EDUARDO RICCI JIU JITSU MARINGÁ

24 de jul. de 2010

SEISCENTOS FAIXAS-PRETA LUTARAM NO CAMPEONATO MUNDIAL 2010 DA CBJJE

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo, realizou nos dias 16, 17 E 18 de julho, no Ginásio Geraldo José de Almeida, no Complexo do Ibirapuera, São Paulo, o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo 2010.
O evento apresentou números impressionantes, tanto no número de Atletas como no público presente, só para se ter uma idéia seiscentos faixas-preta lutaram o Mundial da CBJJE, o maior número registrado por nossa equipe foi o de 250 Pretas, em uma época em que se oferecia 10 mil reais no absoluto.
No total três mil Atletas participaram do Mundial 2010, que neste ano voltou a ser realizado no principal Ginásio do complexo do Ibirapuera.
A CBJJE já consolidou uma marca de qualidade em seus eventos, é bom que se diga que desde sua primeira edição, os tatames usados sempre foram novos, agora com a implantação de placares eletrônicos o público pode ter um maior controle sobre o tempo oficial de luta e pontuação. "Claro que ainda há muito a ser melhorado, mas a cada ano temos investido cada vez mais no conforto e também na premiação para os atletas." declarou Moisés Muradi presidente da CBJJE.
Para se ter uma idéia na Edição 2010 do Campeonato Panamericano que será realizado em Brasília de 22 a 24 de outubro, a CBJJE e FBJJ sob o comando de Roney Silva irão dar no Absoluto Faixa-Preta um Automóvel 0Km, para o Absoluto Faixa-Marrom será dado uma Moto 0Km e para a Equipe Campeã será entregue uma TV de Plasma de 42". Lembrando a todos os Atletas que as premiações em dinheiro não podem ser oferecidas pois inviabilizaria o Bolsa Atleta. Na categoria Adulto Faixa-Preta Galo o campeão foi Jussier Vieira da Nova União, na Pluma Bernardo Pitel da Nova União, no peso Pena Mário Reis da Gracie Barra foi o campeão que mais chamou a atenção do público, no Leve que levou a melhor foi Moacir Mendes da Gracie Barra, no Médio Adriano Silva da Barbosa, Meio Pesado Diogo Almeida da Ryan Gracie, Pesado Evandro Pena da Guigo, Super-Pesado Daniel Azevedo da Cia Paulista, na Pesadíssimo Adrian Naliato da E.O. Saraiva que surpreendeu a todos e no Absoluto Rodolfo Pereira da GF Team foi o grande Campeão que levou uma passagem para o Japão. No Feminino os destaques ficam para as atletas cariocas Beatriz Mesquita Gracie Humaitá e Helen Bastos da Game Fight.

Confira o resultado Oficial por Equipes:

CLASSIFICAÇÃO EQUIPE



1ª Colocada Nova União



2ª Colocada FAJJE



3ª Colocada Lótus Club
Fonte:http://www.x-combat.com.br/campeonatos_2010/mundial_cbjje/capa_mundial_cbjje_2010.htm

TOP 10 FINALIZAÇÕES MMA

Focada no Mundial, Nova União treina duro em Dallas


Parte do time da Nova União já está reunida nos Estados Unidos, onde se prepara para o Mundial de Jiu-Jitsu. Nesta primeira semana do camp, os treinamentos foram em Dallas, na Octagon MMA, onde Bruno Bastos dá aulas.


“Estou quebrado. Já estão aqui o Marcelino Freitas, o Rodrigo Feijão e o Daniel Garcia. Também treinamos na academia do Travis Lutter, que conta com uma galera muito dura para este Mundial, e tem a galera do Gustavo Dantas, que está dura para o campeonato”, conta Bruno Bastos.

A Nova União faz uma reestruturação no Jiu-Jitsu e os primeiros resultados começam a aparecer. No Campeonato Brasileiro deste ano, o time ficou em terceiro lugar.

“Fomos muito bem no primeiro final de semana do Brasileiro e, no segundo, como não estávamos com muitos faixas-pretas, ficou difícil acompanhar. Mesmo assim ficamos em terceiro. Nesse Mundial temos a meta de conseguir pelo menos 10 medalhas em todas as faixas. Ainda não dá para ganharmos, mas a ideia é, no próximo ano, entrarmos com uma equipe bem maior. Faremos agora camps para todos os eventos grandes e continuamos nos organizando. Vamos crescer”, comenta Rodrigo Feijão, um dos comandantes nessa reformulação.

Entre as principais apostas da NU neste Mundial estão a dupla de gêmeos Broadnax, entre eles Christian, campeão peso e absoluto do Pan na faixa-azul juvenil. Agora a dupla estreia no adulto. Também não podem ser esquecidos Steven Rosenberg, terceiro no último Mundial no leve marrom, mas que lutará entre os pretas agora, a nova pedreira na faixa-preta Daniel Garcia, e os conhecidos do time Ricardo Demente, Bruno Bastos e Marcelino Freitas.

“Os treinos estão muito bons. Começamos no último domingo e tem muito treino duro. O Bruno vai chegar muito bem e eu também”, avisa Marcelino, que terá uma dura missão no peso pena.




Fonte: http://www.graciemag.com/pt/2010/05/focada-no-mundial-nova-uniao-treina-duro-em-dallas/

Fedor não dá o braço (e o pescoço) a torcer e diz que não vai treinar Jiu-Jitsu


Fedor foi finalizado, mas não desiste. O maior lutador do MMA da história não deixou que a derrota para Fabricio Werdum, no Strikeforce de 26 de junho (sua primeira derrota em dez anos), diminuísse sua crença nos seus treinamentos.
Certo ou teimoso, o monstro ucraniano criado na Rússia disse que não vai treinar Jiu-Jitsu, em entrevista publicada hoje no site de MMA de Steve Rattlesnake. “Não treino nada de Jiu-Jitsu. Sambo é superior”.

Bem, por mais que Werdum discorde um pouco disso, Fedor demonstrou fé no seu programa de treinamentos e apontou sua principal falha na luta: o excesso de autoconfiança e a certeza da vitória.

Confira os melhores trechos da entrevista de Fedor, dada a um repórter na Rússia:

Você gostaria de uma revanche com Fabricio Werdum?

Se ele concordar, claro que eu gostaria de lutar novamente com ele. Fui vítima de meus próprios erros. Coisas assim acontecem. A data da revanche pode ser qualquer uma, mas é uma coisa para o (técnico) Vadim e o Strikeforce decidirem. Não decido essas coisas sozinho.

Você se preparou para a luta afiando seu Jiu-Jitsu? Ou você acha que seu erro foi não ter treinado com um especialista no Jiu-Jitsu para a luta?

Não, eu não treino Jiu-Jitsu, nada. Treino sambo. Sambo é um sistema de luta de solo superior. Naquela noite, o erro que causou a derrota não foi no treino, nem na preparação. Fui eu que entrei com excesso de confiança. Minha preparação foi excelente e meus treinadores trabalharam bem para me deixar na melhor forma.

Fabricio Werdum declarou que faria essa revanche até na Rússia. O que acha?

Se ele conseguisse organizar, eu topo. (Risos). Mas o MMA não é benvindo aqui atualmente…

Fonte:http://www.graciemag.com/pt/2010/07/fedor-nao-da-o-braco-e-o-pescoco-a-torcer-e-diz-que-nao-vai-treinar-jiu-jitsu/

Veteranos e o show de Jiu-Jitsu no Rio

O Internacional de Másters e Sêniors de Jiu-Jitsu é um dos campeonatos mais esperados pela velha guarda da arte suave. Desde que foi criado, em 1999, diversos campeões mundiais e muitos coroas cascas grossas já participaram do evento. Mas nos dois últimos anos, o evento vinha sendo ofuscado pelo novato Rio Internacional Open de Jiu-Jitsu, evento que ocorre paralelamente ao Masters e Seniors. Este ano, porém, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ) acertou o cronograma e os veteranos mais uma vez tiveram o destaque que merecem.

Entre sorrisos, abraços e muitas histórias para contar, o resultado foi o que menos importou para alguns. Para outros, como Carlos Henrique, faixa-preta e líder da equipe Brazil 021, lutar foi mais que um prazer, foi superação. Em 2009, Carlos Henrique foi baleado no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, sobreviveu e hoje foi aplaudido de pé ao chegar na final da categoria pesado do Sênior 1. A derrota por 9x0 para Roberto Gordo, líder da Gordo Jiu-Jitsu, teve sabor de vitória para quem há poucos meses esteve entre a vida e a morte. Já Gordo, inventor da meia guarda, deixou seus alunos de Jiu-Jitsu e MMA muito orgulhosos.

No Sênior 1, o policial civil Paulo Peposo Cury conquistou o tricampeonato na categoria super pesado e ficou feliz, de participar da competição, mesmo sem ter conseguido treinar. “Luto há 10 anos este campeonato. Não consegui me preparar, mas não podia ficar de fora. Agora tenho seis títulos, são três no master e três no senior”, revelou o mineiro. E o que falar dos cascas-grossas da Nova União Rafael Carino e André Marola? “Bate a foto aqui cara. É a velha guarda do Jiu-Jitsu, fizemos três lutas cada e fechamos a categoria pesadíssimo”, dizia Marola, com um sorriso que não cabia mais no rosto. É claro que nós atendemos o pedido.

No Sênior 2, o grande destaque foi a dupla Adilson Brites, o Juquinha, e o Wellington Megaton. Os veteranos da Gracie Humaitá venceram suas respectivas categoria, como fizeram em 2009, e esperam repetir o feito do ano passado, quando fecharam o absoluto. “Se Deus quiser isso irá acontecer de novo este ano”, disse Juquinha. No Sênior 3, o incansável Helvécio Penna, que aos 49 anos conquistou recentemente o Estadual do Rio entre os adultos, faturou a categoria pesado e amanhã parte em busca do bicampeonato absoluto. “Eu ia lutar no adulto também, mas eu estava com uma contusão no joelho que me atrapalhou na preparação”, revelou o faixa-preta de Ricardo De La Riva.

Telles que repetir desempenho de 2009

No Máster, o campeão peso e absoluto em 2009, Eduardo Telles, foi o destaque da categoria meio-pesado. O inventor da esquisitíssima guarda tartaruga, fez quatro lutas, vencendo na final André Bastos (Nona União) por 7x0. “Ano passado venci no pesado, mas este ano desci de categoria. Espero conquistar o bicampeonato absoluto no master amanhã”, declarou o campeão, que, diferente do ano passado, não irá lutar entre os adultos. “Ano passado eu fiz quatro lutas antes de lutar no adulto. Peguei a garotada fresquinha”, brincou.

Hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu, Saulo Ribeiro estava afastado das competições de quimono há três anos, desde que ficou com a prata no Mundial de 2007, naquela que foi a sua décima primeira final de mundial. Casca-grossa consagrado, Saulo veio de San Diego para buscar seu primeiro título entre os “coroas”, e fez bonito. Com três finalizações Saulo levou o ouro na categoria dos pesados.

Quem também lutou bem, e venceu, foi Bruno Bastos. Radicado em Dallas, Bruno está no Brasil há uma semana, mas não consegue se afastar das competições. Em sete dias, o faixa-preta da Nova União subiu duas vezes ao pódio, desta vez ele faturou a categoria super pesado máster. No galo, o campeão foi Pablo dos Santos, enquanto Felipe Costa ficou com o título entre os plumas. No pluma, Frédson Alves somou pontos valiosos para a Gracie Humaitá ao conquistar o ouro. O pena foi para Gabriel Wilccox e o médio ficou com Adriano Silva, da Barbosa Jiu-Jitsu.

Leo Nogueira e Rodolfo Vieira fazem final do Rio Open

Pelo segundo ano consecutivo, Rodolfo Vieira chega a final do absoluto do Rio Open. Ano passado, o casca-grossa da GFTeam perdeu a final para Braga Neto, mas este ano parece estar disposto a não perder a batalha. “Espero que dê tudo certo. A expectativa são as melhores, eu treinei muito e não quero perder este título novamente”, disse Rodolfo, que venceu três lutas por finalização, inclusive na semifinal contra Fabiano Souza (Alliance), quando aplicou um estrangulamento pelas costas.

Mas do outro lado Rodolfo irá encarar a pedreira Leonardo Nogueira, da Alliance. Apesar de vencer as três lutas que fez hoje por pontos, Leo mostrou um jogo consistente e maturidade para buscar seu primeiro título. “Ano passado foi o meu primeiro de faixa-preta. Estou bem mais maduro agora, mais focado e quero este título”, revelou o campeão mundial na faixa marrom.

Amanhã acontecem todas as categorias do adulto e todos os absolutos do masters e seniors, além da final do absoluto adulto. Clique aqui e confira uma galeria de fotos do Rio Open e do Internacional de Másters e Sêniors e fique ligado na TATAME para saber tudo o que está rolando no Tijuca Tênis Clube.

Fonte :http://www.tatame.com.br/2010/07/24/Veteranos-e-o-show-de-Jiu-Jitsu-no-Rio

22 de jul. de 2010

Overtraining: o excesso de exercício prejudicando o corpo


Com a crescente valorização do "corpo perfeito" dada pela mídia aos marombeiros de plantão, as pessoas estão cada vez mais procurando as academias e clubes esportivos visando atingir, através de exercícios físicos, um corpo mais musculoso e fortificado. Porém, em muitos casos o sujeito malha, malha, malha e não percebe ganho algum de massa muscular nem aumento da resistência orgânica. Com isso ele pensa: bom, se não estou melhorando meu organismo com a dosagem atual de exercícios então vou aumentar esta dosagem de modo a que possa obter os resultados que desejo. Neste momento é que começa o problema; muitas vezes a não obtenção imediata dos resultados esperados faz com que as pessoas aumentem a dose de exercícios, quando na verdade deveriam descansar, começando a partir daí a ficar caracterizado um dos principais fenômenos observados na educação física atual: o overtraining.


O overtraining pode ser definido como sendo a condição na qual as pessoas apresentam baixo nível de desempenho, apesar do treinamento continuado ou até mesmo aumentado (Maughan, Gleeson e Greenhaff, 2000). A grande causa do estabelecimento do estado de overtraining é o excesso de exercício, conduzindo a uma resposta de estresse, intensificada pelo tempo insuficiente de recuperação entre os períodos de atividade. Segundo Lima (2001, citada por Arruda, 2002) os principais sintomas apresentados são o aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, a insônia, a irritabilidade e queda do sistema imunológico. Como conseqüências do overtraining, vários tipos de lesões músculoesqueléticas podem surgir, dentre as quais destacam-se os chamados microtraumas, que podem ser definidos como sendo traumas que não causam dor, edema ou impotência funcional, mas que, pela repetição excessiva de exercícios, produzem lesões no tecido muscular, surgindo, assim, as lesões causadas por overtraining. Devido ao seu caráter silencioso e a gravidade quer podem representar quando se manifestam clinicamente, são considerados o "câncer" da prática esportiva (Matsudo, 2002). Os principais exemplos de microtraumas disseminados no meio esportivo são as osteocondrites, fraturas por estresse, miosites, tendinites, rupturas parciais e rupturas totais de tendões.

Um indício prático de lesões musculares em atletas sob overtraining é a elevação das proteínas musculares no plasma (em geral, mioglobina, creatina cinase, lactato desidrogenase e fragmentos de miosina). Outro indicador observado é o comprometimento na restauração dos estoques musculares de glicogênio, uma vez que após o exercício sabe-se que o glicogênio é depletado e posteriormente ressintetizado, porém, em músculos lesionados, há uma diminuição na capacidade de captação da glicose sangüínea necessária à ressíntese de glicogênio no músculo. A queda dos estoques de glicogênio intramuscular está associada a quedas nas concentrações muscular e plasmática da glutamina, proteína essencial para os leucócitos desempenharem suas funções de destruição de bactérias e vírus. Por este motivo é que se diz que em overtraining o sistema imunológico fica debilitado.

Há alguns anos atrás a síndrome do overtraining era característica de atletas profissionais. Agora, porém, estudos indicam que o overtraining é cada vez mais presente nas academias. Pesquisas recentes apontam que a média de tempo passada na academia pelos praticantes é de 11 horas por semana, quando na verdade o que se recomenda é o máximo de 5 horas de exercícios. Estes números revelam que os intervalos de descanso entre as sessões de treinamento são insuficientes para uma adequada recuperação das fontes energéticas musculares, podendo assim ocasionar inflamações nos músculos, causa suficiente para a perda de força muscular.

Dados preocupantes também são observados quando relacionamos o overtraining com crianças e adolescentes. Isto acontece porque hoje em dia, com a crescente valorização das competições infanto-juvenis, fica cada vez maior a cobrança de pais e treinadores para que seus respectivos filhos e atletas conquistem os melhores resultados. A associação entre o excesso de exercícios com várias outras ocupações tais como a escola, curso de computação, curso de inglês etc., leva a um estado de fadiga física e psicológica observado nas crianças e adolescentes, prejudicando-as em sua vida diária.

Um professor de educação física deve estar sempre atento em suas aulas para evitar que o estado de overtraining se estabeleça entre seus alunos. Uma conversa com os pais e responsáveis pelos praticantes sempre é importante para que se tenha uma idéia do quanto que cada aluno se desgasta fisicamente durante seu dia, ou seja, procurar saber se ele vai a escola e aos treinos de carro ou de ônibus, se mora perto ou longe do local das aulas, como está seu desempenho nas outras disciplinas escolares, enfim, informações que aparentemente são irrelevantes pata qualquer professor de educação física mas que na verdade são de fundamental importância para que ele avalie, por exemplo, o nível de estresse físico de seu aluno ao se deslocar de casa para a escola, ou também o nível de estresse mental ao tirar notas boas ou ruins nas demais disciplinas. Todas estas informações são importantes para que se evite uma cobrança exacerbada em cima de crianças e adolescentes que ainda estão em processo de desenvolvimento físico e psicológico e que muitas vezes não estão preparadas para responder a altura de tais cobranças.

Para concluir este artigo apontaremos aqui algumas medidas que devem ser tomadas no sentido de evitar que o estado de overtraining se estabeleça nas pessoas praticantes de exercícios físicos.

Para você que esta iniciando a prática de atividades físicas é importante saber que não se apresse em obter resultados imediatos, pois eles não vão aparecer por mais que você queira aumentar o ritmo de exercícios diários. Não se deixe levar pelos corpos fortes e musculosos que são vistos na televisão até porque, caso você não saiba, muitos deles são adquiridos a base de substâncias proibidas e não recomendadas para uso indiscriminado. O que se recomenda é um início em ritmo lento de exercícios e progressivamente ir aumentando este ritmo, pois assim os resultados são adquiridos muito mais facilmente.

Outras recomendações a se tomar são: 1) exercitar-se por, no máximo, cinco vezes por semana, uma hora por dia; 2) respeitar o tempo de recuperação do corpo, ou seja, respeitar um limite de 24 horas entre um exercício e outro; 3) manter a frequência ideal de batimentos cardíacos segundo a idade, o peso e o condicionamento; 4) variar o tipo de exercício, intercalando aeróbios e anaeróbios; e 5) manter a alimentação equilibrada e evitar dietas radicais. Ao tomar estas atitudes o praticante estará assegurando uma atividade muito mais prazerosa e sem riscos de excessos e possíveis lesões futuras.

Referências bibliográficas:

1) ARRUDA, Antonio. Excesso de exercício desestabiliza o corpo. O poti, poti família, Natal, n.º 192, p.8-10, set. 2002.

2) MAUGHAN, Ron., GLEESON, Michael., GREENHAFF, Paul L. Bioquímica do exercício e do treinamento. São Paulo: Manole, 2000.

3) MATSUDO, Víctor. Lesões e alterações osteomusculares na criança e no adolescente atleta. In: ROSE JR., Dante de. Esporte e atividade física na infância e adolescência. São Paulo: Artmed, 2002.

Allan José Silva da Costa

Agente de Anderson Silva sinaliza possível luta com Georges St-Pierre

O próprio lutador já tinha deixado no ar a possibilidade durante participação de bate papo com internautas do UOL no início desta semana. “Talvez no futuro poderemos ver esta luta”, disse. Agora o agente de Anderson Silva falou que existe a chance de ele enfrentar o canadense Georges St-Pierre em um dos embates mais esperados no MMA.

Dana White, presidente do UFC, cansou de declarar que era um de seus sonhos como cartola colocar os dois maiores lutadores dentre todos os pesos (pound-for-pound) da atualidade frente a frente no octógono. Só que ambos os lados sempre descartaram essa possibilidade, até para proteger as imagens de dois campeões do maior torneio de vale-tudo do mundo.

Mas parece que esse cenário está mudando. Ed Soares, empresário de Anderson Silva e responsável em negociar suas lutas com o UFC, disse em entrevista ao site norte-americano MMA Weakly que o brasileiro esperaria apenas uma definição do canadense em relação ao peso em que a luta seria realizada para negociar o combate.

“Digam para o GSP fazer o peso, que estaremos esperando”, resumiu o empresário, já que Anderson Silva é campeão dos médios (77 a 84 kg), mas também luta entre os meio-pesados (84 a 93 kg), e St-Pierre trabalha somente nos meio-médios (70 a 77 kg).

“Acho que para proteger os dois campeões, o mais inteligente seria se eles lutassem em um peso combinado, intermediário. Não tenho certeza, mas até acho que o Anderson conseguiria baixar para meio-médio, só que creio que seria bem mais fácil o Georges subir para os médios”, completou.

Uma luta entre Anderson e GSP faria parte dos planos do UFC para bater todos os recordes de venda de de pay-per-view em eventos de lutas, que ainda é do boxe. A luta mais comprada ainda é de Oscar de la Hoya contra Floyd Mayweather, em 2007, quando 2,4 milhões de pacotes foram comercializados. A histórica 100ª edição do UFC foi a que chegou mais perto, com 1,72 milhões

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/07/22/agente-de-anderson-silva-sinaliza-possivel-luta-com-georges-st-pierre.jhtm

27 de jun. de 2010

Werdum choca e, em 1min, finaliza o lendário Fedor no Strikeforce

O impensado aconteceu. O brasileiro Fabrício Werdum, que era considerado um completo azarão para sua luta da noite deste sábado, em rodada do Strikeforce, conseguiu uma vitória histórica. Junto com ele no octagon estava ninguém menos que o lendário Fedor Emelianenko, considerado por muitos o lutador mais completo do MMA, sendo comparado a Anderson Silva.

Em 1min09s, o gaúcho chocou os espectadores de San Jose, nos Estados Unidos, ao conseguir a finalização contra o russo, que teve apenas a segunda derrota em sua carreira. Ainda pelo Brasil, outra vitória marcou a noite: Cris Cyborg comprovou o favoritismo e manteve o cinturão das pesos pena, nocauteando.

A noite, no entanto, foi de Werdum, que conquistou sua 14ª vitória, a terceira consecutiva - tem quatro derrotas em seu cartel.

“Eu estou muito feliz. Ele é um cara tão forte, um ótimo lutador”, sorriu Werdum, ainda sob os olhares surpresos dos norte-americanos, que encheram o HP Pavilion com 12.649 espectadores.

O brasileiro já admitiu que pode dar a revanche para Fedor, que esperava vencer Werdum e enfrentar o campeão dos pesos pesados Alistair Overeem, holandês. “Eu ficaria feliz em lutar com Fedor novamente.”

“Quem não cai, não se levanta”, filosofou Fedor. “Eu estava concentrado na trocação e cometi um erro. Terei de ver novamente e analisar o que ocorreu”.

Durante a luta, Werdum teve um começo problemático, ao sofrer um uppercut de Fedor e mais uma série de golpes. Ao derrubar o brasileiro, no entanto, o russo se viu em meio a uma tentativa de triângulo do bicampeão mundial de jiu-jitsu. Sem sucesso, o gaúcho conseguiu puxar o braço do rival, que foi obrigado a desistir na chave de braço.

FEMININO
Enquanto Fedor ainda se preparava para a luta em que foi surpreendido, quem entrou no ringue na terceira luta em importância da noite em San Jose foi Cris Cyborg. Ela teve pela frente uma rival de cartel fraco, Jan Finney - oito vitórias e sete derrotas antes do combate.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/lutas/vale-tudo/ultimas-noticias/2010/06/27/werdum-choca-e-em-1min-finaliza-o-lendario-fedor-no-strikeforce.jhtm

Werdum finaliza Fedor e faz história no MMA


A edição do Strikeforce, realizada no último sábado (26), contava com a presença de grandes nomes do MMA. No card principal as lutas de Emilianenko Fedor, Cris Cyborg e Cung Le - todos considerados favoritos absolutos em seus combates - prometiam emoção ao show.

Nesse contexto, o main event da noite trouxe o confronto entre o, até então, imbatível Fedor (31-2) e o brasileiro Fabrício Werdum (14-4-1), que vinha de vitória contra Antonio Pezão. Contrariando as expectativas, Werdum não se intimidou e buscou o combate em pé. Em poucos segundos, Fedor mostrou supremacia na trocação e obrigou o brasileiro a sentar e fazer guarda.

Sem se intimidar com o famoso jogo de chão do brasileiro, Fedor partiu para o ground and pound e dava sinais que venceria a luta em instantes. Para o seu azar, o campeão mundial de jiu jitsu em 2004 e atual bi-campeão peso pesado do ADCC soube segurar a pressão na guarda e tentou um ataque no braço, bem defendido pelo russo.

Depois de escapar da tentativa de finalização, Emilianenko Fedor partiu para mais uma sequência de socos, desta vez quase com a guarda passada. Foi neste momento que Fabrício selou sua vitória. Com uma cambalhota repôs a guarda e, aproveitando o desequilíbrio do oponente junto à grade, encaixou um triângulo e partiu para um armlock da posição. Pela primeira vez, Fedor se viu obrigado a desistir e deu ‘apenas’ um tapa para sinalizar a derrota em 1:09 de luta, a mais rápida da noite.

Show de Werdum que, com a vitória, deverá ser o lutador mais desafio do momento. Em seu futuro já são cogitadas três possibilidades; uma revanche contra o russo, a disputa pelo cinturão da categoria contra Alistair Overeem e até mesmo seu retorno para o UFC. Agora é aguardar para ver o impacto deste grande feito em sua carreira

Favoritos vencem
Nos outros dois grandes combates da noite, a vitória foi para os favoritos. Campeã feminina do evento, a brasileira Cris Cyborg (10-1) não teve dificuldades para nocautear Jan Finney no segundo round. Depois de aplicar três knock downs no round inicial, Cyborg derrubou a oponente com uma joelhada e finalizou a adversária no ground and pound.

Vindo da primeira derrota na carreira em dezembro de 2009, Cung Le (7-1) conseguiu que o Strikeforce realizasse a revanche contra Scott Smith. Nesta luta, porém, o norte americano não conseguiu espaços e foi duramente castigado no primeiro round. Aos 1:46 da segunda etapa da luta, Cung Le aplicou um chute no corpo que impossibilitou o adversário de continuar no combate. Ao que tudo indica, Smith teve uma costela quebrada no golpe.


Strikeforce
June 26, 2010
San Jose, California, United States

Bobby Stack venceu Derrick Burnsed Decisão dividida
Yancy Medeiros nocauteou Gareth Joseph - 2° round 1:19
Bret Bergmark venceu Vagner Rocha Decisão unânime
Chris Cope nocauteou Ron Keslar - 2° round 4:32
Josh Thomson finalizou Pat Healy Submission - 3° round 4:27
Cristiane Santos nocauteou Jan Finney – 2° round 2:56
Cung Le nocauteou Scott Smith - 2° round 1:46
Fabricio Werdum finalizou Fedor Emelianenko – 1° round 1:09

Fedor lamenta a derrota: “Cometi um erro”

Meia noite de sábado (26) para domingo: este foi o exato momento em que o faixa-preta Fabrício Werdum entrou para a história do MMA como o único lutador a derrotar Fedor Emelianenko. Após sentir o sabor da derrota pela primeira vez na carreira, o russo comentou o duelo na coletiva de imprensa após o Strikeforce, que aconteceu na noite de ontem na Califórnia.

“No começo do round eu acertei Fabrício e queria finalizar a luta o quanto antes, e este foi o momento em que cometi um erro”, relembra Fedor, que já passou por situações semelhantes nas mais de 30 lutas de sua carreira. “Tiveram momentos em que consegui escapar, mas eu vacilei e paguei por isso. No momento em que teria que escapar, eu parei. Eu nunca tinha feito isso, e esse momento foi usado pelo Fabrício para travar as pernas”, lamenta.

No topo do mundo desde sua primeira vitória sobre Rodrigo Minotauro no Pride, Fedor disse sentir o peso de ser o número um há tanto tempo. “Acontece que me transformaram numa espécie de ídolo. Todo mundo perde, isso acontece. Eu sou um ser humano normal como qualquer outro, e se for a vontade de Deus eu vou vencer a próxima luta”, disse o russo, que deve ganhar a revanche contra o brasileiro.

Fedor não tem desculpas para a derrota. Werdum foi mais inteligente e venceu, mas ele lamenta ter desapontado seus fãs em sua 34ª luta. “Tentei me motivar e vir para essa luta na minha melhor forma, e a luta de hoje me mostrou que eu talvez não trabalhei o bastante. Eu não consegui fazer todas as minhas técnicas, isso significa que terei que trabalhar mais”, finalizou o russo, na coletiva de imprensa após o evento

Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Fedor-lamenta-a-derrota-Cometi-um-erro

Werdum e a vitória histórica sobre Fedor

Fabrício Werdum precisou de 69 segundos para deixar seu nome gravado na história do MMA. Um dia depois de completar 28 meses de sua demissão do UFC, o faixa-preta entrou no octagon do Strikeforce e conseguiu o que nenhum outro lutador jamais havia feito: forçar Fedor Emelianenko, ex-campeão do Pride e número um dos pesos pesados há mais de sete anos, a desistir.

Descontraído e relaxado antes da luta, fazendo piadas com os companheiros e brincando nos bastidores do evento, Werdum mudou de fisionomia a caminho do octagon. Focado, ele queria vencer. Meses antes do combate, o gaúcho confidenciou à TATAME que sua estratégia seria atacar o pescoço do russo. “O Fedor nunca bateria no braço ou na perna”, ele disse na época. Do outro lado, Emelianenko mantinha sua tradicional fisionomia. A “barriguinha” estava lá, e o rosto frio, como de costume, encarou Werdum antes do soar do gongo. “Eu não senti medo, lutar é a minha vida”, rebateu o brasileiro.

A VITÓRIA DO JIU-JITSU

Assim que a luta começou, Fedor tomou o centro do octagon e, depois de levar um low kick, apertou mais o ritmo e deixou Fabrício rodar o octagon, mais perto da grade, enquanto preparava o ataque. Os golpes atingiram Werdum, que balançou e caiu. Ou será que o brasileiro se jogou para trás para trazer Fedor para sua guarda? Não faz diferença, o importante é que Werdum conseguiu segurar o ímpeto do russo e, na malandragem do Jiu-Jitsu, atacou seu braço. Fedor escapou, como Werdum havia previsto, mas foi então que o gaúcho atacou o pescoço com um justíssimo triângulo.

“O estrangulamento foi duplo... No braço e no pescoço... Todos viram? (risos)”, indagou Fabrício na coletiva de imprensa, provocando as gargalhadas dos jornalistas. “Mas eu vou mostrar esse estrangulamento no meu próximo seminário (risos). O próximo seminário é barato, só vai custar 10 dólares”, emendou, fazendo até Renato Babalu, que o ajudou na tradução das perguntas, perder o fôlego com as risadas. “Eu não gosto de ficar no quarto sozinho, porque a minha cabeça fica pensando demais na luta. Ficar fazendo piada com os meus amigos é muito bom pra mim, fico jogando vídeo-game o tempo todo”, revela.

Quanto à sua estratégia, o brasileiro credita o sucesso aos companheiros e treinadores. “É impossível ganhar uma luta como essa, contra o melhor do mundo, sozinho, então é importante que tenha um suporte, um time forte. Isso te dá muita força na hora da luta”, agradece, revelando que sua esposa, ao contrário de todos os amantes de MMA do planeta, não assistiu a luta mais importante de sua vida. “Minha esposa nunca assiste minhas lutas, ela sempre vai ao supermercado na hora da luta e eu ligo depois contando como foi (risos)”, revelou, para a risada geral.

REVANCHE PARA FEDOR, SUPER LUTA COM LESNAR?

Campeão da categoria, Alistair Overeem esperava pela vitória de Fedor para defender seu cinturão contra o russo, mas o triunfo de Werdum, velho conhecido do holandês (Werdum já finalizou Overeem no Pride), colocou água no chope do Strikeforce. Quando todos esperavam pelo desafio a Overeem no fim do combate, Werdum repetiu o que havia dito à TATAME antes da luta: “eu venci hoje, mas Fedor é o melhor. Eu gostaria de enfrentá-lo novamente“. Em seu discurso de vitória, que já estava ensaiado dias antes do combate, Werdum incluía uma super luta contra Brock Lesnar, campeão peso pesado do UFC. E agora, alguém duvida?

Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/06/27/Werdum-e-a-vitoria-historica-sobre-Fedor

Por Guilherme Cruz
Foto Esther Lin

9 de jun. de 2010

Demandas energéticas

Você está treinando de acordo com a especificidade e as demandas energéticas do seu esporte? Você conhece as demandas energéticas da sua modalidade? Jiu Jitsu, Judô, MMA, Wrestling?

Antes de começarmos a definir que tipos de demandas energéticas o MMA, Jiu-Jitsu ou Judô possuem, precisamos entender um dos princípios mais importantes do treinamento desportivo: o princípio da especificidade.

Antes de planificarmos um treinamento, precisamos conhecer que tipos de sistemas energéticos essa modalidade possui. Devemos sempre treinar de acordo com as demandas energéticas da nossa modalidade. Nós possuímos três tipos de vias energéticas. A via aeróbia e a via anaeróbia, que é dividida em alática e lática. Anaeróbia com oxigênio e anaeróbia sem oxigênio; lático com lactato e alático sem lactato.

Entendendo esses conceitos, vamos começar a descobrir que tipos de vias de energia o MMA, Jiu-Jitsu, Judô, Wrestling, possuem. Via Anaeróbia lática? Anaeróbia alática? Aeróbia, Mista ou todas incluídas?

Princípio da especificidade: Este princípio, como a própria terminologia propõe, baseia-se nas particularidades, nas características específicas da atividade. Assim, todo o treinamento deve ser direcionado em função dos requisitos específicos da própria atividade escolhida, levando-se em consideração principalmente às qualidades físicas, o sistema energético predominante e a coordenação motora exigida (técnicas específicas).

Sistemas Energéticos: ATP é energia para os músculos, assim como para todas as células do corpo, a fonte de energia que mantém tudo funcionando é chamada de ATP. O Trifosfato de Adenosina é o instrumento bioquímico que serve para armazenar e utilizar energia. O exercício é uma atividade ativa, portanto demanda muita energia. A quantidade de ATP de reserva que se tem no organismo é muito pequena: Só é capaz de ser utilizada em contrações que duram, no máximo, três segundos. Então, o organismo desenvolveu ao longo dos milênios a capacidade de ressintetizar o ATP. A musculatura esquelética possui um sistema muito eficiente (aproximadamente 20%) de transferência de energia química, do ATP, em energia mecânica, dos movimentos. A energia que obtemos para ressintetizar ATP vem dos alimentos.

Há três vias de ressíntese de ATP: Anaeróbica, que pode ser Alática (não tendo ácido lático como produto final) ou Lática (ácido lático como produto final); e aeróbica (reações que dependem do oxigênio). O processo bioquímico que deflagra esses mecanismos é a baixa do ATP de reserva, estimulando a ressíntese. Todas as vias de ressíntese de ATP são estimuladas simultaneamente; o que determina qual delas irá participar mais é a intensidade e duração de determinado exercício, pois cada uma dessas vias possui características bioquímicas diferentes. O ponto mais importante desse tema é a mensagem de que a prática de exercícios físicos é a medida de maior impacto em saúde pública, na melhoria da qualidade de vida e sobrevida, a mais barata e com maiores evidências.

Via Anaeróbica alática

O processo pelo qual há liberação de energia para ressíntese, através da via anaeróbica alática, é a hidrólise da creatina-fosfato, uma molécula existente no músculo esquelético, que se constitui em uma creatina ligada a um radical fosfatídico de alta energia. A hidrólise da molécula libera energia, que é utilizada na contração muscular; não é usado o oxigênio e não se forma ácido lático. Esta via está envolvida em exercícios rápidos ou situações de transição imediata. Um exemplo cotidiano de exercício anaeróbico alático é atividade de curta duração: dar uma corrida rápida para pegar um ônibus, subir um lance de escada, carregar um objeto por uma distância curta. Demora cerca de 8 a 10 segundos, 3 vezes a mais do que o ATP de reserva suporta (cerca de 3 segundos). Quanto mais prolongado, mais aeróbico é o exercício; depois de 2 minutos, a via aeróbica começa a se tornar prioritária.

Via anaeróbica lática

É a aceleração específica da via glicolítica, com liberação de ácido lático, que é a molécula de piruvato modificada. A vantagem da via lática é ser mais potente, mas possui como desvantagem a produção de ácido lático, após alguns segundos. Há mecanismos que inibem a via glicolítica, como a acidose intramuscular. O lactato é reaproveitado pelo organismo, entretanto, o h + livre no músculo provoca acidose muscular, causando dor e queimação. A acidose também inibe a ligação entre o cálcio e a tropomiosina, ou seja, há inibição do próprio mecanismo de contração. A duração é intermediária: mais de 10 segundos e menos de 2 minutos; para durar mais de 2 minutos, deve-se baixar a intensidade, passando a ser aeróbico. A subida de alguns lances de escada pode ser considerada como uma atividade que demanda a via anaeróbica lática.

Via aeróbica

Envolve a via glicolítica, formando ácido pirúvico que passa pela mitocôndria, ciclo de krebs e cadeia respiratória. O oxigênio chega como aceptor final de elétrons para formar água. A molécula de glicose é quebrada na via glicolítica, formando duas moléculas de piruvato, com três carbonos. No final, a molécula de glicose libera água e Co2, lembrando uma reação inversa de fotossíntese.

A desvantagem da via aeróbica é a sua lentidão, sendo dependente de várias enzimas, de oxigênio e da passagem de piruvato para dentro da mitocôndria. Para funcionar efetivamente, demora de 1 a 2 minutos. Os exercícios tipicamente aeróbicos são de longa duração e intensidade moderada. Uma corrida ou pedalada longas podem ser consideradas como exercícios aeróbicos.

Conclusão:

Procurem sempre estar treinando de acordo com as demandas energéticas exigidas pela sua modalidade. Se você luta 3 rounds de 3 minutos exaustivamente com uma intensidade altíssima, e com períodos curtíssimos de descanso entre os rounds, você está mais próximo do sistema Anaeróbio lático, mas entenda que somando esses rounds todos, mais o tempo que você espera dentro do vestiário, o sistema aeróbio está sendo bastante requisitado também.

Agora nessa mesma disputa, no final do round, dez segundos finais por exemplo , você precisa daquela queda, daquela finalização ou daquele lindo e eficiente nocaute, o sistema anaeróbio alático está sendo bastante requisitado. Dentro desses conceitos, experimente desenvolver seu treinamento dentro da especificidade da sua modalidade. Se você num combate precisa empurrar um adversário para fora e somar pontos com isso, tente empurrar um companheiro de treino e não um carro, se você precisa tirar o adversário do chão para passar uma guarda, por exemplo, e somar pontos, levante um companheiro de treino e não um latão.

*Rodrigo Artilheiro é formado em Educação Física pelo Instituto Metodista Bennet, faixa-preta de Judô, Jiu-Jitsu e integrante da CBLA

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/06/01/Demandas-energeticas-da-sua-modalidade

Consequências do Nocaute

Como telespectador e fã de Boxe e MMA, além das finalizações (MMA), não há nada mais empolgante do que assistir ao fim do tempo regulamentar do combate por nocaute. Apesar de ser algo quase hipnótico e querer visualizar em minúcias o desfalecimento momentâneo do outro lutador, um trauma na cabeça mais grave ou a sucessão deles em níveis variados podem trazer consequências devastadoras ao atleta.

Muhammad Ali, um dos melhores boxeadores de todos os tempos, aos 42 anos de idade, daria inicio a uma série de sintomas que o acompanham até os dias de hoje: tremores, lentidão de movimentos, fala arrastada e inexplicável fadiga. O Neurologista Stanley Fahn, examinou-o na Universidade de Columbia, referência mundial em diagnóstico e tratamento da doença de parkinson, e diagnosticou seu "parkinsonismo".

Em seguida, a imprensa e os fãs começaram a questionar se foi o Boxe o principal causador da doença. Não havia nenhuma forma de afirmar, categoricamente, que foi o Boxe a principal causa. O fato é que, pelas informações científicas na época, o que poderia ser afirmado é que ele desenvolveria a doença, mesmo se fosse um bailarino, contador ou profissional de qualquer outra área.

Entretanto, modalidades como o Boxe, na qual a probabilidade de lesões no cérebro são maiores comparados ao MMA, por exemplo, sempre existe o risco de traumas na cabeça e lesões no cérebro, do mesmo modo que existe grande possibilidade de L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) em indivíduos que passam boa parte do tempo digitando no trabalho, sem condições ergonômicas adequadas de teclado e/ou cadeira.

Em 1928, o patologista Harrison Martland, descrevia uma síndrome, na qual percebia que boa parte dos atletas pareciam bêbados fora dos ringues. Estimou que metade de todos os pugilistas veteranos profissionais tinha a doença. Dentre eles, lutadores lendários como Joe Louis, que desenvolveu sintomas de demência e Sugar Ray Robinson, que morreu com a doença de Alzheimer.

Atualmente, os especialistas utilizam outros termos para denominar a síndrome de "bêbado": traumatismo crônico crânio-encefálico, encefalopatia crônica traumática, encefalopatia do pugilista e "demência pugilistica", termo médico recente utilizado para descrever os casos mais graves. Além desse, a literatura agora também tem uma nova denominação: "parkinsonismo pugilistico". Já é consenso que vítimas em função de lesões no cérebro são mais propensas a desenvolver doença de Alzheimer do que Parkinson.

Por outro lado, parece existir um vínculo genético entre a doença de Alzheimer e lesões traumáticas. Uma variação genética comum conhecida como ApoE4, tem sido associada a um aumento na gravidade da lesão cerebral de lutadores com mais de 12 lutas profissionais registradas. Em estudo prévio, foi sugerido que alguns indivíduos podem ser geneticamente mais predispostos a sofrer dano neurológico em razão de golpes na cabeça.

Os sintomas de doenças neurológicas em lutadores podem ser observadas sob 3 aspectos:

• Motor - Fala um pouco arrastada, é um dos primeiros sinais de danos cerebrais. Outras deficiências comuns são: falta de coordenação, movimentos lentos, voz enfraquecida, rigidez, problemas de equilíbrio e tremores;

• Cognitivo - Com aplicação de alguns testes, é verificado facilmente que os atletas apresentam baixa concentração, déficits de memória e diminuição da velocidade mental (raciocínio). Além disso, com o agravamento, o lutador pode apresentar amnésia profunda, déficits de atenção,

lentidão de pensamento;

• Comportamental - Os sinais mais comuns incluem irritabilidade, falta de discernimento, paranóia e explosões de violência e fúria, muitas vezes, "inexplicáveis".

Já em 1969 um estudo realizado por pesquisadores britânicos descobriu que um em cada seis pugilistas profissionais aposentados sofriam de graves danos cerebrais. Os sintomas começaram a aparecer, em média, 16 anos depois do fim da carreira. Os que lutaram mais (além dos 28 anos), estatisticamente, foram considerados de maior risco, assim como os que tinham derrotas no cartel, especialmente por nocaute. Sugeriu-se que a cada trauma mais contundente e/ou nocaute, ocorra perturbação na fisiologia normal do indivíduo, com danos irreparáveis às células nervosas.

Outra teoria sustenta que os golpes na cabeça causem distúrbios substanciais à química do cérebro, conduzindo a resposta imune com danos ao sistema nervoso central.

O MMA e o Boxe são esportes em que "ferir" um oponente é um objetivo explícito: atingindo e danificando o cérebro, por nocaute (MMA ou Boxe), ou lesionando articulações e ligamentos (no caso das finalizações "articulares" realizadas no MMA). Esse fato inequívoco conduziu uma reviravolta e mobilização de diversas associações médicas, solicitando a abolição do Boxe e, posteriormente, do MMA (principalmente nos Estados Unidos).

Hoje, por intermédio das comissões atléticas que sancionam os dois esportes nos EUA, foram decretadas regras de saúde rigorosas, objetivando manter a integridade dos atletas. Dentre as principais, estão: realização de ressonância magnética (anual e, porventura, antes de algum combate caso seja solicitado); proibição de participação por período determinado em um próximo combate para aqueles que perderam seis vezes consecutivas (independentemente do modo como perdeu) ou em três lutas consecutivas (se a perda foi por nocaute ou nocaute técnico).

Concluímos este artigo salientado que essas medidas foram muito importantes para minimizar os problemas associados a golpes na cabeça e possíveis implicações diretas à saúde dos atletas. Todavia, não resolve em definitivo o principal desafio, que é quando a lesão se torna crônica, já instaurada. A preocupação da comunidade científica agora é de encontrar marcadores pré-clínicos, para tentar identificar sinais de lesão antes de o lutador apresentar sintomas permanentes. Assim, poderia até ser recomendado previamente que interrompa a carreira antes de um acontecimento trágico, como a morte, por exemplo.

* Leandro Paiva é colaborador especial da TATAME, autor do livro Pronto Pra Guerra, mantém um Blog diário e possui um canal de TV abordando todos os aspectos da preparação de lutadores.

Referência:

1) Clancy, F. The Bitter: Head blows from boxing can cause dementia and Alzheimer’s. Can the same chronic brain injury also lead to Parkinson’s? Neurology Now, p.24-25, 2006;

2) Paiva, L. Pronto Pra Guerra: Preparação Física Específica para Luta e Superação. Amazonas: OMP Editora, 2009.

Fonte:http://www.tatame.com.br/2010/05/27/Consequencias-do-Nocaute

2009 Brazilian Jiu Jitsu World Championships - Mundial

MUNDIAL DE JIU-JITSU 2010 - ROGER GRACIE FOI O GRANDE NOME

Aconteceu no último final de semana, em Long Beach, Califórnia, Estados Unidos, o Campeonato Mundial de Jiu-jitsu 2010.

O grande nome do evento foi Roger Gracie que faturou o ouro na categoria de peso e na categoria absoluto.

Com o resultado, Roger se tornou o maior competidor da história da arte suave, acumulando sete títulos no peso e três no absoluto.

Na edição de 2010, Roger finalizou todos os seus oponentes no campeonato, com exceção de Ricardo Demente que acabou sendo superado nos pontos.

Na final do absoluto, a lesão de Rômulo Barral, adversário de Roger fez com que o representante da família Gracie ganhasse o título sem precisar lutar.

Destaque, também, para as mulheres que deram um verdadeiro show de jiu-jitsu.

Para ver os resultados completos visite: www.cbjj.com.br


Confira os campeões da faixa-preta, em cada categoria:

PESO GALO: Bruno Malfacine

PESO PLUMA: Pablo Silva

PESO PENA: Rafael Mendes

PESO LEVE: Michael Langhi

PESO MÉDIO: Marcelinho Garcia

PESO MEIO PESADO: Tarsis Humphreys

PESO PESADO: Bernardo Faria

PESO SUPER PESADO: Roger Gracie

PESO PESADÍSSIMO: Rodrigo Cavaca

ABSOLUTO: Roger Gracie


Fonte: http://wp.clicrbs.com.br/nomundodaslutas/2010/06/07/mundial-de-jiu-jitsu-2010-roger-gracie-foi-o-grande-nome/?topo=2,2,18,,,2

Refinamento técnico e tático para o MMA

Campeão de Jiu-Jitsu e Grappling e lutador de MMA, Gabriel Kitober preparou um artigo especial para a TATAME. Radicado em Las Vegas, Estados Unidos, o faixa-preta formado por Oswaldo Alves, que ajuda nos treinamentos de nomes como Amir Sadollah, Matt Riddle e Matt Brown, escreveu sobre a importância do refinamento técnico e tático para o MMA. Confira abaixo o interessante artigo:


Uma coisa muito importante no MMA é a forma de como se ensinar a técnica para os atletas de maneira que o atleta entenda o sentido e a biomecânica do movimento, assim aperfeiçoando cada elemento técnico e cognitivo. Devemos, primeiro, separar por métodos e partes:

1 – método global: se ensina a posição do começo ao fim sem interrupção. Por exemplo, armlock na guarda: domine o braço do adversário, escale as pernas no ombro, passe a perna sobre a cabeça, exerça uma pressão sobre a articulação do cotovelo até que o adversário desista.

2 – método fragmentado: se mostra a posição, sobre diversas partes e ângulos, dando importância aos detalhes de cada aspecto do posicionamento do corpo, da distancia. Por exemplo: domine o braço, explique como dominar, como exercer mais pressão de forma que o adversário não consiga defender o começo do ataque, qual grupo muscular mais recrutado no movimento; depois como se escala, como o corpo deve se posicionar, desde o movimento da cabeça, do quadril, dos joelhos; e como se pesar as pernas sobre a cabeça e a parte posterior do deltóide, explicando o sentido de cada movimento.

3 – devemos mostrar a posição e, em seguida, suas defesas e contra-ataques, para que o aluno avance no entendimento completo da biomecânica do movimento. Por exemplo: quando o adversário inicia um ataque de armlock na guarda, devemos manter uma postura com que ele não consiga se posicionar e ficar confortável para o ataque, ou até como fazemos para contra atacar quando o adversário tentar executar o armlock na guarda.

Execução dos movimentos pelos atletas:

1 – Os atletas devem repetir os movimentos de forma global e fragmentada.

2 – O atleta deve repetir a posição de forma competitiva começando com uma resistência pequena por parte do colega de treino e ir aumentando a resistência conforme, a posição for ficando natural, isso sempre levando em consideração as especificidades de cada evento, como, por exemplo, o tempo de luta as regras e o ambiente, por exemplo ringue ou Cage. Deve-se fazer as posições no meio do ringue, encostado na grade, etc.

Regras básicas:

- Não passar de um movimento pro outro até que se domine completamente a posição;

- Levar em consideração a especificidade de cada combate e sua estratégia, tempo, regras, saber que movimentos aplicar para cada tipo de adversários, tanto como de ataque como de defesa;

- Corrigir todos os defeitos dos movimentos e explicar porque não executar daquela maneira;



- Comprovar o rendimento técnico em cada competição.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/06/02/Refinamento-tecnico-e-tatico-para-o-MMA

17 de mai. de 2010

Fadiga em lutadores

A fadiga (e seus mecanismos) é tema científico complexo, bem debatido e ainda não totalmente esclarecido em função de estudos e resultados conflitantes em diversas pesquisas. Não é diferente quando o foco são as Lutas, Artes Marciais e Modalidades de Combate.

Um fato é praticamente certo: grande parte dos atletas de modalidades esportivas de combate vai sentir fadiga (redução reversível do desempenho físico e/ou psicológico) ou cansaço (sensação subjetiva de desgaste físico) em algum estágio de sua carreira. Dentre causas mais simplórias estão o estresse e/ou falta de sono. A presença de alguma patologia (doença) pode ser outra causa, porém, mais grave e complexa, requerendo investigação mais aprofundada.

A fadiga em lutadores, de modo geral, muitas vezes é apenas temporária, causada pelo aumento na quantidade ou intensidade de treinamento. Geralmente desaparece quando o corpo se adapta (ou ajusta) ao novo trabalho. Vale lembrar que a fadiga aguda (intensa e momentânea) ocorre durante o exercício e pode estar relacionada a diversos fatores nutricionais, tais como esgotamento de reservas energéticas, glicose sanguínea baixa (hipoglicemia) e, frequentemente, desidratação. No entanto, ela pode persistir se tornando condição crônica (de longa duração) que necessita de mais investigação. Uma adequada nutrição é muitas vezes ignorada como fator limitante ao desempenho contribuindo demasiadamente para a fadiga. Em muitos casos, uma simples mudança nos hábitos alimentares pode aumentar os níveis de energia e melhorar o desempenho dos lutadores. Nesse artigo, as informações serão pautadas principalmente sob esse contexto, ou seja, a associação de fadiga com fatores nutricionais.

Os principais sintomas relacionados a fadiga aguda e, principalmente, crônica são:

• Elevada freqüência cardíaca de repouso;
• Queda no desempenho;
• Aumento da sensação de esforço;
• Dor muscular;
• Perda de "peso" súbita;
• Perda de apetite;
• Baixa resistência às infecções;
• Distúrbios do sono;
• Depressão.

Tenho total consciência de que as atividades diárias de um atleta no alto rendimento, independentemente se é iniciante, intermediário, elite ou superelite, muitas vezes indisponibiliza mais tempo para fazer compras e preparar adequadamente os alimentos. Ausência ou baixo consumo de carnes magras, laticínios, frutas e legumes, juntamente com apreço pessoal por comidas rápidas e industrializadas (biscoito, macarrão instantâneo, etc.), pode ser mais um fator agravante à fadiga persistente, redução da imunidade e saúde em geral.

Dietas para perder "peso" costumam ser algo "natural" de atletas de modalidades de combate e o consumo inadequado ou indiscriminado de suplementos nutricionais, apesar de temporários, muitas vezes mascaram em longo prazo problemas nutricionais relevantes.

Outro fato comum, é o abuso de substâncias ricas em cafeína. Já foi abordado o tema "cafeína" em outro artigo neste Blog. Um lutador pode até utilizar alimentos que contenham cafeína para minimizar a fadiga (Ex: café, guaraná, refrigerantes, etc.), mas isso pode agravar sintomas de fadiga crônica com o prolongamento do uso. A cafeína pode interferir com os padrões naturais de sono, o que torna difícil para o atleta conseguir dormir, conduzindo ao cansaço já pela manhã, obrigando-o, assim, a utilizar mais cafeína para começar "bem" o dia.

O auxílio dos carboidratos

Carboidrato é fonte de energia primordial para o desempenho atlético. Na tabela 1 adiante, estão contidos alguns exemplos de carboidratos. Eles são armazenados como glicogênio muscular, uma espécie de "loja" de energia (ou "combustível") que deve ser constantemente recomposta. Normalmente, nas lutas, ainda mais pela cultura das divisões de categorias por peso, muitos atletas (principalmente de categorias pesadas) pensam que comem "um monte" de carboidratos, mas, na realidade, estão comendo abaixo de suas necessidades. Por exemplo, comer apenas uma refeição rica em carboidratos, como macarrão, antes da competição não significa necessariamente que está ingerindo carboidrato suficiente para atender suas necessidades. Afinal, num contexto mais amplo deverá refletir sobre sua carga de treinamento diário. Lembrando que o termo "carga" representa a combinação de intensidade (exigência do esforço), duração (tempo de estímulo) e frequência (número de sessões em dado período de tempo).
















Contextualizando, a ingestão de 3-5 gramas de carboidratos por quilo de "peso" corporal é suficiente para os atletas que estão em fase de cargas mais baixas de treino, 5-7 gramas por quilo para atletas engajados em cargas moderadas-medianas e até 7-10 gramas por quilo no caso de atletas utilizando cargas grandes ou significativas. Ressaltando que essas quantidades são apenas referenciais gerais, pois esses cálculos são influenciados por outros fatores (Ex: massa corporal; faixa etária; sexo masculino ou feminino, etc.).

Baixa ingestão de carboidratos em longo prazo associada ao treinamento regular pode resultar no esgotamento progressivo das reservas de glicogênio e conduzir a um estado indesejável de fadiga crônica. Além disso, também são observados efeitos decorrentes de fadiga aguda com o aumento da carga de treino ou mesmo da intensidade do exercício, pois ambos podem requisitar em demasia os estoques de glicogênio, além do fato de o exercício de alta intensidade poder resultar em perda/diminuição de apetite. Baixos estoques de glicogênio muscular podem conduzir à diminuição de energia para treinar, especialmente em altas intensidades. O atleta muitas vezes será incapaz de completar o treino planejado.

A maioria dos atletas armazena glicogênio suficiente para 90-120 minutos de exercício, porém, comendo pouquíssimo carboidrato (como em dietas para perder "peso") pode reduzir significativamente esse período. Um lutador com reservas baixas de glicogênio muitas vezes necessita de uma redução na intensidade do treino, descanso absoluto por vários dias, além de aumento no consumo de carboidratos para restituir as reservas depletadas.

Outra coisa: muitos atletas relatam que, em dieta de baixo consumo de carboidratos, sentem-se muito fadigados e percebem nítida redução de massa muscular. Esses relatos podem ser relacionados, dentre outros fatores a: 1) Seus hábitos alimentares anteriores eram ainda piores (consumo excessivo de alimentos pouco nutritivos e/ou hipercalóricos) do que os atuais; 2) Redução de aspectos psicológicos favoráveis para as lutas. Como os carboidratos também são necessários para nutrição cerebral, as dietas pobres em carboidratos podem resultar em falta de concentração, depressão e alterações de humor.

A hora certa para consumir carboidratos

O tempo ideal para o consumo de carboidratos é muito importante para a recuperação muscular, principalmente quando ocorre a realização de mais de uma sessão de treinamento no mesmo dia. Depois da realização de exercícios de grande intensidade, os músculos não iniciam a reposição de glicogênio em alta velocidade até que algum carboidrato seja ingerido. Desse modo, a recuperação praticamente só começa após comer um lanche ou outra refeição rica em carboidratos. De 1-1,3 gramas de carboidrato por quilo de "peso" corporal na primeira hora após o término do exercício é necessário para a recuperação dessas reservas. Na realidade, pode ser considerado o "pontapé" inicial para adequada reposição. Essa informação se torna mais relevante quando há apenas de 4 a 8 horas de intervalo entre as sessões realizadas no mesmo dia.

Baixo consumo de nutrientes

Lutadores com grande massa corporal, altas cargas de treinamento ou tentando aumentar a massa muscular podem ter dificuldades para se alimentar suficientemente. A fome nem sempre é um guia ideal e preciso, pois como o exercício em alta intensidade pode diminuir o apetite, a redução na ingestão de nutrientes associada pode conduzir à fadiga.

Por outro lado, alguns atletas optam por restringir calorias, com intuito de manter "peso" corporal baixo. Nesses casos, as dietas hipocalóricas podem eventualmente conduzir à sensação constante de fadiga em função de o corpo ter de sobreviver com poucas calorias, vitaminas e minerais. O lutador pode apresentar sintomas clínicos, tais como: diminuição da imunidade, diminuição da força em razão da perda de massa muscular magra, dificuldade de manutenção do "peso" ósseo e recuperação deficiente entre as sessões de treinamento. Se estiverem engajados em dieta com pouca ingestão de calorias, ao menos tem de se preocupar em selecionar os alimentos mais nutritivos (ricos em vitaminas e minerais) e com boa capacidade de saciedade.

Fadiga e deficiência de ferro

Atletas do sexo feminino são propensas a deficiência de ferro em função da menstruação. Entretanto, lutadores de ambos os sexos estão sujeitos a lesões constantemente pelo fato de ocorrer contato corporal excessivo, podendo haver hemorragia. Medicamentos como antiinflamatórios podem causar sangramento gastrintestinal, o que também aumenta a perda de ferro. Alguns atletas mantém baixa ingestão de ferro, em particular mulheres e vegetarianos. As necessidades de ferro aumentam de 1,3 a 1,7 vezes para atletas comparados a não atletas. Dentre os principais sintomas de deficiência de ferro relacionados a fadiga estão: sensação de falta de ar, a ponto de o atleta não conseguir persistir no exercício, aumento no tempo de recuperação, diminuição da imunidade, calafrios e depressão.

Vale salientar que muitas vezes é difícil avaliar se os estoques de ferro estão baixos se baseando apenas nos resultados de testes sanguíneos. O acompanhamento de qualquer mudança nos testes, considerando algum sintoma e/ou fator de risco fornecerá melhor diagnóstico se a insuficiência de ferro é a causa da fadiga. Se confirmado, o profissional responsável pelo preparo alimentar do atleta pode alterar o cardápio para otimizar o consumo de ferro.

Papel de suplementos vitamínicos e minerais na redução da fadiga

Existe uma crença amplamente difundida de que nosso suprimento de alimentos é deficiente na maioria dos nutrientes. Entretanto, diversos estudos apontam que essas informações são infundadas. De modo geral, a fadiga relacionada à nutrição é causada por um desequilíbrio no consumo de carboidrato, proteína e gordura. Contudo, se a deficiência de uma vitamina ou mineral estiver presente, será necessário utilizar suplemento específico para corrigir essa situação. Um suplemento multivitamínico e mineral de largo espectro também pode complementar a alimentação dos lutadores que estão viajando e não podem/conseguem ingerir refeições convencionais, ou tem de limitar sua ingestão de alimentos para reduzir o "peso".

Recomendações básicas para minimizar/suprimir a fadiga causada por desequilíbrios nutricionais:

1) Incluir no cardápio cereais integrais, frutas frescas, verduras, fontes de proteína magra, laticínios e gorduras saudáveis;

2) Evite dietas da moda e as que eliminam os carboidratos ou grupos alimentares inteiros (por exemplo, as que não permitem produtos lácteos);

3) Se organize para comer imediatamente ou até no máximo 30 minutos após os treinos. Sanduíches com pães integrais (light ou diet), iogurte, frutas e barras de cereais são algumas das melhores escolhas alimentares;

4) Se você é vegetariano, não pode esquecer de incluir os substitutos da carne, tais como: nozes, soja, legumes, etc;

5) Não fique obcecado em evitar qualquer coisa que contenha gordura, ou limitar seu consumo total de gordura para menos de 20 gramas por dia;

6) Verifique se você está bem hidratado. Observe sua taxa de sudorese (se pese antes e após o treino para comparar e verificar a perda de "peso") e tente chegar a um plano individualizado de hidratação. Em artigo anterior neste Blog são observadas algumas recomendações;

7) As viagens para competir "fora de casa" podem desgastá-lo se não conseguir dimensionar bem os preparativos para o trâmite. Além disso, no local de destino pode ser difícil encontrar alguns dos alimentos utilizados no dia a dia. Tente planejar antecipadamente para não faltar alguns de seus alimentos favoritos, em especial, os mais nutritivos e de fácil transporte, tais como: cereais, bebidas esportivas, suplemento alimentar líquido, frutas secas, nozes, barras de cereais e barras de proteína/carboidrato.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/04/13/Fadiga-em-lutadores

Força de pegada

Qualidade física essencial para lutadores de Jiu-Jítsu, Submission Wrestling, Grappling e Mixed Martial Arts é a popular força de "pegada", que é a capacidade de o atleta manter preensão manual no quimono do adversário (Jiu-Jítsu) ou em alguma parte do corpo (Submission, Grappling e MMA).

A denominação correta para essa qualidade ("pegada"), por meio de sua medida absoluta (1 Repetição Máxima) é "Força Isométrica de Preensão Manual". Quando medida repetitivamente, ou seja, várias preensões seguidas, com intervalo de descanso curto entre elas, pode ser denominada como "Resistência de Força Isométrica de Preensão Manual". Ambas podem ser estimadas na avaliação física utilizando-se um instrumento denominado Dinamômetro Manual.

Muito se comenta e questiona sobre a utilidade do Treinamento de Força ("musculação") com orientação de hipertrofia, para desenvolver essas valências em lutadores.

Um estudo foi realizado para verificar se atletas de Jiu-Jítsu com mesma massa corporal e altura, mas que praticavam musculação complementando os treinos técnicos (com orientação de hipertrofia) teriam mais força na "pegada" do que os lutadores que não praticavam essa atividade física complementar.

Foi verificado que não houve diferença na força de "pegada", medida por um dinamômetro manual, entre os que praticavam e não praticavam musculação. Esse achado sugere que, apesar da relevância no intuito de profilaxia (prevenção de lesões), o treino usual de musculação observado nas academias NÃO SERÁ SUFICIENTE para preencher as necessidades dos lutadores, principalmente para os que se encontram no alto rendimento (grupo de elite e "superelite").

Sugiro a utilização de meios e métodos eficazes e alternativos para melhorar a "pegada" de lutadores, tais como: exercícios específicos (Ex: “guerra de pegada”) ou mesmo exercícios de puxada nos aparelhos de musculação adaptados com quimono, no caso de atletas de Jiu-Jítsu ou Judô.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/05/17/Forca-de-pegada

10 de mai. de 2010

Shogun vence Lyoto no UFC 113 e é o novo campeão dos meio-pesados

Diferente da última luta em outubro do ano passado, em que os brasileiros lutaram cinco rounds e deixaram o octógono cheio de dúvidas, a luta deste sábado foi resolvida logo no primeiro assalto. Aos três minutos e 35 segundos, Mauricio Shogun, ex-campeão do Pride GP, nocauteou Lyoto Machida conquistando o cinturão da categoria meio-pesado em Montreal.

O paranaense Mauricio Shogun disse que se concentrou bastante para a luta deste fim de semana e acreditou na vitória:

- Tentei não pensar na luta do ano passado, e isso serviu de motivação para eu treinar muito, acreditar nisso, chegar aqui e ganhar. - disse Shogun.

Ainda de acordo com o lutador, no ano passado Shogun buscou enfrentar Lyoto com segurança, e respeitando seu estilo de luta. Nesta vitória, com mais informações sobre adversário, pode se arriscar e tentar algo mais agressivo.

- Nessa revanche, eu já o conhecia melhor, então tentei explorar isso para arriscar mais e tentar acabar com a luta - afirmou Shogun.

A revanche deste sábado no Bell Center, em Montreal, começou com o clima quente entre os dois brasileiros. A decisão não precisou ficar nas mãos dos juízes e durante uma troca franca de golpes, Shogun conseguiu a vitória com um nocaute no primeiro round.

Shogun enfrenta na sua primeira defesa de cinturão o vencedor da luta principal do UFC 114. Rashad Evans e Quinton Rampage se enfrentam em Las Vegas, dia 29 de maio.

Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2010/05/09/shogun-vence-lyoto-no-ufc-113-e-novo-campeao-dos-meio-pesados-916537244.asp

5 de mai. de 2010

É oficial: Werdum encara Fedor em junho


Demorou, mas o Strikeforce finalmente confirmou a luta entre Fabrício Werdum e Fedor Emelianenko, que acontece no dia 26 de junho. Em conversa com a TATAME, o brasileiro já comentou o duelo contra o número um do mundo nos pesos pesados.

“Já tenho estratégia traçada. Não posso pegar um cara como o Fedor no braço. Se eu pego ele no braço ele não vai bater, nem na perna. Eu posso esticar, mas ele não vai bater. Mas eu já tenho o caminho”, garante, deixando o segredo guardado a sete chaves. “Vou entrar para a história do MMA. Ganhei do irmão do Fedor, um cara muito bom de Boxe, e ele não me deu um soco. Fiz o Jiu-Jitsu puro, botei pra baixo, fiquei na meia guarda e finalizei no katagatame... Saí limpinho”.

Preparando uma estratégia para bater o russo, Werdum explica que um dos pontos principais no jogo tem que ser a explosão. “Vi que eu estava sem explosão nas minhas últimas lutas, e nessa luta contra o Fedor eu preciso disso. Indicaram o Ken e já estou sentindo uma diferença muito forte. Não é só o kettlebell, mas todo o treinamento que estou fazendo, com sacos de areia também”, conta, dando uma de Usain Bolt. “Estou fazendo muita corrida. Levanto seis da manhã e vou correr no campo de futebol americano da Universidade de Santa Mônica”.

Treinador de Fabrício nos Estados Unidos, Rafael Cordeiro está animado para a luta. “A expectativa é de vitória, independente do adversário. A diferença dessa luta do Werdum para as outras do Fedor é que vamos aplicar fundamentos que os outros não aplicaram. Vamos ver onde as pessoas poderiam ter vencido, mas não aproveitaram”, explica, apontando que o caminho para a vitória contra o russo pode vir através do Jiu-Jitsu de Werdum. “Sabendo das qualidades dele, estamos visando o Jiu-Jitsu para essa luta”.

Fonte: http://www.tatame.com.br/2010/05/04/E-oficial--Werdum-encara-Fedor-em-junho