vez mais procurando as academias e clubes esportivos visando atingir, através de exercícios físicos, um corpo mais musculoso e fortificado. Porém, em muitos casos o sujeito malha, malha, malha e não percebe ganho algum de massa muscular nem aumento da resistência orgânica. Com isso ele pensa: bom, se não estou melhorando meu organismo com a dosagem atual de exercícios então vou aumentar esta dosagem de modo a que possa obter os resultados que desejo. Neste momento é que começa o problema; muitas vezes a não obtenção imediata dos resultados esperados faz com que as pessoas aumentem a dose de exercícios, quando na verdade deveriam descansar, começando a partir daí a ficar caracterizado um dos principais fenômenos observados na educação física atual: o overtraining.
O overtraining pode ser definido como sendo a condição na qual as pessoas apresentam baixo nível de desempenho, apesar do treinamento continuado ou até mesmo aumentado (Maughan, Gleeson e Greenhaff, 2000). A grande causa do estabelecimento do estado de overtraining é o excesso de exercício, conduzindo a uma resposta de estresse, intensificada pelo tempo insuficiente de recuperação entre os períodos de atividade. Segundo Lima (2001, citada por Arruda, 2002) os principais sintomas apresentados são o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, a insônia, a irritabilidade e queda do sistema imunológico. Como conseqüências do overtraining, vários tipos de lesões músculoesqueléticas podem surgir, dentre as quais destacam-se os chamados microtraumas, que podem ser definidos como sendo traumas que não causam dor, edema ou impotência funcional, mas que, pela repetição excessiva de exercícios, produzem lesões no tecido muscular, surgindo, assim, as lesões causadas por overtraining. Devido ao seu caráter silencioso e a gravidade quer podem representar quando se manifestam clinicamente, são considerados o "câncer" da prática esportiva (Matsudo, 2002). Os principais exemplos de microtraumas disseminados no meio esportivo são as osteocondrites, fraturas por estresse, miosites, tendinites, rupturas parciais e rupturas totais de tendões.
Um indício prático de lesões musculares em atletas sob overtraining é a elevação das proteínas musculares no plasma (em geral, mioglobina, creatina cinase, lactato desidrogenase e fragmentos de miosina). Outro indicador observado é o comprometimento na restauração dos estoques musculares de glicogênio, uma vez que após o exercício sabe-se que o glicogênio é depletado e posteriormente ressintetizado, porém, em músculos lesionados, há uma diminuição na capacidade de captação da glicose sangüínea necessária à ressíntese de glicogênio no músculo. A queda dos estoques de glicogênio intramuscular está associada a quedas nas concentrações muscular e plasmática da glutamina, proteína essencial para os leucócitos desempenharem suas funções de destruição de bactérias e vírus. Por este motivo é que se diz que em overtraining o sistema imunológico fica debilitado.
Há alguns anos atrás a síndrome do overtraining era característica de atletas profissionais. Agora, porém, estudos indicam que o overtraining é cada vez mais presente nas academias. Pesquisas recentes apontam que a média de tempo passada na academia pelos praticantes é de 11 horas por semana, quando na verdade o que se recomenda é o máximo de 5 horas de exercícios. Estes números revelam que os intervalos de descanso entre as sessões de treinamento são insuficientes para uma adequada recuperação das fontes energéticas musculares, podendo assim ocasionar inflamações nos músculos, causa suficiente para a perda de força muscular.
Dados preocupantes também são observados quando relacionamos o overtraining com crianças e adolescentes. Isto acontece porque hoje em dia, com a crescente valorização das competições infanto-juvenis, fica cada vez maior a cobrança de pais e treinadores para que seus respectivos filhos e atletas conquistem os melhores resultados. A associação entre o excesso de exercícios com várias outras ocupações tais como a escola, curso de computação, curso de inglês etc., leva a um estado de fadiga física e psicológica observado nas crianças e adolescentes, prejudicando-as em sua vida diária.
Um professor de educação física deve estar sempre atento em suas aulas para evitar que o estado de overtraining se estabeleça entre seus alunos. Uma conversa com os pais e responsáveis pelos praticantes sempre é importante para que se tenha uma idéia do quanto que cada aluno se desgasta fisicamente durante seu dia, ou seja, procurar saber se ele vai a escola e aos treinos de carro ou de ônibus, se mora perto ou longe do local das aulas, como está seu desempenho nas outras disciplinas escolares, enfim, informações que aparentemente são irrelevantes pata qualquer professor de educação física mas que na verdade são de fundamental importância para que ele avalie, por exemplo, o nível de estresse físico de seu aluno ao se deslocar de casa para a escola, ou também o nível de estresse mental ao tirar notas boas ou ruins nas demais disciplinas. Todas estas informações são importantes para que se evite uma cobrança exacerbada em cima de crianças e adolescentes que ainda estão em processo de desenvolvimento físico e psicológico e que muitas vezes não estão preparadas para responder a altura de tais cobranças.
Para concluir este artigo apontaremos aqui algumas medidas que devem ser tomadas no sentido de evitar que o estado de overtraining se estabeleça nas pessoas praticantes de exercícios físicos.
Para você que esta iniciando a prática de atividades físicas é importante saber que não se apresse em obter resultados imediatos, pois eles não vão aparecer por mais que você queira aumentar o ritmo de exercícios diários. Não se deixe levar pelos corpos fortes e musculosos que são vistos na televisão até porque, caso você não saiba, muitos deles são adquiridos a base de substâncias proibidas e não recomendadas para uso indiscriminado. O que se recomenda é um início em ritmo lento de exercícios e progressivamente ir aumentando este ritmo, pois assim os resultados são adquiridos muito mais facilmente.
Outras recomendações a se tomar são: 1) exercitar-se por, no máximo, cinco vezes por semana, uma hora por dia; 2) respeitar o tempo de recuperação do corpo, ou seja, respeitar um limite de 24 horas entre um exercício e outro; 3) manter a frequência ideal de batimentos cardíacos segundo a idade, o peso e o condicionamento; 4) variar o tipo de exercício, intercalando aeróbios e anaeróbios; e 5) manter a alimentação equilibrada e evitar dietas radicais. Ao tomar estas atitudes o praticante estará assegurando uma atividade muito mais prazerosa e sem riscos de excessos e possíveis lesões futuras.
Referências bibliográficas:
1) ARRUDA, Antonio. Excesso de exercício desestabiliza o corpo. O poti, poti família, Natal, n.º 192, p.8-10, set. 2002.
2) MAUGHAN, Ron., GLEESON, Michael., GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do exercício e do treinamento. São Paulo: Manole, 2000.
3) MATSUDO, Víctor. Lesões e alterações osteomusculares na criança e no adolescente atleta. In: ROSE JR., Dante de. Esporte e atividade física na infância e adolescência. São Paulo: Artmed, 2002.
Allan José Silva da Costa
Agente de Anderson Silva sinaliza possível luta com Georges St-Pierre
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O próprio lutador já tinha deixado no ar a possibilidade durante participação de bate papo com internautas do UOL no início desta semana. “Talvez no futuro poderemos ver esta luta”, disse. Agora o agente de Anderson Silva falou que existe a chance de ele enfrentar o canadense Georges St-Pierre em um dos embates mais esperados no MMA.
Dana White, presidente do UFC, cansou de declarar que era um de seus sonhos como cartola colocar os dois maiores lutadores dentre todos os pesos (pound-for-pound) da atualidade frente a frente no octógono. Só que ambos os lados sempre descartaram essa possibilidade, até para proteger as imagens de dois campeões do maior torneio de vale-tudo do mundo.
Mas parece que esse cenário está mudando. Ed Soares, empresário de Anderson Silva e responsável em negociar suas lutas com o UFC, disse em entrevista ao site norte-americano MMA Weakly que o brasileiro esperaria apenas uma definição do canadense em relação ao peso em que a luta seria realizada para negociar o combate.
“Digam para o GSP fazer o peso, que estaremos esperando”, resumiu o empresário, já que Anderson Silva é campeão dos médios (77 a 84 kg), mas também luta entre os meio-pesados (84 a 93 kg), e St-Pierre trabalha somente nos meio-médios (70 a 77 kg).
“Acho que para proteger os dois campeões, o mais inteligente seria se eles lutassem em um peso combinado, intermediário. Não tenho certeza, mas até acho que o Anderson conseguiria baixar para meio-médio, só que creio que seria bem mais fácil o Georges subir para os médios”, completou.
Uma luta entre Anderson e GSP faria parte dos planos do UFC para bater todos os recordes de venda de de pay-per-view em eventos de lutas, que ainda é do boxe. A luta mais comprada ainda é de Oscar de la Hoya contra Floyd Mayweather, em 2007, quando 2,4 milhões de pacotes foram comercializados. A histórica 100ª edição do UFC foi a que chegou mais perto, com 1,72 milhões
Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/07/22/agente-de-anderson-silva-sinaliza-possivel-luta-com-georges-st-pierre.jhtm
Dana White, presidente do UFC, cansou de declarar que era um de seus sonhos como cartola colocar os dois maiores lutadores dentre todos os pesos (pound-for-pound) da atualidade frente a frente no octógono. Só que ambos os lados sempre descartaram essa possibilidade, até para proteger as imagens de dois campeões do maior torneio de vale-tudo do mundo.
Mas parece que esse cenário está mudando. Ed Soares, empresário de Anderson Silva e responsável em negociar suas lutas com o UFC, disse em entrevista ao site norte-americano MMA Weakly que o brasileiro esperaria apenas uma definição do canadense em relação ao peso em que a luta seria realizada para negociar o combate.
“Digam para o GSP fazer o peso, que estaremos esperando”, resumiu o empresário, já que Anderson Silva é campeão dos médios (77 a 84 kg), mas também luta entre os meio-pesados (84 a 93 kg), e St-Pierre trabalha somente nos meio-médios (70 a 77 kg).
“Acho que para proteger os dois campeões, o mais inteligente seria se eles lutassem em um peso combinado, intermediário. Não tenho certeza, mas até acho que o Anderson conseguiria baixar para meio-médio, só que creio que seria bem mais fácil o Georges subir para os médios”, completou.
Uma luta entre Anderson e GSP faria parte dos planos do UFC para bater todos os recordes de venda de de pay-per-view em eventos de lutas, que ainda é do boxe. A luta mais comprada ainda é de Oscar de la Hoya contra Floyd Mayweather, em 2007, quando 2,4 milhões de pacotes foram comercializados. A histórica 100ª edição do UFC foi a que chegou mais perto, com 1,72 milhões
Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/07/22/agente-de-anderson-silva-sinaliza-possivel-luta-com-georges-st-pierre.jhtm
27 de jun. de 2010
Werdum choca e, em 1min, finaliza o lendário Fedor no Strikeforce
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O impensado aconteceu. O brasileiro Fabrício Werdum, que era considerado um completo azarão para sua luta da noite deste sábado, em rodada do Strikeforce, conseguiu uma vitória histórica. Junto com ele no octagon estava ninguém menos que o lendário Fedor Emelianenko, considerado por muitos o lutador mais completo do MMA, sendo comparado a Anderson Silva.
Em 1min09s, o gaúcho chocou os espectadores de San Jose, nos Estados Unidos, ao conseguir a finalização contra o russo, que teve apenas a segunda derrota em sua carreira. Ainda pelo Brasil, outra vitória marcou a noite: Cris Cyborg comprovou o favoritismo e manteve o cinturão das pesos pena, nocauteando.
O brasileiro já admitiu que pode dar a revanche para Fedor, que esperava vencer Werdum e enfrentar o campeão dos pesos pesados Alistair Overeem, holandês. “Eu ficaria feliz em lutar com Fedor novamente.”
“Quem não cai, não se levanta”, filosofou Fedor. “Eu estava concentrado na trocação e cometi um erro. Terei de ver novamente e analisar o que ocorreu”.
Durante a luta, Werdum teve um começo problemático, ao sofrer um uppercut de Fedor e mais uma série de golpes. Ao derrubar o brasileiro, no entanto, o russo se viu em meio a uma tentativa de triângulo do bicampeão mundial de jiu-jitsu. Sem sucesso, o gaúcho conseguiu puxar o braço do rival, que foi obrigado a desistir na chave de braço.
FEMININO
Enquanto Fedor ainda se preparava para a luta em que foi surpreendido, quem entrou no ringue na terceira luta em importância da noite em San Jose foi Cris Cyborg. Ela teve pela frente uma rival de cartel fraco, Jan Finney - oito vitórias e sete derrotas antes do combate.
Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/06/27/werdum-choca-e-em-1min-finaliza-o-lendario-fedor-no-strikeforce.jhtm
Em 1min09s, o gaúcho chocou os espectadores de San Jose, nos Estados Unidos, ao conseguir a finalização contra o russo, que teve apenas a segunda derrota em sua carreira. Ainda pelo Brasil, outra vitória marcou a noite: Cris Cyborg comprovou o favoritismo e manteve o cinturão das pesos pena, nocauteando.
A noite, no entanto, foi de Werdum, que conquistou sua 14ª vitória, a terceira consecutiva - tem quatro derrotas em seu cartel.
“Eu estou muito feliz. Ele é um cara tão forte, um ótimo lutador”, sorriu Werdum, ainda sob os olhares surpresos dos norte-americanos, que encheram o HP Pavilion com 12.649 espectadores.
O brasileiro já admitiu que pode dar a revanche para Fedor, que esperava vencer Werdum e enfrentar o campeão dos pesos pesados Alistair Overeem, holandês. “Eu ficaria feliz em lutar com Fedor novamente.”
“Quem não cai, não se levanta”, filosofou Fedor. “Eu estava concentrado na trocação e cometi um erro. Terei de ver novamente e analisar o que ocorreu”.
Durante a luta, Werdum teve um começo problemático, ao sofrer um uppercut de Fedor e mais uma série de golpes. Ao derrubar o brasileiro, no entanto, o russo se viu em meio a uma tentativa de triângulo do bicampeão mundial de jiu-jitsu. Sem sucesso, o gaúcho conseguiu puxar o braço do rival, que foi obrigado a desistir na chave de braço.
FEMININO
Enquanto Fedor ainda se preparava para a luta em que foi surpreendido, quem entrou no ringue na terceira luta em importância da noite em San Jose foi Cris Cyborg. Ela teve pela frente uma rival de cartel fraco, Jan Finney - oito vitórias e sete derrotas antes do combate.
Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/06/27/werdum-choca-e-em-1min-finaliza-o-lendario-fedor-no-strikeforce.jhtm
Werdum finaliza Fedor e faz história no MMA
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A edição do Strikeforce, realizada no último sábado (26), contava com a presença de grandes nomes do MMA. No card principal as lutas de Emilianenko Fedor, Cris Cyborg e Cung Le - todos considerados favoritos absolutos em seus combates - prometiam emoção ao show.
Nesse contexto, o main event da noite trouxe o confronto entre o, até então, imbatível Fedor (31-2) e o brasileiro Fabrício Werdum (14-4-1), que vinha de vitória contra Antonio Pezão. Contrariando as expectativas, Werdum não se intimidou e buscou o combate em pé. Em poucos segundos, Fedor mostrou supremacia na trocação e obrigou o brasileiro a sentar e fazer guarda.
Sem se intimidar com o famoso jogo de chão do brasileiro, Fedor partiu para o ground and pound e dava sinais que venceria a luta em instantes. Para o seu azar, o campeão mundial de jiu jitsu em 2004 e atual bi-campeão peso pesado do ADCC soube segurar a pressão na guarda e tentou um ataque no braço, bem defendido pelo russo.
Depois de escapar da tentativa de finalização, Emilianenko Fedor partiu para mais uma sequência de socos, desta vez quase com a guarda passada. Foi neste momento que Fabrício selou sua vitória. Com uma cambalhota repôs a guarda e, aproveitando o desequilíbrio do oponente junto à grade, encaixou um triângulo e partiu para um armlock da posição. Pela primeira vez, Fedor se viu obrigado a desistir e deu ‘apenas’ um tapa para sinalizar a derrota em 1:09 de luta, a mais rápida da noite.
Show de Werdum que, com a vitória, deverá ser o lutador mais desafio do momento. Em seu futuro já são cogitadas três possibilidades; uma revanche contra o russo, a disputa pelo cinturão da categoria contra Alistair Overeem e até mesmo seu retorno para o UFC. Agora é aguardar para ver o impacto deste grande feito em sua carreira
Favoritos vencem
Nos outros dois grandes combates da noite, a vitória foi para os favoritos. Campeã feminina do evento, a brasileira Cris Cyborg (10-1) não teve dificuldades para nocautear Jan Finney no segundo round. Depois de aplicar três knock downs no round inicial, Cyborg derrubou a oponente com uma joelhada e finalizou a adversária no ground and pound.
Vindo da primeira derrota na carreira em dezembro de 2009, Cung Le (7-1) conseguiu que o Strikeforce realizasse a revanche contra Scott Smith. Nesta luta, porém, o norte americano não conseguiu espaços e foi duramente castigado no primeiro round. Aos 1:46 da segunda etapa da luta, Cung Le aplicou um chute no corpo que impossibilitou o adversário de continuar no combate. Ao que tudo indica, Smith teve uma costela quebrada no golpe.
Strikeforce
June 26, 2010
San Jose, California, United States
Bobby Stack venceu Derrick Burnsed Decisão dividida
Yancy Medeiros nocauteou Gareth Joseph - 2° round 1:19
Bret Bergmark venceu Vagner Rocha Decisão unânime
Chris Cope nocauteou Ron Keslar - 2° round 4:32
Josh Thomson finalizou Pat Healy Submission - 3° round 4:27
Cristiane Santos nocauteou Jan Finney – 2° round 2:56
Cung Le nocauteou Scott Smith - 2° round 1:46
Fabricio Werdum finalizou Fedor Emelianenko – 1° round 1:09
Fedor lamenta a derrota: “Cometi um erro”
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Meia noite de sábado (26) para domingo: este foi o exato momento em que o faixa-preta Fabrício Werdum entrou para a história do MMA como o único lutador a derrotar Fedor Emelianenko. Após sentir o sabor da derrota pela primeira vez na carreira, o russo comentou o duelo na coletiva de imprensa após o Strikeforce, que aconteceu na noite de ontem na Califórnia.
“No começo do round eu acertei Fabrício e queria finalizar a luta o quanto antes, e este foi o momento em que cometi um erro”, relembra Fedor, que já passou por situações semelhantes nas mais de 30 lutas de sua carreira. “Tiveram momentos em que consegui escapar, mas eu vacilei e paguei por isso. No momento em que teria que escapar, eu parei. Eu nunca tinha feito isso, e esse momento foi usado pelo Fabrício para travar as pernas”, lamenta.
No topo do mundo desde sua primeira vitória sobre Rodrigo Minotauro no Pride, Fedor disse sentir o peso de ser o número um há tanto tempo. “Acontece que me transformaram numa espécie de ídolo. Todo mundo perde, isso acontece. Eu sou um ser humano normal como qualquer outro, e se for a vontade de Deus eu vou vencer a próxima luta”, disse o russo, que deve ganhar a revanche contra o brasileiro.
Fedor não tem desculpas para a derrota. Werdum foi mais inteligente e venceu, mas ele lamenta ter desapontado seus fãs em sua 34ª luta. “Tentei me motivar e vir para essa luta na minha melhor forma, e a luta de hoje me mostrou que eu talvez não trabalhei o bastante. Eu não consegui fazer todas as minhas técnicas, isso significa que terei que trabalhar mais”, finalizou o russo, na coletiva de imprensa após o evento
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Fedor-lamenta-a-derrota-Cometi-um-erro
“No começo do round eu acertei Fabrício e queria finalizar a luta o quanto antes, e este foi o momento em que cometi um erro”, relembra Fedor, que já passou por situações semelhantes nas mais de 30 lutas de sua carreira. “Tiveram momentos em que consegui escapar, mas eu vacilei e paguei por isso. No momento em que teria que escapar, eu parei. Eu nunca tinha feito isso, e esse momento foi usado pelo Fabrício para travar as pernas”, lamenta.
No topo do mundo desde sua primeira vitória sobre Rodrigo Minotauro no Pride, Fedor disse sentir o peso de ser o número um há tanto tempo. “Acontece que me transformaram numa espécie de ídolo. Todo mundo perde, isso acontece. Eu sou um ser humano normal como qualquer outro, e se for a vontade de Deus eu vou vencer a próxima luta”, disse o russo, que deve ganhar a revanche contra o brasileiro.
Fedor não tem desculpas para a derrota. Werdum foi mais inteligente e venceu, mas ele lamenta ter desapontado seus fãs em sua 34ª luta. “Tentei me motivar e vir para essa luta na minha melhor forma, e a luta de hoje me mostrou que eu talvez não trabalhei o bastante. Eu não consegui fazer todas as minhas técnicas, isso significa que terei que trabalhar mais”, finalizou o russo, na coletiva de imprensa após o evento
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Fedor-lamenta-a-derrota-Cometi-um-erro
Werdum e a vitória histórica sobre Fedor
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Fabrício Werdum precisou de 69 segundos para deixar seu nome gravado na história do MMA. Um dia depois de completar 28 meses de sua demissão do UFC, o faixa-preta entrou no octagon do Strikeforce e conseguiu o que nenhum outro lutador jamais havia feito: forçar Fedor Emelianenko, ex-campeão do Pride e número um dos pesos pesados há mais de sete anos, a desistir.
Descontraído e relaxado antes da luta, fazendo piadas com os companheiros e brincando nos bastidores do evento, Werdum mudou de fisionomia a caminho do octagon. Focado, ele queria vencer. Meses antes do combate, o gaúcho confidenciou à TATAME que sua estratégia seria atacar o pescoço do russo. “O Fedor nunca bateria no braço ou na perna”, ele disse na época. Do outro lado, Emelianenko mantinha sua tradicional fisionomia. A “barriguinha” estava lá, e o rosto frio, como de costume, encarou Werdum antes do soar do gongo. “Eu não senti medo, lutar é a minha vida”, rebateu o brasileiro.
A VITÓRIA DO JIU-JITSU
Assim que a luta começou, Fedor tomou o centro do octagon e, depois de levar um low kick, apertou mais o ritmo e deixou Fabrício rodar o octagon, mais perto da grade, enquanto preparava o ataque. Os golpes atingiram Werdum, que balançou e caiu. Ou será que o brasileiro se jogou para trás para trazer Fedor para sua guarda? Não faz diferença, o importante é que Werdum conseguiu segurar o ímpeto do russo e, na malandragem do Jiu-Jitsu, atacou seu braço. Fedor escapou, como Werdum havia previsto, mas foi então que o gaúcho atacou o pescoço com um justíssimo triângulo.
“O estrangulamento foi duplo... No braço e no pescoço... Todos viram? (risos)”, indagou Fabrício na coletiva de imprensa, provocando as gargalhadas dos jornalistas. “Mas eu vou mostrar esse estrangulamento no meu próximo seminário (risos). O próximo seminário é barato, só vai custar 10 dólares”, emendou, fazendo até Renato Babalu, que o ajudou na tradução das perguntas, perder o fôlego com as risadas. “Eu não gosto de ficar no quarto sozinho, porque a minha cabeça fica pensando demais na luta. Ficar fazendo piada com os meus amigos é muito bom pra mim, fico jogando vídeo-game o tempo todo”, revela.
Quanto à sua estratégia, o brasileiro credita o sucesso aos companheiros e treinadores. “É impossível ganhar uma luta como essa, contra o melhor do mundo, sozinho, então é importante que tenha um suporte, um time forte. Isso te dá muita força na hora da luta”, agradece, revelando que sua esposa, ao contrário de todos os amantes de MMA do planeta, não assistiu a luta mais importante de sua vida. “Minha esposa nunca assiste minhas lutas, ela sempre vai ao supermercado na hora da luta e eu ligo depois contando como foi (risos)”, revelou, para a risada geral.
REVANCHE PARA FEDOR, SUPER LUTA COM LESNAR?
Campeão da categoria, Alistair Overeem esperava pela vitória de Fedor para defender seu cinturão contra o russo, mas o triunfo de Werdum, velho conhecido do holandês (Werdum já finalizou Overeem no Pride), colocou água no chope do Strikeforce. Quando todos esperavam pelo desafio a Overeem no fim do combate, Werdum repetiu o que havia dito à TATAME antes da luta: “eu venci hoje, mas Fedor é o melhor. Eu gostaria de enfrentá-lo novamente“. Em seu discurso de vitória, que já estava ensaiado dias antes do combate, Werdum incluía uma super luta contra Brock Lesnar, campeão peso pesado do UFC. E agora, alguém duvida?
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Werdum-e-a-vitoria-historica-sobre-Fedor
Por Guilherme Cruz
Foto Esther Lin
Descontraído e relaxado antes da luta, fazendo piadas com os companheiros e brincando nos bastidores do evento, Werdum mudou de fisionomia a caminho do octagon. Focado, ele queria vencer. Meses antes do combate, o gaúcho confidenciou à TATAME que sua estratégia seria atacar o pescoço do russo. “O Fedor nunca bateria no braço ou na perna”, ele disse na época. Do outro lado, Emelianenko mantinha sua tradicional fisionomia. A “barriguinha” estava lá, e o rosto frio, como de costume, encarou Werdum antes do soar do gongo. “Eu não senti medo, lutar é a minha vida”, rebateu o brasileiro.
A VITÓRIA DO JIU-JITSU
Assim que a luta começou, Fedor tomou o centro do octagon e, depois de levar um low kick, apertou mais o ritmo e deixou Fabrício rodar o octagon, mais perto da grade, enquanto preparava o ataque. Os golpes atingiram Werdum, que balançou e caiu. Ou será que o brasileiro se jogou para trás para trazer Fedor para sua guarda? Não faz diferença, o importante é que Werdum conseguiu segurar o ímpeto do russo e, na malandragem do Jiu-Jitsu, atacou seu braço. Fedor escapou, como Werdum havia previsto, mas foi então que o gaúcho atacou o pescoço com um justíssimo triângulo.
“O estrangulamento foi duplo... No braço e no pescoço... Todos viram? (risos)”, indagou Fabrício na coletiva de imprensa, provocando as gargalhadas dos jornalistas. “Mas eu vou mostrar esse estrangulamento no meu próximo seminário (risos). O próximo seminário é barato, só vai custar 10 dólares”, emendou, fazendo até Renato Babalu, que o ajudou na tradução das perguntas, perder o fôlego com as risadas. “Eu não gosto de ficar no quarto sozinho, porque a minha cabeça fica pensando demais na luta. Ficar fazendo piada com os meus amigos é muito bom pra mim, fico jogando vídeo-game o tempo todo”, revela.
Quanto à sua estratégia, o brasileiro credita o sucesso aos companheiros e treinadores. “É impossível ganhar uma luta como essa, contra o melhor do mundo, sozinho, então é importante que tenha um suporte, um time forte. Isso te dá muita força na hora da luta”, agradece, revelando que sua esposa, ao contrário de todos os amantes de MMA do planeta, não assistiu a luta mais importante de sua vida. “Minha esposa nunca assiste minhas lutas, ela sempre vai ao supermercado na hora da luta e eu ligo depois contando como foi (risos)”, revelou, para a risada geral.
REVANCHE PARA FEDOR, SUPER LUTA COM LESNAR?
Campeão da categoria, Alistair Overeem esperava pela vitória de Fedor para defender seu cinturão contra o russo, mas o triunfo de Werdum, velho conhecido do holandês (Werdum já finalizou Overeem no Pride), colocou água no chope do Strikeforce. Quando todos esperavam pelo desafio a Overeem no fim do combate, Werdum repetiu o que havia dito à TATAME antes da luta: “eu venci hoje, mas Fedor é o melhor. Eu gostaria de enfrentá-lo novamente“. Em seu discurso de vitória, que já estava ensaiado dias antes do combate, Werdum incluía uma super luta contra Brock Lesnar, campeão peso pesado do UFC. E agora, alguém duvida?
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Werdum-e-a-vitoria-historica-sobre-Fedor
Por Guilherme Cruz
Foto Esther Lin
9 de jun. de 2010
Demandas energéticas
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Você está treinando de acordo com a especificidade e as demandas energéticas do seu esporte? Você conhece as demandas energéticas da sua modalidade? Jiu Jitsu, Judô, MMA, Wrestling?Antes de começarmos a definir que tipos de demandas energéticas o MMA, Jiu-Jitsu ou Judô possuem, precisamos entender um dos princípios mais importantes do treinamento desportivo: o princípio da especificidade.
Antes de planificarmos um treinamento, precisamos conhecer que tipos de sistemas energéticos essa modalidade possui. Devemos sempre treinar de acordo com as demandas energéticas da nossa modalidade. Nós possuímos três tipos de vias energéticas. A via aeróbia e a via anaeróbia, que é dividida em alática e lática. Anaeróbia com oxigênio e anaeróbia sem oxigênio; lático com lactato e alático sem lactato.
Entendendo esses conceitos, vamos começar a descobrir que tipos de vias de energia o MMA, Jiu-Jitsu, Judô, Wrestling, possuem. Via Anaeróbia lática? Anaeróbia alática? Aeróbia, Mista ou todas incluídas?
Princípio da especificidade: Este princípio, como a própria terminologia propõe, baseia-se nas particularidades, nas características específicas da atividade. Assim, todo o treinamento deve ser direcionado em função dos requisitos específicos da própria atividade escolhida, levando-se em consideração principalmente às qualidades físicas, o sistema energético predominante e a coordenação motora exigida (técnicas específicas).
Sistemas Energéticos: ATP é energia para os músculos, assim como para todas as células do corpo, a fonte de energia que mantém tudo funcionando é chamada de ATP. O Trifosfato de Adenosina é o instrumento bioquímico que serve para armazenar e utilizar energia. O exercício é uma atividade ativa, portanto demanda muita energia. A quantidade de ATP de reserva que se tem no organismo é muito pequena: Só é capaz de ser utilizada em contrações que duram, no máximo, três segundos. Então, o organismo desenvolveu ao longo dos milênios a capacidade de ressintetizar o ATP. A musculatura esquelética possui um sistema muito eficiente (aproximadamente 20%) de transferência de energia química, do ATP, em energia mecânica, dos movimentos. A energia que obtemos para ressintetizar ATP vem dos alimentos.
Há três vias de ressíntese de ATP: Anaeróbica, que pode ser Alática (não tendo ácido lático como produto final) ou Lática (ácido lático como produto final); e aeróbica (reações que dependem do oxigênio). O processo bioquímico que deflagra esses mecanismos é a baixa do ATP de reserva, estimulando a ressíntese. Todas as vias de ressíntese de ATP são estimuladas simultaneamente; o que determina qual delas irá participar mais é a intensidade e duração de determinado exercício, pois cada uma dessas vias possui características bioquímicas diferentes. O ponto mais importante desse tema é a mensagem de que a prática de exercícios físicos é a medida de maior impacto em saúde pública, na melhoria da qualidade de vida e sobrevida, a mais barata e com maiores evidências.
Via Anaeróbica alática
O processo pelo qual há liberação de energia para ressíntese, através da via anaeróbica alática, é a hidrólise da creatina-fosfato, uma molécula existente no músculo esquelético, que se constitui em uma creatina ligada a um radical fosfatídico de alta energia. A hidrólise da molécula libera energia, que é utilizada na contração muscular; não é usado o oxigênio e não se forma ácido lático. Esta via está envolvida em exercícios rápidos ou situações de transição imediata. Um exemplo cotidiano de exercício anaeróbico alático é atividade de curta duração: dar uma corrida rápida para pegar um ônibus, subir um lance de escada, carregar um objeto por uma distância curta. Demora cerca de 8 a 10 segundos, 3 vezes a mais do que o ATP de reserva suporta (cerca de 3 segundos). Quanto mais prolongado, mais aeróbico é o exercício; depois de 2 minutos, a via aeróbica começa a se tornar prioritária.
Via anaeróbica lática
É a aceleração específica da via glicolítica, com liberação de ácido lático, que é a molécula de piruvato modificada. A vantagem da via lática é ser mais potente, mas possui como desvantagem a produção de ácido lático, após alguns segundos. Há mecanismos que inibem a via glicolítica, como a acidose intramuscular. O lactato é reaproveitado pelo organismo, entretanto, o h + livre no músculo provoca acidose muscular, causando dor e queimação. A acidose também inibe a ligação entre o cálcio e a tropomiosina, ou seja, há inibição do próprio mecanismo de contração. A duração é intermediária: mais de 10 segundos e menos de 2 minutos; para durar mais de 2 minutos, deve-se baixar a intensidade, passando a ser aeróbico. A subida de alguns lances de escada pode ser considerada como uma atividade que demanda a via anaeróbica lática.
Via aeróbica
Envolve a via glicolítica, formando ácido pirúvico que passa pela mitocôndria, ciclo de krebs e cadeia respiratória. O oxigênio chega como aceptor final de elétrons para formar água. A molécula de glicose é quebrada na via glicolítica, formando duas moléculas de piruvato, com três carbonos. No final, a molécula de glicose libera água e Co2, lembrando uma reação inversa de fotossíntese.
A desvantagem da via aeróbica é a sua lentidão, sendo dependente de várias enzimas, de oxigênio e da passagem de piruvato para dentro da mitocôndria. Para funcionar efetivamente, demora de 1 a 2 minutos. Os exercícios tipicamente aeróbicos são de longa duração e intensidade moderada. Uma corrida ou pedalada longas podem ser consideradas como exercícios aeróbicos.
Conclusão:
Procurem sempre estar treinando de acordo com as demandas energéticas exigidas pela sua modalidade. Se você luta 3 rounds de 3 minutos exaustivamente com uma intensidade altíssima, e com períodos curtíssimos de descanso entre os rounds, você está mais próximo do sistema Anaeróbio lático, mas entenda que somando esses rounds todos, mais o tempo que você espera dentro do vestiário, o sistema aeróbio está sendo bastante requisitado também.
Agora nessa mesma disputa, no final do round, dez segundos finais por exemplo , você precisa daquela queda, daquela finalização ou daquele lindo e eficiente nocaute, o sistema anaeróbio alático está sendo bastante requisitado. Dentro desses conceitos, experimente desenvolver seu treinamento dentro da especificidade da sua modalidade. Se você num combate precisa empurrar um adversário para fora e somar pontos com isso, tente empurrar um companheiro de treino e não um carro, se você precisa tirar o adversário do chão para passar uma guarda, por exemplo, e somar pontos, levante um companheiro de treino e não um latão.
*Rodrigo Artilheiro é formado em Educação Física pelo Instituto Metodista Bennet, faixa-preta de Judô, Jiu-Jitsu e integrante da CBLA
Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/06/01/Demandas-energeticas-da-sua-modalidade
Consequências do Nocaute
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Como telespectador e fã de Boxe e MMA, além das finalizações (MMA), não há nada mais empolgante do que assistir ao fim do tempo regulamentar do combate por nocaute. Apesar de ser algo quase hipnótico e querer visualizar em minúcias o desfalecimento momentâneo do outro lutador, um trauma na cabeça mais grave ou a sucessão deles em níveis variados podem trazer consequências devastadoras ao atleta.Muhammad Ali, um dos melhores boxeadores de todos os tempos, aos 42 anos de idade, daria inicio a uma série de sintomas que o acompanham até os dias de hoje: tremores, lentidão de movimentos, fala arrastada e inexplicável fadiga. O Neurologista Stanley Fahn, examinou-o na Universidade de Columbia, referência mundial em diagnóstico e tratamento da doença de parkinson, e diagnosticou seu "parkinsonismo".
Em seguida, a imprensa e os fãs começaram a questionar se foi o Boxe o principal causador da doença. Não havia nenhuma forma de afirmar, categoricamente, que foi o Boxe a principal causa. O fato é que, pelas informações científicas na época, o que poderia ser afirmado é que ele desenvolveria a doença, mesmo se fosse um bailarino, contador ou profissional de qualquer outra área.
Entretanto, modalidades como o Boxe, na qual a probabilidade de lesões no cérebro são maiores comparados ao MMA, por exemplo, sempre existe o risco de traumas na cabeça e lesões no cérebro, do mesmo modo que existe grande possibilidade de L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) em indivíduos que passam boa parte do tempo digitando no trabalho, sem condições ergonômicas adequadas de teclado e/ou cadeira.
Em 1928, o patologista Harrison Martland, descrevia uma síndrome, na qual percebia que boa parte dos atletas pareciam bêbados fora dos ringues. Estimou que metade de todos os pugilistas veteranos profissionais tinha a doença. Dentre eles, lutadores lendários como Joe Louis, que desenvolveu sintomas de demência e Sugar Ray Robinson, que morreu com a doença de Alzheimer.
Atualmente, os especialistas utilizam outros termos para denominar a síndrome de "bêbado": traumatismo crônico crânio-encefálico, encefalopatia crônica traumática, encefalopatia do pugilista e "demência pugilistica", termo médico recente utilizado para descrever os casos mais graves. Além desse, a literatura agora também tem uma nova denominação: "parkinsonismo pugilistico". Já é consenso que vítimas em função de lesões no cérebro são mais propensas a desenvolver doença de Alzheimer do que Parkinson.
Por outro lado, parece existir um vínculo genético entre a doença de Alzheimer e lesões traumáticas. Uma variação genética comum conhecida como ApoE4, tem sido associada a um aumento na gravidade da lesão cerebral de lutadores com mais de 12 lutas profissionais registradas. Em estudo prévio, foi sugerido que alguns indivíduos podem ser geneticamente mais predispostos a sofrer dano neurológico em razão de golpes na cabeça.
Os sintomas de doenças neurológicas em lutadores podem ser observadas sob 3 aspectos:
• Motor - Fala um pouco arrastada, é um dos primeiros sinais de danos cerebrais. Outras deficiências comuns são: falta de coordenação, movimentos lentos, voz enfraquecida, rigidez, problemas de equilíbrio e tremores;
• Cognitivo - Com aplicação de alguns testes, é verificado facilmente que os atletas apresentam baixa concentração, déficits de memória e diminuição da velocidade mental (raciocínio). Além disso, com o agravamento, o lutador pode apresentar amnésia profunda, déficits de atenção,
lentidão de pensamento;
• Comportamental - Os sinais mais comuns incluem irritabilidade, falta de discernimento, paranóia e explosões de violência e fúria, muitas vezes, "inexplicáveis".
Já em 1969 um estudo realizado por pesquisadores britânicos descobriu que um em cada seis pugilistas profissionais aposentados sofriam de graves danos cerebrais. Os sintomas começaram a aparecer, em média, 16 anos depois do fim da carreira. Os que lutaram mais (além dos 28 anos), estatisticamente, foram considerados de maior risco, assim como os que tinham derrotas no cartel, especialmente por nocaute. Sugeriu-se que a cada trauma mais contundente e/ou nocaute, ocorra perturbação na fisiologia normal do indivíduo, com danos irreparáveis às células nervosas.
Outra teoria sustenta que os golpes na cabeça causem distúrbios substanciais à química do cérebro, conduzindo a resposta imune com danos ao sistema nervoso central.
O MMA e o Boxe são esportes em que "ferir" um oponente é um objetivo explícito: atingindo e danificando o cérebro, por nocaute (MMA ou Boxe), ou lesionando articulações e ligamentos (no caso das finalizações "articulares" realizadas no MMA). Esse fato inequívoco conduziu uma reviravolta e mobilização de diversas associações médicas, solicitando a abolição do Boxe e, posteriormente, do MMA (principalmente nos Estados Unidos).
Hoje, por intermédio das comissões atléticas que sancionam os dois esportes nos EUA, foram decretadas regras de saúde rigorosas, objetivando manter a integridade dos atletas. Dentre as principais, estão: realização de ressonância magnética (anual e, porventura, antes de algum combate caso seja solicitado); proibição de participação por período determinado em um próximo combate para aqueles que perderam seis vezes consecutivas (independentemente do modo como perdeu) ou em três lutas consecutivas (se a perda foi por nocaute ou nocaute técnico).
Concluímos este artigo salientado que essas medidas foram muito importantes para minimizar os problemas associados a golpes na cabeça e possíveis implicações diretas à saúde dos atletas. Todavia, não resolve em definitivo o principal desafio, que é quando a lesão se torna crônica, já instaurada. A preocupação da comunidade científica agora é de encontrar marcadores pré-clínicos, para tentar identificar sinais de lesão antes de o lutador apresentar sintomas permanentes. Assim, poderia até ser recomendado previamente que interrompa a carreira antes de um acontecimento trágico, como a morte, por exemplo.
* Leandro Paiva é colaborador especial da TATAME, autor do livro Pronto Pra Guerra, mantém um Blog diário e possui um canal de TV abordando todos os aspectos da preparação de lutadores.
Referência:
1) Clancy, F. The Bitter: Head blows from boxing can cause dementia and Alzheimer’s. Can the same chronic brain injury also lead to Parkinson’s? Neurology Now, p.24-25, 2006;
2) Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. Amazonas: OMP Editora, 2009.
Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/05/27/Consequencias-do-Nocaute
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